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Este súbito fluxo de "migrantes", para além da legítima comiseração com o sofrimento, deixas muitas questões no ar:
- porque é que existe um fluxo súbito de "migrantes"?
- porque chamar de "migrantes" pessoas que na sua maioria são "imigrantes"?
- o que mudou radicalmente nos países de origem que justifica tal fluxo?
- porquê abrir subitamente as fronteiras da Europa?
- porque é que um país como a Alemanha decide abrir as suas fronteiras a mais de 800 000 refugiados?
Como já dizia Roosevelt:
“Em política, nada acontece por acaso. Se isso acontecer, você pode apostar que foi planeado dessa forma”
As condições de navegação no Mediterrâneo estão, nesta época do ano, mais favoráveis.
É verdade que nesta época do ano as condições de navegação são mais favoráveis. Mas tal já aconteceu na mesma época no ano passado.
A crise Síria.
Nos últimos meses a situação do conflito sírio pouco mudaram.
A fome aumentou nos países de origem.
A situação de fome pouco se alterou nos países de origem, veja-se por exemplo o caso da Eritreia.
A Alemanha precisa de imigrantes para aumentar a sua taxa de natalidade.
O problema não é novo, mas a Alemanha sempre teve uma política de imigração rigorosa.
A Europa tomou consciência do problema.
Sim, a Europa tomou subitamente consciência do problema após imagens como o da da criança na praia turca, mas já sabia disso tudo.
"Viva" os "migrantes"
Existem sem dúvida pessoas perseguidas pelas suas crenças religiosas, atacadas pelas suas convicções ou etnias, mas a suas grande maioria foge os seus países de origem pelas condições económicas. Isto tudo é legítimo, mas param de chamar "migrantes" a essas pessoas. Querem uma vida melhor, como os portugueses já a procuraram, mas, na sua grande maioria, não são perseguidos.
Este "viva o migrantes" irá alterar definitivamente os valores básicos da Europa.
Como não pensar que no meio deste fluxo irão ser integrados islâmicos radicais? Como aceitar de braços abertos pessoas que na Europa reinvendicam valores contrários aos que levaram séculos a construir como o da iguadade perante a lei, lei essa que com todos os defeitos, e à custa de muitos mortes, preconiza uma igualdade de géneros.
Como explicar que num país, como Portugal, em que muita gente está desempregada, alguns sem casa, se dê tudo isso a pessoas que vêm de fora?
E pensando bem, sem querer generalizar, alguns dos novos "migrantes" que vimos chegar em comboios, mais parecem fazer parte de um qualquer Interrail, com as suas mochilas Addidas, sapatos Nike e de telemóvel em punho, só faltam as selfies.
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