sábado, 2 de agosto de 2014

O conflito israelo-palestianiano para leigos...

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Há quase 70 anos que dois povos se defrontam num mesmo território. O direito dado aos judeus de ter um Estado, opõe-se ao direito dos palestinianos de poder ficar no seu. Em 1948, após o fim da segunda guerra mundial, o Estado de Israel é criado na Palestina para acolher os judeus do mundo inteiro, mas essas terras já era habitadas pelos palestinianos.




Há 4 000 anos, o patriarca Abraão chega na Palestina com alguns agricultores, os hebraicos, e segundo a Bíblia, Deus lhe terá dito para abandonarem os seu ídolos e de apenas acreditar nele. Em troca, Deus lhe terá prometido uma terra para os seus, essa "terra prometida": era a Palestina.



Anos mais tarde, os descendentes de Abraão criaram um reino: o reino de Israel. Uma nova religião tinha nascido: a religião judaica.



Após várias ocupações, esse povo teve de se refugiar em vários países e integrar-se, sem nunca abdicar da sua identidade.



Antes mesmo da instalação do judeus, outros povos tinham-se instalado nessas terras: os cananeos, os felisteus, até que essas terras foram conquistadas pelos árabes, e mais tarde pelo Império Otomano.



Depois da segunda guerra mundial, as nações vencedoras tiveram a ideia de compensar os judeus do extermínio promovido pelo nazis, dando-lhes uma terra. Em 1947, a ONU decide dividir a Palestina em dois Estados: um para os judeus e outro para os Palestinos. Mas os palestinianos consideram-se desfavorecidos pela partilha.



Os combates começaram entre esse dois países e os países árabes enviaram tropas contra esse novo Estado. Desde então iniciaram-se guerras sem fim entre esses dois países...







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6 comentários:

  1. Até entendo que os judeus pretendessem um Estado, só que nem os ingleses nem quem quer que fosse tinha o direito de dar aos judeus um território que não seu, mas sim de um outro povo.

    Além disso, árabes e judeus viviam sem grandes problemas na Palestina antes da criação , à custa de actos terroristas dos sionistas, de um país artificial que fez pagar aos palestinianos a má consciência da Europa pelas perseguições seculares aos judeus.

    Actualmente, assistimos ao genocídio premeditado dos palestinianos por Israel, sob a indiferença do civilizado Ocidente, a passividade da ONU e o apoio total e incondicional da única potência imperialista da actualidade, isto , EUA - presidida por um mestiço , Nobel da Paz e que afirma ter sofrido discriminação racista.

    A certeza de impunidade dos nazis judeus é tanta que se permitem assumir publicamente assassinar quem querem, onde querem e como querem (embaixador em Portugal) , além de publicarem artigos em jornais justificando o genocídio das "baratas" e "pequenas serpentes".

    Desumanizar o Outro é infame , é rebaixá-lo ao sub-humano, tal como Hitler fez na suas convicções racistas.Mas foi, pelo menos, mais honesto; assumiu o que pensava e munca se apresentou como vítima.

    Os judeus jamais tiveram uma palavra de memória nem de compaixão para com as outras vítimas do nazismo: deficientes alemães, homossexuais, prisioneiros de guerra, testemuinhas-de -Jeová, ciganos (numa só noite foram queimados milhares em Birkenau), ....mas isso é porque não pertenciam ao "povo eleito", decerto.

    Hitler tinha toda a razão numa coisa: a Banca sionista está disposta a impor a Nova Ordem Mundial e está conseguindo: o Banco judeu Goldman-Sachs , apesar de enganar os seus clientes e de ajudar a Grécia a falsificar contas públicas, tem em todos os órgãos importantes de decisão os seus homens de mão.

    E Portugal, o reformado de Boliqueime chaga ao ponto de condecorar postumamente António Borges, que do alto do seu ordenado milionário, exigir baixar ainda mais os já de si medíocres salários portugueses.

    Que DEus nos proteja, já que da esmagadora maioria dos políticos só se pode esperar corrupção e mentira!

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  2. “Depois da segunda guerra mundial, as nações vencedoras tiveram a ideia de compensar os judeus do extermínio promovido pelo nazis, dando-lhes uma terra. Em 1947, a ONU decide dividir a Palestina em dois Estados: um para os judeus e outro para os Palestinos. Mas os palestinianos consideram-se desfavorecidos pela partilha.”

    Este post escrito assim sem mais passando da ancestralidade judaica a criação do estado judeu actual presta-se a uma analise tendenciosa a favor dos palestinos, porque esquece precisamente o periodo historico que houve e que se desenvolveu depois do caso Dreyfus em França levando a acção de Theodor Herzl e a criação do sionismo, uma filosofia politica, laica, democratica de criação de um estado judaico para os judeus devido as perseguiçoes historicas de que eram vitimas, so com um estado onde se pudessem organizar e defender podiam resistir as perseguiçoes antisemiticas.

