terça-feira, 19 de abril de 2011

Os perigos das redes sociais

.





As redes sociais são partilhadas diariamente por milhões de pessoas em todo o mundo. Quais são os perigos de perda de privacidade? Qual a sua segurança? Como proteger os nossos filhos?



O número de internautas portugueses que faz uma utilização regular de serviços como o Facebook, Hi5 ou MySpace é agora de 2.057.000, o que corresponde a 24,8 por cento do total da população nacional com 15 anos ou mais, refere a Marktest.
 
A rede social mais usada em Portugal é o Facebook (22,5 % dos internautas nacionais), seguido do Hi5 (13,6%).

O Facebook já atingiu o impressionante numero de 400 milhões de utilizadores em todo o mundo, sendo que a Internet é utilizada por 2 mil milhões de pessoas.


 
Crianças. um alvo fácil.


Um quarto das crianças registadas em redes sociais como o Facebook ou o Hi5 definiram o seu perfil como público: ou seja, os seus dados de perfil podem ser vistos por qualquer pessoa que clique no seu nome na rede. Um quinto dessas crianças cujo perfil está publicamente disponível indica mesmo dados tão privados como a sua morada e o seu número de telefone. 


As crianças e adolescentes estão particularmente vulneráveis aos perigos das redes sociais. Apesar de estas constituírem uma ferramenta interessante para fazer amigos, existem quatro grandes perigos para os nossos filhos:

1º perigo: ser vítima de um predador sexual.
2º perigo: assédio por parte de outras crianças.
3º perigo: roubo de identidade.
4º perigo: passar demasiado tempo nas redes.

Ser vítima de um predador sexual.

Esse perigo existe, mas não deve ser exagerado. O risco de encontrar um pedófilo na Internet não é maior do que à saída da escola. Aliás 95% dos abusos sexuais em crianças têm origem no seu circulo familiar. Mas esse perigo existe.

Assédio por parte de outras crianças.

As mensagens e imagens partilhadas nas redes sociais permitem que estas sejam muitas vezes utilizadas para insultar um determinado participante ou enviar fotos obscenas.  

Roubo de identidade.

Aqui existem vários graus. O primeiro é o roubo de uma fotografia que uma vez recuperada numa rede social pode ser modificada e utilizada para outro fim. O segundo é o roubo da identidade de uma pessoa e a ulterior criação de uma falsa identidade com a pessoa roubada.

Passar demasiado tempo nas redes.

Como qualquer jogo de vídeo, as redes sociais também absorvem muito tempo. Estas podem fazer com que as crianças passem demasiado tempo nelas e assim reduzirem o tempo despendido para os trabalhos de casa e sobretudo reduzir a sua capacidade imaginativa.



Como se proteger?


Pedofilia:


Ter um cuidado o máximo em manter a confidencialidade, por exemplo impedindo que quem não faça parte de rede de amigos não tenha acesso aos seus dados.

Assédio:

Não hesitar em fazer compreender ao seu interlocutor que ultrapassou os limites, e se este não parar, retira-lo da sua lista de amigos.

Roubo de identidade:

Não hesitar, de tempos a tempos, pesquisar nos vários motores de busca o seu próprio nome para ver qual o tipo de informação que circula na Internet sobre si.


Compete aos país vigiar discretamente o que os seus filhos andam a fazer na Internet. Mas o mais importante é ter um dialogo permanente com os seus filhos e preveni-los dos perigos que podem encontrar. Explicar às crianças que não devem revelar informações que permitam identifica-los ou localizar-los Não fornecer moradas ou telefones, claro, mas também não revelar por exemplo o clube de desporto em que treina.

Pedir aos seus filhos a password de acesso à rede social na qual ele participa. Se este recusar, os país devem ir de vez em quando a essa rede social, colocar o nome do filho e tentar ver as informações que aí se trocam, algumas são acessíveis a qualquer pessoa.

Muitos país têm medo que a Internet seja para os seus filhos como uma droga e uma fuga à realidade, mas não é bem assim. A maioria dos pedopsiquiatras confirmam que a grande maioria das crianças não confunde a realidade com o virtual.



Privacidade e segurança nas redes sociais.


No caso das redes sociais, aqui ficam algumas recomendações sobre privacidade/segurança em redes sociais. Nem todas se aplicam em todos os casos, mas aqui ficam alguns desses mesmos conselhos:
  • Se usar um sistema operativo Windows, deve usar um antivírus, que consiga detectar ameaças na Web e que funcione igualmente como firewall e anti-spyware;
  • Cuidado com a informação que partilha e com quem assim como com os conteúdos que coloca nas redes sociais
  • Reveja as politicas de partilhas e âmbito das mesmas no Facebook;
  • Nunca revelar informação pessoal (detalhes de morada, etc.) ou de negócio através de redes sociais;
  • Cuidado com fotos e outros conteúdos que se colocam nas redes sociais – o que é giro hoje pode ser comprometedor no futuro;
  • Desconfiar sempre dos links e outras mensagens que sejam partilhados por “amigos” conhecidos e desconhecidos;
  • Isto é particularmente difícil, pois os serviços de redução das URL escondem os detalhes da URL original.
  • Não instalar indiscriminadamente aplicações no Facebook, sem saber do que se trata primeiro. Nunca, mas mesmo nunca instalar aplicações desconhecidas!


