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terça-feira, 14 de junho de 2016

Islamismo radical: o alvo somos todos nós...

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Um homem matou um casal de policias, em França, perante o filho de 3 anos, em nome de Alá. 
 
O nome de Alá evocado por este islâmico nada tem a haver com este acto. O Corão condena este tipo de acto criminal gratuito.
 
 
 
 


Trata-se de um acto terrorista abjecto que os islamistas têm de condenar e combater. Nada disto tem no fundo a haver com religião, apesar de esta ser evocada para o justificar. 
 
 


É verdade que em nome da religião islâmica, a mais intolerante, várias pessoas estão visadas: polícias, mas também jornalistas, homossexuais, modos de vida ocidentais e outros. 
Mas também turistas, que frequentam zonas muçulmanas intolerantes, em que o único objectivo é criar o medo. 
 
 
Outras fracções radicais fizeram e fazem o mesmo ao longo da história, por vezes ajudadas pelos países ocidentais ao "criaram" grupos terrorista para atingirem os seus fins. 
 
 


Aqui trata-se da mesma coisa, movimentos terroristas para criar um ambiente de medo, legítimo, e a sua panóplia de restrições à liberdade individual em nome da suposta segurança. 
 
 



Estamos perante uma nova forma de terrorismo: os actos mais loucos ou mais bárbaros são justificados, não em nome de uma ideologia política ou territorial, mas sim em nome de uma religião. 
 
 


Estes actos perpetrados não se baseiam no Corão, mas sim nos Adiths, um conjunto de leis e histórias escritas depois de Maomé com fins políticos. Estes textos sunitas, fazem ofício de leis que regem o quotidiano dos seus seguidores. 
 
 


Nestes texto, encontramos Madhi ("o que mostra o caminho"), não referenciado pelo Corão, mas que tem por missão de fazer converter todos os "infiéís" a uma suposta lei islâmica, se necessário pela força. A tomada de Constantinopla pelos muçulmanos fez voto de profecia. 
 
 


O objectivo do terrorismo islâmico radical é de, inicialmente estabelecer o caos, qualquer Estado ocidental pode ser o alvo, e a longo prazo estabelecer um Estado totalitário controlado por estes indivíduos. 
 
 



Vai cada vez mais atrai psicopatas marginais, insatisfeitos com as suas condições de vida e pronto para acatar qualquer solução radical que os faça integrar num grupo coeso, tal como as seitas ou partidos extremistas. 
 
 


Um pouco como os regimes nazis ou stalinianos, estas técnicas de medo propagam o medo, agora com a ajuda das técnicas de comunicação social. 
 
 


A técnica vai ser cada vez mais, não matar por simplesmente matar ou punir os incrédulos, mas sim matar certos "alvos" da sociedade para paralisar o inimigo, que no fundo somos todos nós (alvos potencias). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Curdos: um povo sem pátria

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O "povo das montanhas".

A mais antiga referência a este "povo das montanhas", são as argilas cunéiformes da Suméria, III antes de Cristo.


O povo curdo foi dominado por várias nações. No ano 66 antes de Cristo, o Reino Curdo foi conquistado pelo Império Romano.


Mais recentemente, o nacionalismo curdo emergiu depois da Primeira Guerra Mundial após a dissolução do Império Otomano. O Reino Unido ao combater os turcos tinha prometido aos curdo uma relativa autonomia que após o conflito não cumpriu.



Raízes linguísticas e culturais.

Cerca de metade dos curdos vivem na Turquia, no Iraque representam cerca de 17% da população, no Irão 7% e no Iraque 10%.

Calcula-se que existam 35 milhões de curdos que apesar de terem a mesma cultura não têm a mesma religião. 


80% são maioritariamente muçulmanos sunitas, ainda que existam alguns sunitas. 20% dos curdos não são muçulmanos: os Yezidis. Estes, apesar de monoteístas, estão mais próximos do zoroastrismo, religião aparentada do cristianismo ao sufismo.


Actualmente os yezidis são perseguidos pelos extremistas islâmicos e representam mais de 500 000 curdos.


Os curdos assentam a sua identidade, não na religião, mas sim na sua língua e na sua cultura.



Israel como aliado.

Os curdos têm muito poucos aliados, na região, apenas Israel está a favor da criação de um Estado Curdo, sendo que esta proposta tem a feroz oposição da Turquia, do Iraque e da Síria.


