quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O 5 maiores bancos dos USA detêm mais de metade da economia desse país

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Não são necessários quaisquer conhecimentos de economia para perceber que nos Estados Unidos, apenas cinco bancos controlam o equivalente a metade da economia desse país. 


JP Morgan Chase, Bank of America, Citigroup, Wells Fargo e Goldman Sachs Group  possuem   8 500 mil milhões de dólares, o equivalente a 56% da economia dos Estados Unidos.




Intocáveis...


A crise tornou estes bancos mais poderosos do que nunca. O próprio governo dos USA tornou-os "intocáveis" por serem demasiado grandes para um dia poderem ser hipoteticamente resgatados. Tornarem-se assim demasiado "grandes" para serem resgatados, esses bancos vão poder continuar a "ariscar" no mercado, sabendo que se as coisas correm mal serão sempre resgatados.


Esses banco vão poder continuar assim a apostar nas bolhas financeiras, na especulação e na compra de dívida financeira de países em crise sem qualquer risco.


Quando o poder político fala em "mercados financeiros" na realidade está a falar destas super-entidades financeiras que controlam os ditos mercados que dominam a economia mundial.


Especulam quanto à capacidade de países sob ajuda financeira poderem pagar a suas dívidas, cada vez maior, baixando através das suas agências financeiras as suas nota através das agências de rating.


As sucessivas mediadas de austeridade, impostas a esses países resgatados, servem apenas esses mesmos mercados, trata-se de facto de um terrorismo financeiro para restaurar a chamada confiança dos mercados.



"Um governo" supra-nacional.


Em dezembro de 2011, Roger Altman, antigo secretário de Estado das Finanças do governo Clinton, afirmou num artigo publicado no Financial Times, que "os mercados financeiros actuavam como um supra-governo mundial. Dizia que os regimes políticos nada podiam fazer, os mercados forçam a austeridade e o resgate da banca, a sua actuação é semelhante às impostas pelo FMI, tornaram-se as forças mais poderosas do planeta".


Quando falamos em "mercado de livre-troca", estamos a falar de economia verdadeira, legítima e legal, quando falamos de tráfico de droga falamos em "mercado ilegal" gerido por cartéis. Os cartéis são instituições totalitárias onde o poder se exerce de cima para baixo, os cartéis das grandes empresas multinacionais ou os bancos, funcionam da mesma maneira, controlam regiões e nações.


Este método funciona, não só par os  bancos, mas também para as grandes empresa multinacionais da agropecuária, industria, farmacêutica, militare ou da simples gestão da água.


Estes cartéis da banca, praticam actividades criminais, manipulando as taxas de cambio, faz o branqueamento de dinheiro sujo, é palco de uma vasta corrupção, e no entanto, recebem milhares de dólares para o seu resgate quando necessário.


Os países que recusam por em prática programas de austeridade estão sujeitos a uma desvalorização da sua credibilidade, através das agência de rating, dos quais fazem parte, o que mergulha o país resgatado numa crise muito maior. Em qualquer destes casos, este cenário é o de terrorismo dos grupos bancários, na vida diária chamaria-mos a isso: extorsão.


Os países, e as pessoas desses países, encontram-se assim confrontados a pagar uma dívida injusta a uma "super-entidade" composta por um cartel da banca mundial, o mesmo que pratica o branqueamento de capitais, branqueamento do dinheiro proveniente da droga, e que constituem no fundo um "governo mundial".


As pessoas que compõem estes cartéis escondem a sua riqueza nos números paraísos fiscais. Calcula-se que mais de 30 000 mil milhões de dólares estão depositados nos paraísos fiscais para fugir aos impostos, leu bem, 31 000 000 000 000 dólares! Mais do que o PIB dos Estados Unidos.
 

As 92 000  pessoas mais ricas do mundo possuem 10 000 mil milhões de dólares em paraísos fiscais! Em muitos dos casos esse valor excede de longe as dívidas dos países resgatados. Essas pessoas representam 0,001% da população mundial.


Os 10 bancos mais ricos do mundo têm 6 400 mil milhões de dólares em conta offshore.




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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Pornografia e telenovelas

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Pode parecer antagónico referir dois temas tão diferentes, quando a pornografia é consumida maioritariamente por homens, enquanto as telenovelas são-no pelas mulheres, mas muitos pontos estes dois temas têm em comum.




Pornografia a arte de fingir.
 