Ameaça à privacidade.


Uma das principais ameaças à segurança e privacidade dos utilizadores, é proveniente do tipo de conteúdos e de informação que os utilizadores partilham nas redes sociais. Um pequeno exemplo: uma foto divertida hoje partilhada no Facebook, pode tornar-se numa foto comprometedora no futuro. Existe alguma falta de percepção por parte dos utilizadores sobre o impacto que a partilha destes conteúdos e outros pode provocar. Os conteúdos partilhados hoje numa rede social, vão ser distribuídos e partilhados por inúmeros utilizadores e vão persistir na rede social, mesmo que a conta do utilizador seja removida da rede. Não há retorno.

Igualmente, numa perspectiva empresarial e profissional, estas redes sociais podem ser uma ameaça. Hoje em dia, as empresas recorrem frequentemente às redes sociais como uma forma complementar de verificar o perfil dos candidatos a postos de trabalho.



Ingenuidade na divulgação de informações.



Muitos dos utilizadores das redes sociais (extrapolando para a própria utilização da Internet e da WWW) têm muito pouca consciência das implicações da divulgação da sua informação pessoal e privada em redes pessoais. As conclusões sobre o comportamento dos utilizadores no Facebook são assustadoras em relação aos dados que revelam. Assim, conclui-se que:
  • 46% dos utilizadores do Facebook aceitam pedidos de amizade de estranhos;
  • 89% dos utilizadores da faixa etária dos 20 divulgam a sua data de aniversário;
  • quase 100% dos utilizadores divulgam o seu endereço de email;
  • entre 30-40% dos utilizadores listam dados sobre a sua família e amigos.

Recomenda-se a utilização das redes sociais de uma forma racional, e acima de tudo perceber quais os dados a partilhar e que tipos de conteúdos disponibilizar e para quem. Um conjunto simples de indicações pode melhorar em muito a privacidade dos utilizadores e reduzir o risco de exposição ao algumas das possíveis ameaças. Estas indicações podem ser resumidas no seguinte:
  • Usar correctamente as listas de amigos;
  • Remover-se dos resultados de pesquisa do Facebook;
  • Evitar o tagging em fotos e vídeos (o que pode ser embaraçoso);
  • Proteger os seus álbuns de fotografias;
  • Evitar que as histórias apareçam no feed de news dos seus amigos;
  • Proteger-se contra histórias publicadas por outras aplicações;
  • Tornar a sua informação de contacto privada;
  • Evitar Wall posts que possam ser embaraçosos;
  • Tornar as suas relações privadas;


Google: principal ameaça à privacidade.


O próprio gigante Google está hoje a tornar-se uma séria ameaça à privacidade dos utilizadores. A quantidade de serviços que o Google oferece aos utilizadores (motor de busca, Youtube, Adesense, Adwords, Blogger, DNS, URL shortner, e muitos outros) viram tornar a Google numa empresa com características muito especiais.

Nunca antes na história, tanta informação (muita dela pessoal) esteve nas mãos de uma única entidade privada. Quais os perigos que isto pode representar em termos de privacidade para os muitos milhões de utilizadores que usam os serviços/produtos da Google? Fala-se muito do monopólio da Microsoft, mas o verdadeiro monopolista da informação é o Google.




http://www.ionline.pt/conteudo/118134-um-quarto-das-criancas-esta-nas-redes-sociais-sem-proteccao


http://webappsec.netmust.eu/2010/02/06/a-privacidade-e-a-seguranca-nas-redes-sociais/

http://www.lemonde.fr/technologies/chat/2009/02/09/reseaux-sociaux-de-nouveaux-dangers-pour-nos-enfants_1151995_651865.html

http://www.abc-tecnologia.com.pt/index.php?article=2448&visual=1

17 comentários:

  1. Esse tema tem muito que se lhe diga. Mas sem dúvida que o que foi dito já foi uma boa introdução ao tema. Na sequência da tradiçao da boa investigação que revela ser capaz de efectuar, recomendo a pesquisa sobre o programaTotalInformationAwareness, e saberá de onde vem os "fundos" que deram origem ao nascimento das redes sociais como cogumelos, tal como acontece agora recentemente com as "casas" de compra de ouro.

