terça-feira, 15 de novembro de 2011

Golpes de Estado na Grécia e na Itália

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Golpe de Estado:  tomada inesperada do poder governamental pela força e sem a participação do povo. (Dicionário Houaiss)




A banca no poder, ou o poder da banca.


As substituições de Georges Papandreou por Lucas Papademos e de Berlusconi por Mario Monti foram na realidade dois golpes de estado de um um novo género, sem tiros, sem sangue, orquestrados pelos mercados financeiros.


O método é simples: criar uma enorme pressão sobre as taxas de juros das dívidas dos países visados, o que desencadeia uma enorme instabilidade política e por fim, apresentar um tecnocrata para tomar conta dos destinos do país.


Estes golpes de estado não são perpetrados por um grupo político ou pelas forças armadas. As mudanças de chefias políticas são apresentadas como uma necessidade em consequência da engrenagem da desconfiança dos mercados sobre a capacidade de certos países em pagas as dívidas.


Ultrapassando as instâncias democráticas dos respectivos países, são então instalados no poder pessoas ligadas aos grandes grupos financeiros mundiais. Mario Monti está ligado ao Goldman Sachs, assim como Mario Draghi recentemente eleito presidente do Banco Central Europeu. Lucas Papademos foi governador do Banco da Grécia durante a falsificação da dívida grega pelo Golman Sachs. Todos são membros da Comissão Trilateral ou do clube de Bilderberg.


Actualmente, os lugares-chave do poder na Europa estão nas mãos do Goldman Sachs. Como chegaram a esses cargos? Com que meios e com que fim? Salvar os Estados Unidos à custa dos europeus?



E Portugal?


Em Portugal, daqui por umas semanas ou meses, pode muito bem vir a acontecer o mesmo. Perante a fraca liderança de Passos Coelho e a fraca alternativa política de António José Seguro, e com o crescente agravamento da crise financeira portuguesa, pode vir a ser imposto a Portugal um homem de confiança da banca.


Esse homem poderá ser António Borges. Tem todos os requisitos: para além de ter sido vice-governador do Banco de Portugal, é actualmente director do Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional e sobretudo foi vice-presidente do Conselho de Administração do Banco Goldman Sachs International em Londres, entre 2000 e 2008.

António Borges é membro do clube de Bilderberg, tendo participado nas reuniões de 1997 e de 2002. Também é membro da Comissão Trilateral.


Curiosamente, ou não, decorre neste momento, de 11 a 13 de novembro, a reunião anual da Trilateral para Zona Europeia, é Haia na Holanda.




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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mario Monti tem tudo para suceder a Beslusconi: Goldman Sachs, Trilateral e Bilderberg...

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                                                    MARIO  MONTI



Membro do clube de Bilderberg desde 1988

Ex-membro do comité executivo da Comissão Trilateral

Membro do conselho de vigilância do Goldman Sachs




E ainda membro das seguintes "think tank":


Administrador de Friends of Europe, financiado por 40 grandes empresas, das quais fazem parte: Exxon Mobil, British Petroleum, Cargill, IBM, Intel, Microsoft, Novartis, Pfizer, Sony, Toyota e Volvo. Este lobby é presidido por Etienne Davignon, que também é presidente do grupo de Bilderberg, e beneficia do apoio oficial da União Europeia.



Fondador e presidente de BRUEGEL, financiada por 26 multinacionais, das quais fazem parte: British petroleum, DaimlerChrysler, EADS, Euronext, General Electric, Goldman Sachs, IBM, Nokia, Novartis e Suez.



Membro honorário do Kangaroo group, financiado por 60 multinacionais, entre outras pela Asrazeneca, Dupont, Novartis, Deutsch Bank, Goldman Sachs, Dassault, EADS, Bouygues, L’Oréal, Michelin e Microsoft.


 Ex-membro de Aspen Institute Italia.


Membro da Comissão para a Libertação do Crescimento



 E ainda...


Antigo membro do l’Italian Treasury Committee on Banking Law Reform et du Roll Committee on the Independence of the Bank of England.
  


 Comissário Europeu para os Mercados Interiores e Serviços Financeiros da Comissão Santer entre 1995 e 1999.