Não é de estranhar o apoio de Israel à criação de um Estado Curdo, dado que iria dividir intrinsecamente esses países que se opõem. Israel tem fornecido armamento aos curdos por serem uma barreira aos islamistas radicais anti-Israel.


A criação de um Estado Curdo seria um tampão entre Israel e, o Irão e a Turquia.






O cheiro a petróleo.

Israel importa 3/4 do petróleo do Curdistão iraquiano que decidiu atribuir concessões petrolíferas à Exxon, Chevron e Total, o transporte irá ser feito através do oleoduto com origem em Tak Tak (Curdistão iraquiano) até à Turquia, com uma capacidade de 400 000 barris por dia. Actualmente o Curdistão iraquiano produz 125 009 barris por dia.


A intervenção americana no Iraque não é inocente. Esta região do Curdistão é particularmente rica em petróleo.


Examinando a carta petrolífera, constatamos que a região mais rica em petróleo é a zona controlada pelos Yezedis. Zona cobiçada pelo auto-proclamado Estados Islâmico, mas também pelos países ocidentais.







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terça-feira, 15 de março de 2016

A Síria: um obstáculo na geopolítica mundial

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Porque é que a Síria, um pequeno país do Médio-Oriente, se tornou num palco de conflitos nos últimos anos?


Esqueçam as divisões internas, que existem, e as revoltas contra o poder central de Bachar Al-Assad, que também existem.


O que está em causa é a estratégia americana para asfixiar a Rússia, através da limitação das suas exportações de petróleo e gás natural para a Europa. 


Em alternativa as essas matérias primas propõem os  produtos de países "amigos" dominados pelos Estados Unidos.







Temos aqui, neste mapa, uma ideia do abastecimento da Europa, através dos vários oleodutos e gasodutos:




Confuso? Sem dúvida, mas mostra quanto a Europa está dependente do petróleo e do gás natural proveniente da Rússia.





No mapa abaixo, temos apenas as alternativas ao petróleo e gás russo:




- Temos o oleoduto Nabucco, que transporta o petróleo e gás desde Baku, Azerbaijão antigo país da URSS, actualmente sob controle americano e que passa pela Turquia.


- Depois temos o contestado oleoduto islâmico com origem no Irão, que passa pelo destruído Iraque e depois pela Síria.


- Finalmente, o mais importante, a aposta americana: oleoduto e gasoduto com proveniência no Catar, que passa pela Arábia Saudita (amigo americano) e que também deverá passar pela Síria para abastecer a Europa.


Exceptuado o oleoduto de Nabucco, as soluções passam por atravessar a Síria, daí a sua importância e fonte dos actuais conflitos. Agora as coisas ficam mais claras, a saber porque é que este pequeno país se tornou subitamente fonte de tantas guerras.




O pecado de Bachar Al-Assad...


Em 2002, a Turquia e o Catar chegaram a um acordo para o transporte de gás e petróleo para abastecer a Europa, mas esse transporte deveria obrigatoriamente de passar pela Síria.


Quando foi colocada a questão do consentimento a Bachar Al-Assad da passagem desses oleodutos e gasodutos, este recusou para proteger os interesses do seu aliado Russo.


Progressivamente foram instigados e armados "rebeldes" anti Bachar Al-Assad para o eliminar do poder e instalar uma marioneta conivente com os Estados Unidos para depois dar o seu "ámen" ao projeto.




Um conflito com cheiro a gás e petróleo... 
 

De um lado temos os países ocidentais, a Turquia e as monarquias do Golfo, do outro, temos a Rússia, o Irão e a Síria.


No meio deste conflito, a cidade de Homs, tão badalada nos últimos meses, que representa um ponto de passagem obrigatório, isto para além de ter sido descoberto nesta zona de uma importante reserva de gás natural.









Retirada inesperada da Rússia...


Após cinco meses de bombardeamentos, a Rússia conseguiu derrotar muitas das posições do Daesh e dos rebeldes.  Por esta via, conseguiu voltar a dominar a geopolítica mundial. Mas retira-se sem que a questão da Síria e do seu líder esteja resolvida pode parecer um mistério.


É de supor que esta retirada tenha sido negociada com os Estados Unidos para assegurar a manutenção de Bachar Al-Assad no poder como contrapartida da aceitação do "pipeline islâmico". 


Vamos portanto ter um Status quo entre os interesses americanos e russos na região, tendo os Estados Unidos e seus aliados desde já perdido "esta guerra".