A pornografia sempre fez parte da sociedade humana, desde os seu primórdios , mas nunca como agora faz parte da nossa vida com a era da Internet.


Se é verdade que a pornografia faz parte dos nossos fantasmas mais remotos, para muitos homens esta  tornou-se numa obsessão, não é puro acaso que a palavra mais pesquisada no Google é "sex".


A pornografia até pode ser benéfica para uma casal estável, mas para muitos, não deixa de ser uma alienação da sua sexualidade vivida, por recorrer frequentemente a desempenho sexuais desmedidos e fora de qualquer contexto relacional e previligiar sempre o homem como actor e a mulher como mero objecto sexual.


Ao fantasmar que a relação com a sua mulher irá ser semelhante ao que vê nos numerosos  filmes e imagens pornográficas, este pode queres reproduzir as mesmas situações e caso não as consiga reproduzir, poderá ficar decepcionado e frustrado, afectando a relação do casal, que é muito mais do que sexo, apesar de este ser um factor construtivo fundamental .


Cria-se então um desequilíbrio, entre a a realidade e a ficção, pois a mulher é sempre a vítima preferencial dessas relações pornográficas, as mulheres nesses casos tornam-se uma "coisa". Nega-se então a plenitude sexual com todo o seu mistério.



A mulher como objecto na pornografia.


Sendo a sexualidade masculina mais facilmente despertada pela a visão, a mulher fica relegada ao papel de objecto dessa mesmo visão. Muitas mulheres pouco a pouco tendem a comporta-se como o que o companheiro quer delas e a imitar o comportamento dessas mesmo actrizes pornográficas. Num casal equilibrado esse estimulo até pode ser benéfico, e quebrar uma certa rotina, mas nas outras situações irá causar um sentimento de frustração por não estar à altura.


Os homens deixam então de ver as mulheres não como um todo, mas sim como seios e coxas, e as mulheres por seu turno, muito influenciadas pela publicidade, tentam competir com os modelos através de silicone, botox e aumento dos seios.


O negócio da pornografia excede 13 mil milhões de dólares, só nos Estados unidos, e 97 mil milhões em todo o mundo, maior do que os lucros da Microsoft, Google, eBay ou Yahoo juntas.


As relações humanas entre um homem e uma mulher não podem ser apenas um acoplamento mecânico sem qualquer cumplicidade. Se é verdade que as imagens sexualmente estimulante deixam marcas no cérebro, essas devem ser feitas sobretudo à custa da cumplicidade mutua.


A pornografia pode assim colocar um stress enorme no relacionamento do casal.


Muitos defendem que a pornografia legitima as fantasias sexuais, resfriando assim as potenciais agressões sexuais, mas mal vai a nossa sociedade quando necessita de tais escapes para que tal não aconteça.








As telenovelas como alienação.


Em certos aspectos, as telenovelas funcionam para as mulheres como a pornografia para os homens. Menos sensíveis aos aspectos da imagem, as mulheres funcionam com os seus outros sentidos, um dos quais o imaginário e a procura de um ser ideal, que não existe, ou quando existe, existe apenas na sua própria imaginação. Por isso são consumidoras de telenovelas que as projectam num mundo imaginário construído por seres perfeitos e de intrigas mais ou menos fantasiadas.


As telenovelas são assim uma das maiores fontes de entretenimento, especialmente para as mulheres. Apesar das telenovelas apenas abordarem uma determinada época, sentem-se coniventes com a época em que se passam.


As telenovelas não são o mundo real, mas a maioria compara as personagens intervenientes com a sua própria vida, ela, bem real, a a real fica sempre como não podia deixar de ser desfavorecida. Muitas mulheres não fazem qualquer distinção entre a vida que vivem e a que é descrita nessas mesmas telenovelas. A falta de distensão entre a ficção e a vida real muitas vezes acaba por criar um mau-estar nas suas vidas.


Tentam copiar as atitudes e comportamentos que vêm. Não se apercebem que na sua grande maioria o enredo das telenovelas é sempre baseado na sensualidade, na ambição, na violência e nos fingimentos.



Alienação de comportamentos humanos.


Através dos sonhos de glamour apresentados nestas ficções, consideram que a vida que têm com o seu companheiro não passe de uma banalidade frustrante. A maioria das telenovelas referem como banais as traições, nelas a ausência de solidariedade são habituais, ocultando aquilo que de bom se espera nas relações humanas.