Comissário Europeu para a Concorrência na Comissão Prodi entre 1999 e 2004.


Fundador do Paolo Baffi centre for Monetary & Financial Economy em 1985.


Fundador do Innocenzo Gasparini Institute of Economic Research  em 1989.


Presidente da universidade Bocconi em Milão desde 1994, onde leciona economia. 




Mas também...


Administrador de: 


  • Gilardini (1979/1983)


  • Fidis (1982/1988)


  • Fiat (1988/1993)


  • Banco Commerciale Italiana (1983/1994)


  • Rizzoli Editore (1984/1985)


  • IBM Italia (I981/1990)


  • Assicurazzioni Generali (1986/1993)



  • http://gatines.free.fr/monti.html

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    quinta-feira, 10 de novembro de 2011

    Papandreou: suicídiu ou assassinato político?

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    História de uma morte anunciada:


    - Georges Paoandreou surpreende os seus parceiros europeus e o seu próprio partido anunciando que o povo grego iria fazer um referendo sobre o acordo da semana anterior: salvamento da Grécia, redução da dívida e condição da ajuda financeira.


    - Georges Papandreou é "convocado" a Cannes por Angela Merkel e Nicolas Sarkozy e refere pela primeira vez que uma das questões do referendo será saber se os gregos desejam permanecer na zona euro. Numa conferência comum, Merkel e Sarkozy evocam a possibilidade da Grécia deixar o euro.


    - Georges Papandreou abandona a ideia de referendo, fala agora de um voto de confiança do parlamento grego. Logo depois anuncia a sua demissão e a criação de um governo de união nacional.



    Suicídio ou crime?


    A questão que se coloca é saber se Georges Papandreou terá cometido um suicídio político para salvar o seu partido e terá ido demasiado longe ao provocar os donos da União Europeia e terá sido vítima de um assassinato político.


    Por vezes, algumas das marionetes colocadas no poder julgam ter a capacidade para mudar e melhorar pequenas coisas que estão mal. Então, emitem opinião, ideais de transformações benéficas, mais justas. Quando isso acontece, são imediatamente eliminadas e substituídas por outras mais dóceis, como aconteceu com Dominique Strauss-Kahn.


    Georges Papandreou é o último representante de uma dinastia política, tanto o seu pai, Andreas, como o seu avô, Georges, foram primeiro ministro. No entanto, "jogava" na mesma equipe das grandes elites financeiras e como tal era também membro do clube de Bilderberg. Tinha conduzido a Grécia à ruína como estabelecido nos planos da banca mundial. Sendo assim, o seu "trabalho" já estava concluido, podendo agora ser continuado por outro, para dar a sensação de mudança ao povo grego.


    Nascido nos Estados Unidos, diplomado nesse país, no London School of Economics e em Havard, tinha tudo para se ter tornado mais tarde primeiro ministro grego e por em prática as medidas drásticas impostas pela União Europeia, BCE e FMI.


    Que lhe terá passado pela cabeça de pedir ao povo grego de se pronunciar sobre o que está a acontecer? Não seria isso um precedente perigo para que outros povos de outros países europeus quisessem fazer o mesmo? Mesmo que se os gregos votassem "mal" era sempre possível fazer mais tarde uma nova votação, até que votassem "bem", como aconteceu com a Irlanda.


    Agora sim, está tudo "normal", e os jornais já podem noticiar: 
    "Sob pressão dos líderes europeus, os dois maiores partidos gregos chegaram a um acordo nesta quinta-feira sobre quem encabeçará o novo governo de coalizão entre governistas e oposição. Confirmando a preferência, o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Lucas Papademos, foi anunciado como primeiro-ministro interino da Grécia, após a renúncia de George Papandreou".



    Papademos: a mudança na continuidade...


    Papademos estudou física no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts nos Estados Unidos durante a década de 70. Posteriormente, fez mestrado em Engenharia Elétrica e doutorado em Economia.

    Papademos esteve diretamente envolvido com a adesão da Grécia à zona do euro, em 2001, e com a transição do dracma para o euro quando era presidente do Banco Central da Grécia, em meados da década de 90.  O economista conquistou grande notoriedade internacional após assumir a vice-presidência do Banco Central Europeu em 2002. Em 2010, deixou o cargo para atuar como conselheiro de Papandreou, embora ainda lecione em universidades americanas.