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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Iémen: a guerra esquecida

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O Iémen é o país mais pobre do Médio Oriente, sujeito a uma guerra não mediática. Não constas das informações ocidentais, no entanto tem uma posição estratégica fundamental que explica o conflito, tanto do ponto de vista geo-estratégico como religioso.





Confusão ocidental entre sunitas e xiitas. 


Para quem não tem qualquer noção da religião muçulmana, a diferença entre os sunitas e xiitas é semelhante à diferença, na religião cristã entre os católicos e os protestantes. Ambos acreditam na mesma coisa, mas existem diferenças na sua essência, neste caso diferenças na sua origem.


Com a morte do profeta Maomé, colocou-se o problema da sua sucessão. Os Xiitas designaram como seu sucessor espiritual o seu genro, os Sunitas designam Abou Bakr, um companheiro de Maomé, como seu sucessor.


Os Sunitas consideram o Corão como obra divina e imutável, os xiitas consideram o descendente, legítimo, de Maomé como um guia espiritual em que o Corão tem de ser adaptado à época moderna com alguma independência do poder religioso e do poder político.


Surpreendido? Então não são os xiitas iranianos os maus da fita?
A visão que os media ocidentais nos passam do Irão, maioritariamente Xiita, é que é um islamismo mais rígido, tido como o mais ortodoxo. Na realidade são os países Sunitas os mais ortodoxos.


O problema é que além do Corão, os muçulmanos têm os Hadith que foram escritos após a morte do profeta e que contém histórias e lendas da vida de Maomé, mas que também fazem ofício de lei aceite sem crítica pelos Sunitas.


Ora esses Hadith foram escritos ao sabor do poder político instituído pela linhagem dos Sunitas. Os Xiitas colocam em questão tais imposições.











A confusão do Iémen.

No caso do Iémen, após o prospero reino dos Sabeus, depois do domínio judeu e do cristianismo, este tornou-se islâmico no século VII. O país foi divido em dois, com a Republica Árabe do Iémem a norte em 1962 e o Iémem do Sul sob protetorado britânico a sul. A união entre os dois países só se fez em 1990.


O Iémen, maioritariamente xiita está envolto numa grande confusão. Apesar de partilharem o facto de que a família de Ali (quarto califa e primo do profeta Maomé) deveria a justa sucessão, como qualquer xiita,  consideram que Zaid Ibn Ali, o quinto muçulmano nos xiitas, é o eleito. Estes Zaiditas viram o seu poder definhar ao longo do tempo e querem-no reconquistar.









O Iémen fundamental na região.

A poderosa Arábia Saudita por questões de geo-política regional não quer que esse pequeno país, com pretensões diferentes da sua religião em vigor, tenha um qualquer papel determinante na região. O problema é que o Iémen é apoiado pelo Irão (xiita).


O Iémen controla o estreito de Bab-Al-Mandeb na sua passagem petrolífera em direcção ao canal de Suez, ou seja 40% das exportações petrolíferas dos países do Golfo.


Este país pobre, com um poder estatal débil, tem então uma posição estratégica fundamental nessa região. A Arábia Saudita tem medo de enviar tropas para o Iémem e deparar-se com uma espécie de novo Afeganistão, o que seria uma guerra inglória, dado que o Iémen é apoiado pelo o Irão xiita.


As questões religiosas são apenas um pretexto para dividir uma luta pelo poder e a Arábia Saudita, apoiada pelos Estados Unidos, tem todo o interesse em manter essa guerra interna no Iémen.


O Iémem continua a ser o país mais pobre do Médio Oriente apesar de 95% das suas exportações serem provenientes do petróleo.








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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O estranho caso do avião russo que se despenhou no Sinai

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Um avião russo Airbus A321 que ia de Charm el-Cheikh a São Petersburgo com turistas russo e ucranianos despenhou-se no deserto do Sinai. Voava a 9000 metros de altitude. As causa deste acidente continuam misteriosas.



Fala-se em destroços ao longo de mais de 20 km, no entanto, pelas imagens, os destroços do avião parecem circunscritos a uma pequena aérea. 


Apesar da presença de um ramo egípcio do Estado Islâmico na região, a altitude a que voava torna muito pouco provável ter sido atingido por um míssil dessa organização.


O Estado Islâmico reevendicou e publicou um vídeo pouco credível de um suposto atentado para se vingar da intervenção russa no conflito:

http://stopmensonges.com/lei-dit-avoir-abattu-lavion-russe-pour-se-venger-contre-lintervention-russe-video/



Pelas imagens do crash podemos ver as asas do avião quase perfeitas após uma queda de 9000 metros de altitude, o que não parece plausível. Em tais circunstâncias, como é que a fuselagem do avião desapareceu, mas as asas não?