As telenovelas acabam por ditar valores éticos e morais nas mentes das pessoas, que vivem essas telenovelas como fazendo parte das suas vidas, deturpados, esquecendo frequentemente o mundo real que as rodea. As telenovelas acabam por alienar as pessoas como as religiões.


Exploram as paixões humanas e exacerbem certos comportamentos sexuais como a pornografia para os homens os faz noutro sentido. Por exemplo, a nova versão da telenovela Gabriela tornou-se numa telenovela erótica, submergindo o pano de fundo político que era central na obra de Jorge Amado.




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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A "ajuda" envenenada da Troika a Portugal

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Sabia que do total do crédito "oferecido" a Portugal no âmbito do programa de assistência da 'troika' de 78 mil milhões de euros, 34.400 milhões de euros, corresponde ao valor total a pagar em juros ao longo do prazo dos empréstimos, ou seja, quase 45% do valor emprestado?


Sabia que o montante destinado às empresas do sector financeiro são 12 mil milhões de euros reservados para a recapitalização da banca?


Tecnicamente falante, os empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ou do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) têm uma maturidade (duração) média de 12 anos, a uma taxa de juro média de 4%.
Já os empréstimos do Fundo têm uma maturidade média de sete anos e três meses, e uma taxa de juro média de 5 por cento - mas neste caso "a taxa de juro é variável, à qual acresce um 'spread' [diferencial] que depende do montante em dívida e pode chegar a perto de 400 [pontos base] depois dos três primeiros anos", lê-se no documento das Finanças.


Sabia que ao contrário do inicialmente previsto, o pagamento de juros de Portugal à troika está a incidir na totalidade dos 12 mil milhões de euros destinado à capitalização da banca, e não apenas no montante até agora utilizado?


Sabia que da fatia de 12 mil milhões, o Estado injectou este ano 4,5 mil milhões de euros no BCP e no BPI. Os restantes 7,5 mil milhões de euros estão depositados numa conta bancária no Banco de Portugal e não podem ser utilizados para dedução da dívida?


Ou seja dos 78 mil milhões emprestados a Portugal, 34 mil milhões são para pagar juros + 12 mil milhões para a recapitalização da banca, sobram menos de 32 mil milhões para a economia real.




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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Só se pode exigir a uma pessoa o que essa pessoa pode dar

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Só se pode exigir a uma pessoa o que essa pessoa pode dar -  prosseguiu o rei. - A autoridade baseia-se, antes de mais, no bom senso. Se um rei ordenar ao seu povo que se deite ao mar, ele revolta-se. Eu, eu tenho o direito de exigir obediência porque as minhas ordens são sensatas.


Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho




Trata-se um mundo bem real, para além das notícias de futebol e dos shows televisivos feitos de telenovelas fictícias, trata-se de quem não tem dinheiro suficiente para alimentar a sua família.


Cerca de 10% dos trabalhadores portugueses ganha o Salário Mínimo Nacional (SMN), percentagem que tem vindo a aumentar nos últimos quatro anos, a percentagem de trabalhadores a receber esta remuneração passou dos 6% em 2007 para os 10,5 % em 2010.


Em 2010 o SMN era de 475 euros e em 2011 passou para os 485 euros, que se mantém em vigor.


Desses 485 euros, paga 11% de TSU, ou seja 53 euros, ficam portanto com 431 euros para pagar renda 200€ + luz 50€ + agua 20€ + transporte 50€ + creche 100€. o que sobre do salario para comer?


Convém ter em conta que o salário médio em Portugal é de 777 euros\mensais.


Há 709 mil portugueses que não conseguem pagar as suas prestações ao banco, de acordo com dados divulgados pelo Banco de Portugal.

 
No final do mês de Junho, entre todas as pessoas que tinham contraído empréstimos em Portugal,  15,6% estavam em situação de incumprimento, a fatia maior de incumprimento está no crédito ao consumo, com 649 mil portugueses a não conseguirem pagar as prestações.
Bem abaixo estão as fatias de incumprimentos no crédito à habitação, que congrega 150 mil portugueses, e nos empréstimos concedido a empresários em nome individual, que se situa na fasquia dos 128 mil créditos sem cumprimento.


Paralelamente, metade dos restaurantes já não consegue cumprir com os impostos.
um sector com 90 mil empresas e que assegura centenas de milhares de postos de trabalho.