    E como já deve ter percebido em relação a outros temas, onde abordou a táctica do "Problem, Reaction, Solution", a recomendação do uso de "anti-virus" informáticos de forma generalizada por parte de qualquer utilizador, para combater um mal (os vírus), é o mesmo que recomendar o uso diário e sistemático de antibióticos como forma de evitar gripes, em vez de tentar manter-se uma alimentação saudável. Com um "vírus" ou "trojan", pode eventualmente perder-se a privacidade se e quando infectado. Com um anti-virus instalado e a fazer scan regular de todos os ficheiros, é mais do que certa a constante e regular perda de privacidade. É ter um trojan instalado constantemente. Para fazer com que a esmagadora maioria dos utentes se submetam a tal coisa, é necessário instigar a produção de virus, produção essa desses virus, que será financiada por quem irá beneficiar com isso, quer economicamente, quer sobretudo, com o acesso priviligiado à informação. E não serão só os antivirus a trabalhar nessa recolha. O próprio sistema operativo poderá dar uma "ajuda" com as suas múltiplas falhas de segurança por desgin. E tanto são suspeitos os antivirus pagos, como os gratuitos. Uns por ganho económico directo... os outros, por não poderem existir, sem uma forma de retorno de investimento indirecta, ao serem disponibilizados gratuitamente. Qual a sua fonte de financiamento?

    ResponderEliminar
  2. Excelente comentário.
    Concordo plenamente consigo e espero que muita gente leia o seu texto que por si só vale um artigo.
    Se tiver alguma informação pertinente não hesite em me a fazer chegar.
    Mais uma vez, obrigado pela clareza e lucidez do seu comentário.

    ResponderEliminar
  3. A informação que tenho, é apenas a que é do domínio público. Mas que permite fazer deduções. Por exemplo, é mais do que certo, que toda a informação recolhida pelos Censos 2011, irá parar a essa gigantesca base de dados criada por aquele programa americano. Inicialmente, o programa tinha fundos públicos, mas quando houve discussão e forte oposição por parte de alguma opinião pública americana, que pressionou o congresso para não deixar passar aquela lei, o programa acabou por ser, não cancelado, mas sim passar a ser financiado pelo "saco azul", ou seja, com fundos clandestinos. É curioso ver quem escolheram para chefiar aquele programa, depois dos vários escândalos onde tinha estado anteriormente envolvido.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Total_information_aware1ness

    Repare também no logotipo, e será fácil perceber quem está por detrás de tudo aquilo.

    Human Identification at a Distance
    The Human Identification at a Distance project developed automated biometric identification technologies to detect, recognize and identify humans at great distances for "force protection"...

    Tudo a bem da população, lógico...

    Its goals included programs to:
    * Develop algorithms for locating and acquiring subjects out to 150 meters (500 ft) in range.
    * Fuse face and gait recognition into a 24/7 human identification system.
    * Develop and demonstrate a human identification system that operates out to 150 meters (500 ft) using visible imagery.
    * Develop a multi-spectral infrared and visible face recognition system.

    (Também este programa deve explicar o subísdio de certos componentes nos computadores e telemóveis, que passaram a ser standard em vez de ser opções, tudo o que possa ser usado remotamente para obter dados ou "impressões" digitais de cada sujeito que use determinado equipamento electrónico.)

    Genisys aimed at developing technologies which would enable "ultra-large, all-source information repositories".
    The vast amounts of information were going to be collected and analyzed, and the available database technology at the time was insufficient for storing and organizing such enormous quantities of data. So they developed techniques for virtual data aggregation in order to support effective analysis across heterogeneous databases, as well as unstructured public data sources, such as the World Wide Web.

    The World Wide Web is considered an "unstructured public data source" because it is publicly accessible and contains many different types of data—such as blogs, emails, records of visits to web sites, etc.—all of which need to be analyzed and stored efficiently.

    Redes sociais, como facebook, Hi5, Orkut, netlog, etc, estão todas interligadas entre si, todas tem uma API (interface de programação) para permitir a permuta ou envio dos dados recolhidos para uma gigantesca base de dados que agrega toda a informação recolhida. Foi após o ínicio deste programa, que passaram a surgir todas essas redes sociais, que aparentemente concorriam entre si, ou que supostamente eram criadas por jovens universitários de 19 anos, mas na prática eram estruturas programadas nos laboratórios desse programa, mas apenas precisavam de um rosto ou relações públicas, para as diversas versões que apelassem a diferentes públicos. Precisavam de alguém em quem o público pudesse ter alguma confiança, numa fase inicial, em vez de apresentarem isso como uma gigantesca operação PIDEsca ou STASIana de espionagem aos cidadãos. Com um pouco de mel, se apanham moscas. A armadilha foi tão bem montada, que são os cidadãos vigiados que voluntariamente prenchem a sua ficha na PIDE global.

    ResponderEliminar
  4. precisso de uma redação sobre redes sociais .*

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. primeiro precisas de aprender a escrever

      Eliminar
  5. Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

    ResponderEliminar
  6. A informaçao deste site esta otima

    ResponderEliminar
  7. esta uma valente merdaaaaaaa

    ResponderEliminar
  8. Adorei, ajudou-me imenso num trabalho

    ResponderEliminar
  9. você precisaria escrever mais perigos10 de novembro de 2014 às 04:50

    mas tirando isso esta otimo

    ResponderEliminar