terça-feira, 6 de outubro de 2015

Football Leaks: abala o mundo do futebol

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Longe vão os tempos em que o desporto era constituído por atletas amadores em que único objectivo era ultrapassarem-se.




Inicialmente os Jogos Olímpicos eram limitados a atletas amadores, do qual não obtinham qualquer ganho monetário. Por essa razão, em 1920, a federação mundial de futebol deixou os jogos olímpicos para criar o Mundial de Futebol em 1930 em Montevideu. 


Hoje em dia, já não existe qualquer desporto amador, o que prevalece é o dinheiro.


Aproveitando esta oportunidade de fazer milhões, as grandes marcas investem somas colossais em equipas e jogadores. O poder político decidiu fomentar o desporto como maneira de fazer esquecer o dia a dia e fomentar o nacionalismo que também representa.


Calcula-se que só o futebol gere cerca de 250 mil milhões de euros, fora o mundo das apostas desportivas que servem para lavagem de dinheiro.


Fala-se em milhões de euros para transferências de jogadores, mas na realidade só um quarto dos jogadores das principais ligas europeias ganham mais de 30 000 euros por mês.


Desde alguns dias, um site na Internet está a abalar o mundo do futebol, chama-se Football Leaks, (à semelhança de Wiki Leaks), diz não ter outro propósito que denunciar a podridão no mundo do futebol.


Com domínio na Rússia, este site, em língua portuguesa, vai revelando documentos de transferências e outras operações financeiras no mundo do futebol.


Um exemplo: a transferência de Falcão para o Mónaco terá sido de 60 milhões de euros, quando na realidade (com documentos publicados pela Football Leaks) Mónaco só pagou 43 milhões de euros. Onde foram parar os restantes 17 milhões de euros?


Muitos clubes, empresários (Jorge Mendes), SAD ou sociedades desportivas (Doyen) estão em causa. No meio da revelação de corrupção por parte da FIFA, estas revelações vêm revelar um pouco mais da podridão no mundo do futebol (que existe em todos os desportos).









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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Putin: um mestres no xadrez mundial

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Putin é um jogador inteligente no xadrez mundial. Tem uma enorme capacidade para tomar decisões rápidas com projecção a longo prazo. Um verdadeiro mestre de xadrez.






Ouro:

 
Enquanto os Estados Unidos tentam fazer baixar o preço do ouro para manter o seu dólar fictício, a Rússia, apesar de aceitar dólares pela venda do seu petróleo e gás, apressa-se a converter-lo em ouro. Basta ver a crescente compra de ouro por parte da Rússia nos últimos anos.
 

A Rússia está assim a adquerir ouro a um preço anormalmente baixo e constituir uma reserva de ouro que vale muito mais que o preço actual, e que é uma matéria finita.


A manipulação americana para baixar o valor do preço do ouro para estabilizar o dólar, fazendo do ouro um "anti-dólar" (isto é o valor do ouro é inversamente proporcional ao do dólar) faz com que os Estados Unidos estejam a ser armadilhados por Putin.

Resultado: Putin Xeque Mate.




Ucrânia:


Para bloquear o avanço dos Estados Unidos na Europa oriental, Putin aproveitou a guerra da Ucrânia, instigada pelos USA, para mostrar que a sua força militar ainda está bem viva.


Perante as sanções impostas pelos USA, UE, Canada, Austrália e Japão, Putin jogou com o abastecimento de gás à Europa contrapondo o embargo de produtos agrícolas provenientes da Europa.


Após um referendo, a Crimeia decidiu a sua anexação à Rússia, mantendo a Rússia o seu porto de Sebastopol.

Resultado: Putin Xeque Mate.




Turquia:


Poutin sabe que o primeiro ministro turco, Erdogan, é um pequeno criminoso instalado no poder pelos Estados Unidos, mas está habituado a confrontar-se com pequenos mafiosos.