  

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Convulsão

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Convulsão: sujeito a emoções descontroladas (Dicionário Houaiss)




Tido como pacífico, e sujeito ao poder do estado, o povo português vive das "conquistas" dos seus antepassados, anos gloriosos desperdiçados em vão.
 


Este povo aguenta todos os momentos mais adversos com serenidade., Mas até quando? Estamos a viver um momento, já vivido na Grécia escorraçada mas com revoltas, algumas violentas, mas com revoltas. E em Portugal? Manifestações atrás de manifestações mais ou menos pacíficas, aceitamos tudo com o "destino", apenas quebradas pelos êxitos da nossa selecção de futebol, as telenovelas e a crença de uma qualquer entidade divina, neste caso Fátima, poderá mudar alguma coisa. O que é que mudou nestes anos todos?



O que se está a passar é um plano delineado deste há muitos anos pelo poder vigente. A construção da União Europeia serviu interesses americanos, em parte para esconder que o dólar, que já não vale nada domina o mundo. A cobiça dos países do norte da Europa sobre os do sul, que funcionam como o seu quintal, funciona da mesma maneira que a América do Sul que sempre foi o quintal dos Estados Unidos.



As "crises financeiras" não acontecem por acaso, são planeadas para empobrecer esses mesmos países que lhe servem de quintal, seja pelo petróleo ou para sugar os seus recursos naturais e humanos. Chegamos ao ponto de que quem trabalha, quem produz, não vale nada, é apenas uma peça, um pião no xadrez dessa imensa coligação financeira mundial. A vida desses piões não vale nada.



Portugal não passa de mais um pião e um país menor, que estará à sujeito à sua liquidação total. O trabalho já não vale nada, os impostos são e serão sempre sobre o trabalho, as famílias já não conseguem aguentar tal carga. Num país cada vez mais desigual, começou-se com a indignação, depois foram as manifestações que já se tornaram banais de tantas que as houve, depois virá a convulsão social. Como na Grécia. Será que mudaram alguma coisa? 



Essa convulsão virá. Quando não se tem esperança, os actos desesperados vão começar a surgir. Legítimos, de quem não tem emprego e não tem meios de subsistência para alimentar a família. O que é que têm a perder? Virá o tempo em que a uniformização imposta pela União Europeia, veremos o nosso vizinho como um potencial concorrente, pronto a denuncia-lo quando fuma em casa, ou não come o que o sistema estabelece. 



Esse tempo não está longe, já está a acontecer. É o salves-se quem poder. Os valor morais mais inatos, se é que os há, vão deixar de existir. Mas o mais triste disto tudo, é que poucos são os que estão dispostos a mudar de paradigma. Por isso é que o "sistema" continua a funcionar.




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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Pagar o IMI deve ser motivo de desobediência civil

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Em Portugal, o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) veio substituir a "contribuição autárquica", mas esse IMI não faz qualquer sentido, é um imposto injusto e anti-constitucional. Quando falamos da apatia popular, esse tema deveria ser de actualidade. Neste caso, a desobediência civil faz todo o sentido.



Direito a habitação.


A constituição portuguesa é muito clara, no seu artigo 65 diz o seguinte: "Todos têm direito, para si e para sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar".


Então não faz qualquer sentido pagar pela mera existência da sua habitação.



Um imposto injusto.


Este imposto é injusto, imoral e sem qualquer lógica porque incide sobre a própria natureza de cidadania. Neste caso quando o Estado está a aplicar um imposto sobre a nossa habitação está a fazê-lo sobre a nossa próprio cidadania.


Quando esse imposto recaí sobre uma habitação secundária, até pode fazer sentido, mas nunca sobre a nossa habitação primária.


Este imposto torna-se assim, não num simples imposto, mas numa renda de uma propriedade que é nossa e pela qual pagamos por ela.


Já vai longe o tempo em que o num regime feodal o senhor ou o rei atribuía terras aos seus súbditos. Essa terra e habitação é paga por nós com todos os impostos definidos por lei. 


Não chega a maioria das pessoas pagarem a hipoteca da sua habitação aos bancos a preço de ouro, como também o Estado vem-nos cobrar por essa mesma habitação um valor ad aeternum.


Um exemplo de cidadania activa seria a recusa em pagar este imposto injusto.



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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mentiras mediáticas sobre as eleições na Venezuela

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A imprensa ocidental procurou mais uma vez denegrir e influenciar a eleição de Hugo Chavez descrevendo-o como um ditador e a Venezuela um caos. Em França, jornais como Le Monde, Libération ou Le Figaro colocaram essa eleição nas primeiras páginas, hoje depois da sua reeleição, a sua vitória foi relegada para as últimas páginas.