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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Porquê uma guerra na Síria ?

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Porquê a Síria? Será que Bachar Al-Assad é um sangrento criminoso como os media relatam? Quem beneficia com esta guerra absurda?





Primeiro, Bachar Al- Assad não "massacra" o seu povo. Esta é uma frase vezes sem conta referida nos media ocidentais. Nenhum dirigente quer deliberadamente massacrar o seu povo. Podem alguns matar algumas etnias, grupos religiosos ou oponentes, mas nenhum quer "matar o seu povo".


Na realidade trata-se de uma verdadeira guerra civil em que uma parte é apoiada por potências estrangeiras para promover uma guerra civil contra um Estado outrora estável. Portanto não se trata de uma guerra unilateral de Bachar Al-Assad contra o seu povo.


Segundo, o "povo" sírio é composto por uma multitude de povos oriundos de várias comunidades. Temos de esquecer o conceito ocidental de Estado delimitado e definido de uma só comunidade. Aqui trata-se de várias comunidades constituídas por tribos e laços familiares complexos.


Os que lutam contra Bachar Al-Assad, apesar de muitos quererem um sistema mais democrático, estão sobretudo interessados em conquistar o poder pelo poder e defendem as suas comunidades. Muitos deste "revolucionários" querem uma maior islamização da Síria.


Terceiro, o ocidente não está preocupado com a suposta opressão do povo sírio, caso contrário teriam muitos outros locais onde intervir e não o fazem porque não querem, como a Arábia Saudita, o Barein, Angola ou o Iemen.


Esta inação em relação a certos países para os salvarem de ditadores (convenientes) contrasta com este caso da Síria e explica em parte os vetos da Rússia e da China na ONU no que diz respeito a uma intervenção militar directa, que ultimamente está a mudar com a intervenção da Rússia.


Quarto, a guerra na síria instigada pelos Estados Unidos não visa diretamente e unicamente a Síria, mas faz parte de um plano maior de fazer frente à Rússia (e também à China). Neste contexto, os islamistas radicais foram financiados, armados e treinados pelos Estados Unidos para desestabilizar esta região.


Estas desestabilizações permitiram a chegada ao poder de islamistas mais ou menos radicais, mas dóceis,  colocados no poder após a "primaveras árabes" como na Tunísia, Egipto ou Líbia.


Quinto, da mesma maneira que a ideia não foi trazer a democracia nestes países supra-citados, os Estados Unidos não pretendem instalar a democracia na Síria. O objectivo é quebrar o crescente xiita Irão-Líbano-Síria, com o apoio sunita da Arábia Saudita e do Qatar.


Estas são, em parte, as razões da guerra na Síria, esqueçam as razões humanístas de democracia.







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domingo, 18 de outubro de 2015

Porque é que a Rússia faz em 15 dias o que a NATO não fez num 1 ano contra o Estado Islâmico?

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O terrorismo, bandeira americana para justificar as suas acções colonizadoras nos vários pontos do globo, tive início nos polémicos e nublados ataques do 11 de setembro contra as Torres Gémeas.


A partir daí, todas as actuações americanas foram justificadas com a "luta" contra o terrorismo.





Da Al-Qeada ao Estado Islâmico...

 
Após patrocinarem e formarem a Al-Qaeda, e após este grupo terrorista "ter passado de moda", surge um novo grupo terrorista ainda mais cruel que o anterior: o auto-proclamado Estado Islâmico.


Os Estados Unidos apostaram neste grupo terrorista para desestabilizar a região do Médio Oriente, particularmente o Iraque e a Síria.


Mediatizaram as decapitações, provavelmente encenadas e filmadas com os meios hollywoodianos americanos, para instigar o medo e a sua respectiva resposta militar.



Tentamos, mas não conseguimos... 


Durante mais de um ano, a NATO reivindica lutar militarmente e diariamente contra o Estado Islâmico. Mas sem grande sucesso. A que se deve esse insucesso? Porque simplesmente não querem.


De 24 de março a 10 de junho de 1999, além das mortes civis, a NATO, com mais de 400 aviões, neutralizarou 40% do armamento mais avançado do ocidente e destruíram 60% da capacidade industrial da Jugoslávia.









