sábado, 9 de janeiro de 2016

Portugal e a futura maldição do petróleo?

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A grande maioria das populações dos países produtores de petróleo não tiram qualquer benefício dessa produção.


À excepção da Noruega e dos Estados Unidos, as populações de países produtores de petróleo são pobres, exceptuando uma pequena minoria privilegiada. Além desse facto, esses países são cobiçados pelas grandes multinacionais e objecto de conflitos económicos e militares.


As pressões e disfuncionamento entre as companhias petrolíferas e os governos, leva a que, apesar de teoricamente as populações sejam "proprietárias" do petróleo produzido nos seus países, os cidadãos pouco ou nada beneficiem com recurso natural.





Existe petróleo em Portugal?


Tudo leva a crer que sim. Por um lado, no período Jurássico, a Terra estava unida e Portugal estava colado com a zona da Nova Escócia, no Canadá, onde actualmente existe uma grande produção de petróleo. Por outro lado, foi encontrado petróleo ao largo da Mauritânia e Marrocos, países esses próximos de Portugal.


Desde 2007 já foram feitas 175 sondagens no mar português com a descoberta de petróleo e gás em 117 dessas sondagens.



A produção de petróleo é benéfico para Portugal?


Para um país totalmente dependente do exterior no aprovisionamento em petróleo e gás, tudo leva a crer que seria benéfico para Portugal produzir estes recursos naturais.


Esta produção levaria a uma redução do seu défice energético. No entanto, essa exploração depende das contrapartidas para o Estado português.


Uma coisa já sabemos: o Estado português comprará o combustível extraído em Portugal ao preço praticado nos mercados internacionais.


Após descontar todos os custos operacionais de produção, o valor a pagar ao Estado português será de apenas de 5% nos primeiros 5 milhões de barris e de 9% a partir dos 10 milhões de barris.


Os contractos de concessão podem ir até 55 ano.


E, pasmem-se: a produção de gás fica isenta de qualquer imposto!






Risco ambiental.

Além do risco económico, o risco ambiental é enorme. 


De ter em conta que para além do risco ambiental evidente, existe um risco evidente para a pesca e para o turismo. Para a pesca porque esta zona é particularmente sensível nesta zona e para o turismo dado que é a zona do Algarve é uma zona de turismo por excelência.


As zonas de exploração e das bocas de queima poderão ficar a escassos 8,5 km da costa o que irá degradar a paisagem algarvia.







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