Um "progressista" contra Chavez.


O media ocidentais apresentaram Capriles Radonski como um democrata progressista, alguns não hesitaram em qualificá-lo como um candidato de "centro esquerda". Muito poucos jornais ou televisões falaram do seu programa eleitoral, pudera, esse programa de 166 páginas é um programa tipicamente neoliberal que nada tem de progressista.


Nele consta a privatização da companhia petrolífera nacional, mas foi justamente à custa da redistribuição do dinheiro do petróleo que Hugo Chavez conseguiu em poucos anos financiar a saúde e a educação para todos, acabar com o analfabetismo, apoiar as pequenas e médias empresas, promover o crescimento económico, aumentar o salário mínimo, ...As reformas foram aumentadas, essas mesmas reformas que o programa de Capriles queria ver privatizadas.


Capriles, o "progressista", queria desmantelar o Estado social o qual permitiu tirar da pobreza 80% da população enquanto a elite beneficiava no antigo regime de fortunas colossais com o dinheiro do petróleo, da qual faz parte a família de Capriles.



Um candidato financiado pelos Estados Unidos.


Quem é Capriles que os media ocidentais consideram uma alternativa democrática? Em 1998 foi eleito deputado pelo então partido democrata cristão, partido ultra-neoliberal, depois fundou o "Primeiro Justicia", partido de direita financiado pela CIA através da National Endowment for Democracy (NED) e o International Republican Institute (IRI).


Em 2002, aquando da tentativa de golpe estado para derrubar Chavez, financiado e desenhado pelos Estados Unidos, ele próprio participou no ataque à embaixada de Cuba.



Chavez "o louco".


Os media ocidentais utilizam contra Chavez a mesma táctica que utilizaram e utilizam noutras ocasiões: diabolizar. Nunca falam dos extraordinários progressos sociais, fazem constantemente questão de apresentar Chavez como um louco, um ditador e um anti-semita. Hugo Chavez é dos poucos dirigentes que faz frente aos Estados Unidos, o que incomoda muita gente, e cometeu o "pecado" de criticar publicamente Israel.


Todos conhecemos a retórica: quem é contra o sionismo é apontado com o dedo como sendo contra os judeus e portanto racista. Ora, é o Estado de Israel que é racista e não os que o criticam, alias muito judeus criticam Israel.



Chavez "o ditador".


Frequentemente os media ocidentais falam de restricções à liberdade de expressão na Venezuela, por estar nas mão do estado, a verdade é que o sector privado, hostil a Chávez, controla amplamente os meios de comunicação. De 111 canais de televisão, 61 são privados, 37 são comunitários e 13 públicos. Com a particularidade de que a audiência dos canais públicos não passa de 5,4% enquanto a dos privados supera 61%. O mesmo para os meios radiofónicos. 80% da imprensa escrita está nas mãos da oposição, sendo os dois diários mais influentes – El Universal e El Nacional –, adversos ao governo.


Fala-se em manipulação eleitoral num regime ditatorial, mas alguém já viu um “regime ditatorial” ampliar os limites da democracia em vez de os restringir? E outorgar o direito de voto a milhões de pessoas até então excluídas? As eleições na Venezuela só ocorriam a cada quatro anos, mas Chavez passou a organizar mais de uma por ano (14 em 13 anos), em condições de legalidade democrática, reconhecidas pela própria ONU, pela União Europeia, pela OEA, e pelo Centro Carter.



13 anos de governo de Chavez:

- a taxa de pobreza passou de 50% para 24%
- a taxa de extrema pobreza passou de 22% para 10%
- a má-nutrição infantil de 8% para 3%
- analfabetismo de 9% para 5%
- 83% dos jovens frequentam o ensino superior
- a saúde e a educação são gratuitas
- o crescimento anual do PIB de 4,2%
- taxa de desemprego de 6,5%

mas também:

- a economia é baseada quase na sua totalidade no petróleo
- importa 2/3 do que consume
- a inflação ronda os 30%
- fecho de 170 000 empresas
- expropriação de 3 milhões de hectares
- 30 milhões de terras cultiváveis ao abandono
- importa 80% do seu consumo alimentar
- taxa de homicídios é elevada (50 por 100 000 habitantes)



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