Após mais de um ano de "luta" contra o Estado Islâmico, frequentemente localizado em zonas descobertas no deserto, a NATO não consegue livrar-se desses terroristas.


Surpreendente? Mais surpreendem ainda é o facto de que a Rússia em apenas 15 dias de bombardeamentos consegue fazer recuar e infligir perdas na progressão do Estado Islâmico.


Os próprios Estados Unidos fizeram todos os possível para que o Iraque não possuisse aviões de combate. A Rússia imediatamente assinou um contrato com o Iraque para a venda de 56 helicópteros de combate. Se o Iraque, tivesse tido os meios necessários, teria em poucas semanas aniquilado o Estado Islâmico.


Claro que a Rússia tem todo interesse em defender a sua posição estratégica no Mediterrâneo, mas para além disso quer mostrar a sua força no xadrez mundial e demonstrar que é capaz de sucesso onde os outros não o têm.


A avalanche de "migrantes" da Síria, vomitados ad nauseam pelos media, patrocinada pelo acolhimento desses migrantes por Angela Merkel, não é inocente, serve para preparar o publico mundial para uma intervenção "justificada" contra a Síria, não fosse a Rússia estragar esses planos.








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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O que quer Putin?

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A Rússia com 17 milhões de quilómetros quadrados, 150 milhões de habitantes, 11 fusos horários e 150 etnias, não é um país qualquer e fácil de governar. A Rússia de Putin não é uma autocracia, dado que o seu presidente é eleito, é uma espécie de democracia autoritária.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Da infância ao poder... 
 
 
Adulto, Putin vai apostar tudo no judo, por não se achar suficientemente forte e musculado. Apesar de ser um pequeno chefão das ruas do seu bairro, vai aprender a lutar não revelando as suas fraquezas ao seu adversário e aniquila-lo através das fraquezas desses adversários. É o mesmo método que utiliza hoje em dia para fazer frente aos Estados Unidos e à fraca Europa.
 
 
 
 
 
 
 
 
Um grande mestre de xadrez.


Putin é inteligente e um grande mestre de xadrez na actual política internacional.

 
Putin quer instaurar a ordem interna no país e restaurar a grandeza do povo russo, por isso é tão popular. Quando a Ucrânia lhe escapava, sobe salvaguardar os interesses russos: invadiu a Crimeia, que sempre foi território russo. 
 
 
Na Ucrânia, como na Geórgia, aproveita os conflitos para que essas regiões não se tornem membros da NATO que está a tentar cercar a Rússia.
 
 
Na Síria, a Rússia não só quer manter o seu porto no mediterrâneo, como também quer manter as suas exportações de armamento, que representam cerca de 10 % das exportações militares. 

 
Intervindo na Síria, também promove a sua identidade ortodoxa perante a tentativa muçulmana presente na Rússia com 15% da sua população.
 

A Rússia também reforça o seu papel no Médio Oriente: apoia o Irão (xiita) contra o poder dominante na região (sunita).
 
 
 
 
 
 
 
 
Putin o "moderador". 
 

O Ocidente ao isolar a Rússia com as suas sanções fazem que esta se aproxime dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que utilizam os suas próprias divisas e banco de desenvolvimento, perante um dólar falido.


Perante a incapacidade do Ocidente, Putin é o único que consegue reunir numa mesma mesa de negociações o regime Sírio, os Árabes, os iranianos, os sunitas e os xiitas.
 
 
 
 

O que quer Putin?
 
 
Simplesmente o poder e recuperar a antiga potência da Rússia. Isolada nas sanções e enfraquecida pela baixa do preço do petróleo, Putin quer tornar a Rússia num pião incontornável no Médio Oriente e por extensão no mundo, e está a consegui-lo.







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terça-feira, 29 de setembro de 2015

A profecia de Kadhafi

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Barbaremente assassinado em 2011, o líder carismático da Líbia tinha um discurso premonitório na Cimeira da Liga Árabe desse ano.











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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Quando os Estados Unidos fabricam movimentos terroristas

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O Irão tem sido, nestes últimos anos, o principal inimigo do eixo Arábia Saudita-Israel, com o apoio do Qatar.


Nos últimos anos, o Irão viu os seus principais aliados na região serem vítimas de movimentos extremistas, a saber a Síria e o Iraque.


Como nada acontece puro acaso, a ameaça extremista transferiu-se de Al-Quaeda para um suposto grupo terrorista auto-proclamado Estado Islâmico.