Sabendo que como membro da NATO, a Turquia nunca irá mudar a sua actuação política, fez-lhes uma proposta económica: comprar gás russo a preço baixo em troca dos seus produtos agrícolas apesar do embargo.

Resultado de Putin: Pat.



China:


Para responder às suas exportações de gás, Putin aposta na China com um contrato de 400 mil milhões de de dólares. 

Resultado: Putin Xeque Mate.




Síria:


A Rússia foi o único país a apoiar Bashar al-Assad contra uma revolta de rebeldes financiados pelos Estados Unidos, à semelhança das chamadas "primaveiras árabes".


Perante o avanço do chamado Estado Islâmico (que substituiu Al-Qaeda), patrocinado pelos Estados Unidos, Arábia Saudita e Qatar, par dessestabilizar a região, os USA viram-se ultapassados pelos acontecimentos.


Putin conseguiu construir uma coligação para lutar contra o Estado Islâmico juntamente com os Estados Unidos, com a condição de manter Bashar al-Assad no poder.

Resultado: Putin Xeque Mate.









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terça-feira, 29 de setembro de 2015

A profecia de Kadhafi

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Barbaremente assassinado em 2011, o líder carismático da Líbia tinha um discurso premonitório na Cimeira da Liga Árabe desse ano.











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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O efeito tampão do PCP para travar a extema-direita em Portugal

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Os extremismos nascem do descontentamento da população e a sensação de injustiça.

Em Portugal, contrariamente a maioria dos países europeu, os movimentos de extrema-direita são insignificantes.


Muito se deve à força do Partido Comunista Português (PCP) que mantém uma votação acima dos seus congêneres na Europa, onde praticamente desapareceram.


O PCP funciona em Portugal como um tampão em relação aos movimentos extremistas.






PCP, um escape "sensato".
 

A revolta das camadas mais desfavorecidas encontram no PCP um escape para o seu descontentamento e uma certa confiança. Este facto, único na União Europeia faz deste partido aquele que absorve o descontentamento sem que as pessoas tenham de recorrer a partidos nacionalistas de extrema-direita (ou extrema-esquerda).


É um partido de protesto, anti-europeu, pela saída do euro, e um partido nacionalista, mas não defende a xenofobia, no entanto, também previligia os seus nativos.


Temos de acrescentar a isto, que Portugal é o país europeu mais estável em relação ao que é o Estado e a Nação. O que faz que não tenha fracturas sociais ou regionais.


Portanto a PCP é o partido que absorve o descontentamento, sem ser necessário recorrer a partidos nacionalistas extremos, como é o caso dos partidos de extrema-direita europeus que absorvem essa insastifação, sem no entanto terem um real plano de actuação a não ser o protesto puro e duro, muitas vezes através da violência.




Um CDS tampão.


De salientar que, paradoxalmente, os países intervencionados pela Troika: Portugal, Grécia, Irlanda e, em certa medida, a Espanha, não têm partidos de extrema-direita com representação significativa.


Em Portugal, isso também se deve ao facto que o CDS retoma uma política com temas de extrema-direita, como segurança, nacionalismo, imigração, mas fá-lo num contexto mais leve e disfarçado. Nesse contexto o CDS contribui também para conter a extrema-direita.


A sociedade civil portuguesa é dócil, e a falta de um líder carismático de extrema-direita também contribuem para o próprio esvaziamento desses potênciais partidos.










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domingo, 27 de setembro de 2015

Catalunha independente? Qual é o problema?

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Um pouco de história...


Pode-se dizer que a Catalunha começou a sua verdadeira identidade no século IX, sobre o domínio de Guifré el Pilós. No século XI, já tinha um "parlamento" formado pelo clérigo e os camponeses para fazer frente ao feudalismo.


Em 1359, criaram a "Diputació del General" que irá constituir um embrião da actual "Generalitat", para controlar o rei em matérias fiscais.


Sobre a coroa de Aragão, tornou-se uma potência económica e militar, entre os séculos XII e V. Isabel de Castela casou com Ferdinando de Aragão em 1469 e unificou os reinos.

