domingo, 24 de agosto de 2014

Todas as mortes são iguais...

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Mulher israelita chora a morte do marido atingido por um bombardeamento do Hamas





Pai chorando a morte do seu filho de 11 meses atingido por bombardeamentos de Israel 





Pai chora a morte do seu filho pro-russo em Odessa que morreu num ataque ucrâniano





Familiares choram morte de um comandante das forças especiais ucrânianas













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4 comentários:

  1. As mortes são todas iguais e verdade, a morte e o sistema mais democrático que existe, na morte ficamos todos enquanto seres vivos em plena igualdade, e tudo quanto juntamose ca ou posições adquiridas tudo ca fica, ricos e pobres estão em pé de igualdade, o que não quer dizer que os sucessores não venham a beneficiar desse património continuando as distinçoes apenas nesta vida.

    Mas por outro lado as mortes não são todas iguais, e tem o valor e relevo que tinha a vida do falecido,a importância em vida vai-se reflectir na morte, ou como dizia um padre já idoso que conheci cheio de sabedoria, " se o defunto for rico e tiver dinheiro faz-se lhe o oficio inteiro, se for pobre e não tem nada, uma missa atrapalhada".O valor da igualdade na morte vai ter a ver com a posição em vida, de um sem abrigo ninguém sabe da morte.

    Outra prespectiva tem a ver com o valor da vida humana no evoluir das sociedades, o culto do valor da morte vem dos primórdios da humanidade, mas não o valor da preservação da vida em sociedade.esse valor do culto da morte vem dos entes mais próximos do falecido principalmente os seus familiares como demonstram as fotos do post, a preservacao da vida em sociedade evoluiu mais lentamente, a medida que evoluiam as legislações e a percepção de direitos humanos como inerentes ao ser humano independentemente de raças ou religiões, devendo por isso ser respeitados. Caso em que nos países em questão se revela um enorme atraso.

    Só que como se vê seres humanos inocentes são usados como armas de arremesso desde as torturas aos prisioneiros no Iraque, guantamo, e os recentes casos dos islamitas ou Hamas, como dizia o velho Estaline " uma morte e uma tragedia , um milhão e uma estatística." ao se adquirir o habito de matar também se adqui re a insensibilizacao perante a morte, o que faz desta uma estatística.

    Então o homem não tendo predadores naturais como as outras espécies, controla-se através de fenómenos naturais, doenças, epidemias guerras. e o valor da vida humana será sempre inviolável? para mim que nem admito a pena de morte, abro excepções se por exemplo for necessário sacrificar algumas vidas para salvar muitas mais, imaginemos que e necessário abater uma aeronave cujo destino e destruir milhares de vidas e bens, neste dilema não tinha duvidas em salvar mais vidas e bens. neste caso diria que o sagrado cede ao profano.

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  2. Notável dissertação, bravo, uma autêntica fonte de sabedoria, a dicotomia perfeita entre o sagrado e o profano. Até me sinto arrepiar.
    A.M.

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    1. Quando eu disse que o senhor nao tem nada a acrescentar aos comentarios, ou aos meus comentarios, é um facto, para extrair perolas é preciso haver ostras, mas escrever por querer escrever algo sem pegar numa deixa e acrescentar mais nada é pura perda de tempo.

      É um facto que toda a humanidade valoriza a vida, todas as legislaçoes condenam o homicidio mas as legislaçoes ocidentais nesse campo sempre mantiveram e mantem um avanço, o outro aspecto tem a ver com o valor da morte que para nos por ser um caso tão raro de acontecer em conflitos desta magnitude, a não ser em tragedias, não presenciamos directamente, dai que ache que ha um anestesiamento a volta do dor da morte como se ve no caso de comentarios, lamento dize-lo, se não é sentido devia ser escrito, e nesse aspecto da dor, a morte é igualmente sentida suponho que falando de pessoas normais, todos sentem a dor da perda de familiares. Mas também é verdade que devido a não vivermos conflitos como noutras partes do mundo, não temos a percepção da morte directa e presente a nossa volta e que acaba mais tarde ou mais cedo por atingir familiares nossos, estamos um pouco a não saber o que é essa dor. E lamento que vejamos isso em outras latitudes ja com alguma indiferença, como um filme que foi o caso que me fez intervir nesta discussão.

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  3. Se nao percebeu eu explico de novo, para mim a vida das pessoas assume um caracter de sagrado no sentido de inviolavel por outros seres humanos, mas como disse tambem abro excepcoes em que esse sagrado cede a outros interesses superiores podendo ser profanada. O sentido era este de qualquer modo obrigado pela ovacao,mas esperava mais algum acrescento de um comentatario, como por exemplo explorando a minha referencia resumida ao sofrimento a dor dos familiares perante a morte e que sao mortes derivadas de conflitos que nos no ocidente ja nao vivemos ha muitos anos e por isso nao sabemos o que e abracar um ente querido acabado de morrer tragicamnte como ha anos se viu na tv um pai palestino apanhado com filho,uma crianca num tiroteio e que protege atras de um obstaculo,infelizmente esse filho morreu e a dor deste pai deve ter sido imensa mas acho que nos nao podemos valorizar e sentir devidamente vivendo em paz morrendo anonimamente longe dos familiares em hospitais ou outras instituicoes

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