A arábia Saudita e o Qatar são os padrinhos destes movimentos extremistas. Todos eles patrocinados pelos Estados Unidos para desestabilizar a região.


Primeira potência económica mundial e militar, os Estados Unidos poderiam acabar rapidamente com estes movimentos extremistas, mas não querem.


Os Estados Unidos, por forças militares interpostas, efectivamente bombardeiam as forças militares do Estado Islâmico, porque têm todo o interesse em fazer funcionar a sua economia militar, que representa uma parcela importante da sua economia.


Esse facto também é importante do ponte de vista da aceitação mundial como país defensor dos valores democrático e de liberdade.


Mas os Estados Unidos apenas realizam operações esporádicas, que não enfraquecem o auto-proclamado Estado Islâmico, que assim serve de propaganda anti-ocidental e por consequência serve os designos americanos de salvadores do mundo, alimenta a sua indústria de armamento e restringe as liberdades de possíveis Nações que teriam a veleidade de um qualquer protagonismo.


Estes movimentos extremistas servem na perfeição para enfraquecer as pretensões do Irão e invadir países.







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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Breve história recente do Kuwait para principiantes

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Até 1715, o Kuwait não tinha uma identidade própria, fazia parte de uma espécie de principado, o principado de Al-Hassa, até que nessa data uma família de nómadas (Al-Sabah) se instalou na região.


O nome de Kuwait vem do persa e significa "fortaleza", dado que era um porto de fácil acesso e de águas profundas, contrariamente aos outros portos da região.


Desde essa data, os "sheikhs", oriundos dessa família, sempre se esforçaram para ter uma certa autonomia em relação aos vizinhos.


Com a chegada dos britânicos, na guerra contra a Persa, em 1856, estes propuseram a sua protecção. Eles recusaram dizendo que estavam ligados ao Império Otomano.


Apesar de uma certa autonomia, os líderes do Kuwait sempre foram vassalos do Império Otomano.


Em 1899, o Reino Unido estabelece o seu monopólio sobre o Kuwait, como também o fez sobre outros principados da região.


O Iraque sempre defendeu que o Kuwait fazia parte do seu país, dado que inicialmente fazia parte da província Otomana de Basra.


No fim da guerra de 1914-1918, efectivamente, as três províncias de Mossoul, Bagdade e Basra (da qual fazia parte o Kuwait) foram agregadas num único país o Iraque.


Este preâmbulo é importante para perceber a reivindicação histórica do Iraque sobre o território do Kuwait.


Em Agosto de 1990, o presidente do Iraque, Saddam Hussein decide anexar o Kuwait, não sem antes telefonar aos seus amigos aliados americanos (Madeleine Albright ex-chefe do departamento de Estado do governo Clinton) que lhe deram carta branca para essa invasão.


Saddam Hussein era fundamental, nessa altura, para o equilíbrio da região, em particular contra os xiitas, sobretudo contra os xiitas do Irão, e sempre teve o apoio dos Estados Unidos.


A invasão do Kuwait foi fácil, durou apenas uma semana, tal a superioridade do exercito iraquiano.


O Kuwait é um dos maiores produtores mundiais de petróleo e não convém que fique nas mãos de um qualquer príncipe e dirigente não alinhado com os interesses americanos.


Em Janeiro de 1991, uma coalição de 34 países, mandatados pela ONU, liderada pelos Estados Unidos, desembarca no Kuwait para o libertar, não sem antes, terem desembarcado uma série de jornalistas e televisões para registarem o momento.


Foi a primeira guerra transmitida ao vivo nos canais de televisão.


Em 2003, dois anos após os atentados do 11 de Setembro, os Estados Unidos arranjam finalmente uma desculpa para invadirem o Iraque e em 2006 prenderem e enforcarem Saddam Hussein.


Esta guerra terá custado 1 milhão de milhões de dólares, mais de 70 000 soldados americanos mortos e sobretudo 1 milhão de iraquianos mortos, sem contar um número astronómico de feridos e deficientes.









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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Breve história recente do Afganistão para principiantes

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Afeganistão, o sufixo "istão" serve para designar o "lugar". O Afeganistão incorpora várias culturas hindu, grega e persas.


Até à chegada dos árabes, em 637, o budismo e o Zoroastranismo estavam presentes em todo o território. 


Em 1979, o Afeganistão é invadido pela União Soviética, na sua ânsia de expansão comunista.


Os Estados Unidos querendo limitar a influência soviética financiam e armam grupos extremistas, os talibans (fundamentalistas islâmicos), para lutarem contra a a União Soviética.