 
Em 1810 Napoleão, durante a sua guerra contra a Espanha, autorizou que a Catalunha fosse uma republica independente. Quatro anos mais tarde com a derrota de Napoleão a Catalunha foi reintegrada no reino espanhol.


Em 1931, após eleições, a Catalunha proclamou a sua independência, anulada pela subida do General Franco ao poder. Após a morte de Franco, em 1977 a autonomia da Catalunha foi reestabelecida com o reconhecimento da Generalitat.









A Catalunha tem todas as condições para se tornar independente.


A Catalunha é a região mais rica de Espanha com 19% do PIB, contra 18% de Madrid.

Tem o maior PIB por habitante espanhol.

Tem a mais baixa taxa de desemprego espanhol.

Representa 1/4 das exportações.

Representa 1/4 do turismo espanhol.








Para a União Europeia, será só mais uma país.


Longe das pressões da Comissão Europeia, temos de ser muito claro, este será apenas mais um país da União.


A eventual independência da Catalunha representará um verdadeiro imbróglio para a União Europeia. Os seus estatutos não são claros neste assunto. Esta independência poderá, apenas, constituir um "assunto interno" de um país, caso este em que a União Europeia não poderá fazer nada.


Diz-se que terá de sair da UE e do Euro, mas nada a impede de fazer parte do euro como o Kosovo ou Montenegro.



Efeito de contágio?


Esse é o grande problema da União Europeia que quer abafar e homogeneizar as culturas dos vários povos da Europa. O medo é que outras regiões venham a reivindicar as suas independência. Mas a não ser a Escócia, que poderia ser economicamente independente, as outras minorias não têm a mínima hipótese de se tornarem independentes...por enquanto.









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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Quando os Estados Unidos fabricam movimentos terroristas

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O Irão tem sido, nestes últimos anos, o principal inimigo do eixo Arábia Saudita-Israel, com o apoio do Qatar.


Nos últimos anos, o Irão viu os seus principais aliados na região serem vítimas de movimentos extremistas, a saber a Síria e o Iraque.


Como nada acontece puro acaso, a ameaça extremista transferiu-se de Al-Quaeda para um suposto grupo terrorista auto-proclamado Estado Islâmico.


A arábia Saudita e o Qatar são os padrinhos destes movimentos extremistas. Todos eles patrocinados pelos Estados Unidos para desestabilizar a região.


Primeira potência económica mundial e militar, os Estados Unidos poderiam acabar rapidamente com estes movimentos extremistas, mas não querem.


Os Estados Unidos, por forças militares interpostas, efectivamente bombardeiam as forças militares do Estado Islâmico, porque têm todo o interesse em fazer funcionar a sua economia militar, que representa uma parcela importante da sua economia.


Esse facto também é importante do ponte de vista da aceitação mundial como país defensor dos valores democrático e de liberdade.


Mas os Estados Unidos apenas realizam operações esporádicas, que não enfraquecem o auto-proclamado Estado Islâmico, que assim serve de propaganda anti-ocidental e por consequência serve os designos americanos de salvadores do mundo, alimenta a sua indústria de armamento e restringe as liberdades de possíveis Nações que teriam a veleidade de um qualquer protagonismo.


Estes movimentos extremistas servem na perfeição para enfraquecer as pretensões do Irão e invadir países.







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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Quem são verdadeiramente estes migrantes às portas da Europa?

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As imagens que vai ver foram realizadas por repórter amador que foi ao encontro dos chamados "migrantes".


O que vai ver está longe das imagens oficiais em que os "migrantes" são apresentados como famintos e traumatizados. 


Longe das imagens televisíveis das habituais criancinhas, o que nós temos são pessoas que mais parecem turistas sem quaisquer necessidades, equipadas de smartphones, desprezando os alimentos doados e deitando fora os documentos oficiais que tanto reclamavam.


Estas imagens nunca serão difundidas nos media oficiais.


Foram realizadas na fronteira entre a Sérvia e a Macedónia.











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