segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Permixon: comparticipação de um placebo




O Permixon (do laboratório Pierre Fabre) é um medicamento à base de uma planta, Serenoa repens, e utilizado no tratamento das alterações miccionais provocadas pela hipertrofia benigna da próstata. 
Na realidade trata-se de um placebo.





Já em 2006, o New England Journal of Medicine publicava um artigo onde concluía que não existia qualquer benefício na utilização do Permixon em relação ao placebo.


No dia 28 de setembro deste ano, é a vez da revista JAMA ( Journal of the American Medical Association) publicar um estudo duplamente cego, onde as conclusões são as mesmas: o Permixon não permite reduzir a nictúria ( em maior eliminação de urina durante a noite), não melhora o fluxo urinário e não altera o volume residual de urina. Resumindo: a acção do Permixon é comparável ao do placebo.



Convém lembrar o que é um placebo.
Um placebo é um medicamente que apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos fisiológicos da crença do paciente de que está a ser tratado.


Esta questão do efeito placebo merece alguma reflexão. Dizer que um medicamento não é melhor de que um placebo, não significa que não faça nada, dado que o próprio placebo tem alguma eficácia real, mais não seja psicológica para o doente que o toma. 
O placebo também não tem efeitos secundários. No caso da hipertrofia benigna da próstata pode assim ser benéfico ao evitar ou retardar o uso de medicamentos, que apesar de mais eficazes, têm, eles sim efeitos secundários indesejáveis. 



A questão que se põe aqui, mais uma vez, é saber se é lícito um medicamento que não tem qualquer acção terapêutica ser comparticipado, como outro medicamento qualquer. Neste caso, uma embalagem de Permixon com 60 cápsulas, tem um preço de venda de 24 euros, senda a sua comparticipação (que todos nós pagamos) de 37%





http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa053085

http://jama.ama-assn.org/content/306/12/1344.abstract

http://www.infarmed.pt/prontuario/mostra.php?origem=ono&flag_palavra_exacta=1&id=799&palavra=Permixon&flag=1

11 comentários:

  1. "Nunca o invejoso enricou, nem quem perto dele morou".

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  2. Não concordo nada com este artigo. Já tomo Permixon há alguns meses, e garanto que a minha condições no que respeita a inflamação da próstata, sofreu significativas melhorias. Deixei de me levantar à noite para urinar, e paralelamente, diminuiu bastante a sensação de inflamação durante a micção. Experimetei já deixar de tomar Permixon durante 2 a 3 dias, e o regresso à micção nocturna e à sensação de inflamação, regressou de imediato. Decididamente, e pela minha experiência que acima mencionei, não me parece nada que estejamos perante um placebo,

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    1. O Permixon é excelente e não tem contra indicações. A planta nos EUA é conhecida como SAW PALMETTO (serenoa repens). Em Portugal vende-se no Celeiro o Prostavit que tem outros princípios ativos associados.

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  3. Não concordo nada com este artigo. Já tomo Permixon há alguns meses, e garanto que a minha condições no que respeita a inflamação da próstata, sofreu significativas melhorias. Deixei de me levantar à noite para urinar, e paralelamente, diminuiu bastante a sensação de inflamação durante a micção. Experimetei já deixar de tomar Permixon durante 2 a 3 dias, e o regresso à micção nocturna e à sensação de inflamação, regressou de imediato. Decididamente, e pela minha experiência que acima mencionei, não me parece nada que estejamos perante um placebo,

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  4. Tambem estou em desacordo com este artigo. Será que a toma de um "placebo" reduz o PSA total de 3,6 para 2,5 em 3 meses ?

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    1. pode crer que é verdade a minha baixou tomo permixon

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  5. Há gente que só ficará feliz quando acabar tudo o que é bom e natural restando apenas os fármacos da pesada. Quando não houver plantas medicinais, os monstros ficarão satisfeitos, Que tristeza de mentalidade. São parvos e querem transformar os outros em parvos, Infelizmente já desapareceram muitos medicamentos naturais, insubstituíveis, para que se vendam fármacos bem mais caros e com efeitos secundários graves. Como Médico, lamento tão retrógrada e malvada mentalidade, É verdade que há fármacos perigosos, mas infelizmente necessários. O que é grave é tratar doenças simples com fármacos perigosos. As doenças simples devem tratar-se de forma simples. As Plantas Medicinais são importantíssimas. O Ser Humano sobreviveu cerca de dois milhões de anos tratado com plantas e mais alguma coisa. Com a iatrogenia de tantos medicamentos, a Humanidade não vai ter futuro. Evoluir consiste em criar o bom e manter o que provou ser bom por milhares de anos. Jamais se deve destruir o que a experiência milenar provou, mesmo quando se possa actuar de modo diverso,

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  6. Gostei dessa,e concordo com tudo o que disse este médico,tomo o medicamento e obtive bons resultados a todos os níveis.

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    1. Tomo o Permixon à mais de 3 anos, é excelente, nunca mais me levantei de noite para urinar.

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  7. Confirmo os beneficios do Permixon, para mim foi o mais eficaz até agora. Quando paro de o tomar os sintomas regressam logo.Tomei, anteriormente Ururec com efeitos secundários bem mais gravosos do que os que resultam de tomar permixon. O fluxo urinário é melhor e durante a noite não me levanto para urinar, tenho 66 anos e HBP e este medicamento foi o mais eficaz que tomei até agora e já experimentei bastantes.Por isso discordo dos comentários adversos á ineficiencia deste medicamento.

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  8. Também estou de acordo com a generalidade do que ataz foi dito o meu pai com 71anos tomou durante vários anos o permitem e foi muito eficaz portanto dixemos as químicas e voltamos sempre que possível aquilo que é natural.

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