Após a queda da União sovietíca, os talibans conquistam o poder, recuperam os princípios islâmicos ortodoxos e instalam um regime repressivo, particularmente em realção às mulheres e tudo o que ia contra as leis islâmicas, instalando a Charia.


O país regrediu várias centenas de anos.


Os Talibans também reprimiram o cultivo do ópio, contrário a sua religião, ao ponto da produção de ópio ficar a níveis residuais.


Os Estados Unidos com falta de abastecimento de ópio decidiram intervir.


Não esquecer que o Afeganistão produz 90% do ópio mundial e que o principal dealer é a CIA.


Em 1989, o general Massoud, um islamista moderado, tenta reconquistar o país. A 9 de Setembro de 2001 (dois dias antes dos atentados do 11 de Setembro) é assassinado por dois falsos jornalistas supostamentente da Al Queda.


Com a desculpa dos atentados do 11 de Setembro de 2001, na Torres Gémeas nos Estados Unidos, a autoria do atentado foi colocada em Osama Bin Laden, teoricamente líder da Al Queda, organização esta que tinha sido financiada pelos Estados Unidos.


Com essa desculpa, unilateralmente, os Estados Unidos decidem atacar o Afeganistão, culpado de formar terroristas.


Os Estados Unidos instalam no poder um fantoche, Hamid Karzai, formado nos USA. Em 2004 foi eleito por eleições duvidosas, onde se manteve no poder até 2014.


Durante o seu reinado a produção de ópio (controlada pela CIA) retomou a produção anterior, sendo responsável por 90% da produção mundial.


Devido à sua limitação de mandatos, Hamid Kharzai não se pode candidatar às eleições presidenciais em 2014.


Após um resultado eleitoral contestado, e após 13 anos de Hamid Karzai, no dia 21 de Setembro de 2015, após várias peripécias, Ashraf Ghani é declarado vencedor das presidencias.


Ashraf Ghani estudou nos Estados Unidos, fez parte do Banco Mundial, foi conselheiro no governo de Hamid Kharzai...










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domingo, 20 de setembro de 2015

Kuwait: príncipes e vida desmesurada...

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O Kuwait é um pequeno Estado situado no sul do Iraque, ficou conhecido pela guerra do golfo, promovida pelos Estados Unidos para o defender da suposta invasão do Iraque.


Actualmente, à custa da produção de petróleo (10 % da produção mundial) a classe abastada vive uma vida desmesurada em relação a qualquer padrão que uma pessoa possa imaginar.  






Os "príncipes" deste Estado têm vivendas de luxo com habitações de 10 000 ou 20 000 m2, com um parque automóvel individual com mais de 50 carros de luxo (Ferrari, Bentley, Rolls Royce), alguns possuem até 100 empregados domésticos, e nova moda, muito possuem como animais de companhia leões, panteras ou hienas.


Têm barcos com 16 metros, têm exigência extravangantes, não fazem nada todo o dia a não ser gerir as suas prosperas empresas.


Apesar do islamismo não autorizar álcool, mulheres com roupas consideradas provocantes e a separação de homens e mulheres nos locais público, estes riquíssimos príncipes contornam todas as leis, não aplicando nada do Corão.


Esta população abastada vive à custa da população imigrante (do Paquistão e Bangladesh) que vivem em condições miseráveis e constituem os dois terços da população.


Quinto país mais rico do planeta, considera que o país é demasiado rico para acolher refugiados, que seriam demasiado caro para o país e que estariam inadaptados ao seu "mode de vida muito diferente de nós". Concluindo que "não queremos pessoas com stresse de guerra ou fome no nosso país". (comunicado oficial).








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sábado, 19 de setembro de 2015

Porque é que a Síria é um alvo a abater por parte da NATO e do Estado Islâmico ?

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A síria é um alvo a abater, tanto pelo auto-proclamado Estado Islâmico, como pela NATO, a União Europeia e demais. Porquê é que um pequeno país prospero se tornou alvo de todos os males?





Vamos ver alguns números que fazem deste pequeno país uma singularidade incómoda:



A família Assad pertence ao Islão tolerante da orientação Alawid.

 
As mulheres sírias têm os mesmos direitos que os homens ao estudo, à saúde e à educação.

 
Na Síria as mulheres não são obrigadas a usar burca. 


A Chária (lei Islâmica) é inconstitucional.

 
A Síria é o único país árabe com uma constituição laica e não tolera os movimentos extremistas islâmicos.