    Vamos a factos:

    A organização sionista mundial conhecida pela abreviatura WZO, foi criada em 3 de setembro de 1897 durante o primeiro congresso sionista mundial que se realizou em basileia (suíça). Esta organização, que se denominou inicialmente organização sionista, serviu como frente organizativa para o movimento sionista. Em 1960 a organização adotou o nome de organização sionista mundial. A sede da organização é em jerusalém.
    Theodor Herzl, pai do sionismo e organizador do congresso de basileia, escreveria mais tarde:
    Em basileia fundei o estado judaico. Talvez dentro de cinco anos, ou quiçá em cinquenta, todo o mundo o verá. — Theodor Herzl
    Quando, 51 anos depois, em 14 de maio de 1948, se declarou o estado de israel, uma grande parte das novas instituições administrativas estavam já postas em marcha, graças aos congressos que tinham tido lugar de forma regular nas décadas anteriores.

    Na assembleia da onu decidiu-se a partilha da palestina um territorio pertencente e administrado pela comunidade internacional, não havia soberania de nenhum estado ali.

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  3. Às três horas da tarde da data marcada, a sessão foi aberta por Oswaldo Aranha brasileiro e presidente da Assembléia Geral da ONU que registou, com enorme surpresa, o discurso pró-sionista proferido pelo delegado soviético, pois o Kremlin seguia a política de enfraquecer as posições americana e inglesa no Oriente Médio. Seguiram-se outros pronunciamentos, contra e a favor da partilha. Boa parte dos oradores contrários bateu na tecla de que um estado judeu naquela região corresponderia a um enclave comunista.

    Embaixador Andrei Gromiko, da União Soviética: "A experiência que extraímos ao estudar a questão palestina, bem como o relatório do Comitê Especial, evidenciam que árabes e judeus não podem e não querem estar juntos. Não há o que fazer para que ambos vivam no mesmo território e, portanto, a única alternativa viável é dividi-lo. Essa partilha terá um profundo significado histórico porque irá de encontro aos legítimos anseios do povo judeu".

    Embaixador Lange, da Polônia: "A comunidade judaica da Polônia resistiu contra a ocupação alemã de nosso país, destacando-se a revolta do gueto de Varsóvia que hoje já é conhecida pelo mundo inteiro. Sabemos que a maioria dos judeus considera a Palestina como seu lar nacional e não podemos deixar de simpatizar com essa aspiração. A atual situação exige uma solução imediata e não podemos mais adiá-la".

    E agora o engraçado das politicas de esquerda na altura era tudo pro israel, os primeiros paises a reconhece-lo eram do bloco de leste, apoiavam um estado com grupos terroristas israelitas como o irgun, e forneceram armas para os primeiros combates, mas isso não era problema, as visitas ao kibutzs eram quase peregrinações de bem trabalhar em comunidade e exemplos a seguir. E então quando muda a situação? Na guerra dos seis dias em 67, ai os israelitas dominam tudo e conseguem a proeza de conquistar toda a palestina e sinai, então as politicas de esquerda e filosofias mudam e passam a apoiar outro lado a quem fornecem armas e mais engraçado tem também grupos terroristas neles mesmos. Parece assim que as politicas de esquerda estão sempre de um lado muito problematico para defender as ” vitimas”

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  4. Apenas um ciclo repetido ao infinito...

    http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2014/08/04/outra-vez-as-bombas-de-israel-contra-escolas-da-onu-em-gaza/

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    Respostas
    1. "Apenas um ciclo repetido ao infinito..."

      LAMENTO MAS NÃO CHEGA TER SÓ BOM CORAÇÃO SEM USAR A RAZÃO

      Helsingin Sanomat Correspondant Admits Hamas Launched Rockets From Al-Shifa Hospital

      http://www.youtube.com/watch?v=Nu-e5qWXx-k


      Incredible Videos Reveal How Gaza Terror Groups Appears to Be Using Journalists as Human Shields

      http://www.youtube.com/watch?v=WXdEWrN3IEw

      http://www.youtube.com/watch?v=k8c5KCQTkoY

      http://www.youtube.com/watch?v=fn_Mgr5p2iY


      60 Seconds On How Hamas Uses People As Human Shields

      https://www.youtube.com/watch?v=fcrWy3PT6zc


      Hamas members brutally beating civilians of Gaza who leave their homes following IDF warning

      https://www.youtube.com/watch?v=QBvhHE8ePxg

      Pro-Israel rally in NY, Pro-Hamas rally in Paris.. Can you tell the difference?

      http://paliestine.com/wp-content/uploads/2014/07/BtN7_YrCAAICqqI.jpg

      Porque a esquerda odeia israel


      https://www.youtube.com/watch?v=fI0esAVfw3U

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  5. Caro anónimo,

    Este meu pequeno texto destina-se apenas a descrever em poucas palavras (e poropositadamente) o conflito.

    Agradeço a sua revisão histórica, que efectivamente corresponde à verdade no contexto da criação pela ONU do Estado de Israel.

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