Cerca de 10% da população síria pertence a alguma das muitas confissões cristãs presentes desde sempre na vida política e social.


A Síria é o único país do Mediterrâneo que continua proprietário da sua empresa petrolífera, que não quis privatizar.


A Síria tem uma abertura à sociedade e cultura ocidentais como nenhum outro país árabe.


Ao longo da história houve cinco Papas de origem síria.


Antes da guerra civil era o único país pacífico da zona, sem guerras nem conflitos internos.


A Síria é o único país árabe sem dívidas ao Fundo Monetário Internacional.


A Síria foi o único país do mundo que admitiu refugiados iraquianos sem nenhuma discriminação social, política ou religiosa.


Bashar Al Assad tem um suporte popular extremamente elevado.


Talvez agora consiga compreender melhor a razão de tanto intere$$e da guerra civil na Síria e de quem a patrocina









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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Solidariedade muçulmana...

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O que é que nós vimos na fotografia acima? 

Será um evento VIP, dado todas as tendas terem ar condicionado?




Não. Na realidade estamos na Arábia Saudita, num vasto complexo destinado a receber peregrinos.


A Arábia Saudita tem 100 000 tendas com ar condicionado que podem abrigar cerca de 3 milhões de pessoas.


Este local ocupa uma área de 20 km2 num vale em Mina.


Estas tendas são apenas usadas durante os 5 dia da peregrinação do Hajj à cidade santa de Meca pelos muçulmanos.


O resto do ano estão ... vazias.


As tendas têm 8 metros por 8 metros, foram instaladas nos anos 90 e incluem várias zonas de cozinha e sanitários. Todas têm ar condicionado.


Enquanto a Europa está a tentar acolher, a grande custo, milhares de "migrantes", a Arábia Saudita que os poderia acolher, dado que por definição do Corão os refugiados Sírios são irmãos, não o faz.














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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Porque é que os USA não ganham, nem estão interessados em ganhar, a guerra contra o Estado Islâmico?

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Existem três razões para que os Estados Unidos não "consigam" vencer o chamado Estado Islâmico: razões de geo-estratégia regional, a razão de petróleo e a razão da industria militar.


Mais de 16 000 ataques militares, entre agosto de 2014 e janeiro de 2015 com aviões f-15 e f-16, o topo do poder militar americano, e mesmo assim não conseguem eliminar um grupo de terroristas inicialmente mal preparados.




Actualmente, os Estados Unidos armam o Estado Islâmico através da fronteira turca. Figem combater esse grupo terrorista, mas fornece-lhe as armas. Porquê?



Razões geo-estratégicas e de petróleo.


O Médio Oriente tornou-se uma região fundamental para os Estados Unidos, na sua guerra contra a Rússia e a China. Simultaneamente os Estados Unidos tornaram-se no principal produtor de petróleo, sobretudo através da produção de petróleo através do xisto, conseguindo fazer quebrar o seu preço nos mercados mundiais.


Esse facto faz com que países como Angola ou Rússia sejam, neste momento os principais prejudicados, sendo que a Arábia Saudita está em Standby.


A economia americana já não está tão dependente dos países produtores de petróleo e pode desenvolver a sua actuação estratégica com mais liberdade.



Razões militares.
 

Como explicar que os Estados Unidos não tenham sido capaz de erradicar os grupos do Estado Islâmico quando estes apenas possuíam armas rudimentares?


Simplesmente porque desde o início o objectivo não era destruir o Estado Islâmico, mas sim destruir as infrastructuras do Iraque e da Síria, para não só manter as suas posições no Médio Oriente, como também poder lucrar nos negócios americanos de reconstrução com os países varridos por guerras.


Como explicar que uma coluna de centenas de carros Toyota do Estado Islâmico entrem no Iraque após 200 km em pleno deserto sem que os Estados unidos tenham intervido?








O objectivo não é eliminar o Estado Islâmico, o objectivo é manter esse chamado Estado como um meio de medo no ocidente e sua necessidade de o combater.


Os Estados Unidos necessitam manter o medo para impor os seus conceitos de sociedade e fazer funcionar a sua economia.


As empresas de armamento americanas necessitam de guerra para fazer funcionar os seus negócios. Lockheed Martin: acções subiram 9,3% nos últimos três meses, no mesmo período, Raytheon (em grande parte detida pelos israelitas) aumentou 4%, o mesmo para Northorp Grumman e General Dinamics.





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