    Papademos  pertence à Comissão Trilateral




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    quarta-feira, 9 de novembro de 2011

    Doseamento sistemático do PSA é inútil

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    O despiste sistemático do cancro da próstata através do doseamento do PSA não melhora a esperança de vida, não reduz de maneira significativa a mortalidade devida a esse cancro, não reduz a mortalidade global e conduz a numerosas mutilações inúteis em homens saudáveis.




    Desde há 20 anos, que o despiste através do doseamento do PSA se tornou, em muitos países, um habito sistemático nos homens acima do 50 anos de idade. Desde então, o número de diagnósticos desse cancro foi multiplicado por três, sem que o envelhecimento da população explique essa "epidemia".


    Ao mesmo tempo, durante esse período, a mortalidade permaneceu praticamente a mesma, apesar dos progressos no tratamento médico. O tratamento hormonal permite que os homens com cancro da próstata venham a viver o tempo suficiente para morrer de uma outra doença qualquer.


    Não esquecer que após os 50 anos de idade, a presença de células cancerosas na próstata é um fenómeno habitual que raramente virá a transformar-se num verdadeiro cancro.



    Dois estudos em larga escala.



    No dia 19 de março de 2001, o New England of Medicine publicava dois artigos sobre a pertinência ou não de um despiste sistemático do cancro da próstata através do doseamento do PSA. Apresentavam resultados contraditórios, mas o estudo que parecia comprovar o interesse do despiste sistemático, após analise, é muito  pouco concludente.


    O primeiro estudo realizou-se nos Estados Unidos em 76 000 homens, metade fazia um doseamento regular do PSA e a outra metade não. Após 10 anos, dos homens que faziam um despiste sistemático, paradoxalmente, houve um aumento da mortalidade por cancro da próstata superior em 10% em relação ao grupo de homens que só ocasionalmente o fazia. Contudo, este resultado paradoxal não foi estatisticamente significativo.


    O segundo estudo realizou-se na Europa em 162 000 homens. Mesmo método: divididos, por tiragem à sorte, em dois grupos, um grupo fazia doseamentos sistemáticos do PSA, o outro não. Após 9 anos, a mortalidade por cancro da próstata foi inferior em 20% no grupo que fazia despiste sistemático. Contudo, este abaixamento do risco relativo de 20% corresponde a um abaixamento do risco absoluto de apenas cerca de 0,1%.


    Estes dois estudos mostram que o doseamento sistemático do PSA apenas trás angustia (na variação dos valores do PSA de um ano para o outro), exames caros, tratamentos agressivos, falsas esperanças e efeitos secundários. Isto sem contar com a frequente incontinência urinária após as cirurgias, para já não falar dos casos de impotência.



    No dia 10 de outubro deste ano, numa carta dirigida ao British Medical Journal, Lenzer e Brownlee, lembram que um grupo de 16 peritos americanos pronunciaram-se pelo fim do despiste sistemático do cancro da próstata através do doseamento do PSA. Segundo eles, este teste apresenta tantos problemas como benefícios e a mortalidade global é a mesma nos que fazem a doseamento e nos que não fazem.



    Nota: O fim do despiste sistemático não invalida, em casos específicos, o despiste individual. Por exemplo, num homem em que o pai morreu de cancro da próstata com 55 anos de idade, o que é extremamente raro, faz todo sentido um despiste através do PSA, apesar de poder ser inútil.




    Convém lembra que 80% dos doentes com níveis elevados do PSA são falsos positivos, isto é, esses valores elevados não correspondem a nenhum cancro. Por outro lado, apesar de cerca de 16% dos homens poderem vir a ter o diagnóstico de cancro da próstata, desses apenas 3% virão a morrer dessa doença.




    http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0810696

    http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0810084

    http://www.bmj.com/content/343/bmj.d6479.extract?etoc

    http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf08/prostate/prostaters.htm

    terça-feira, 8 de novembro de 2011

    Quando Deus pede o impensável a Abraão: matar o filho

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    Adorado por milhões de cristãos, muçulmanos e judeus, Abraão recebe a ordem de Deus para matar o seu filho, ordem essa que ele aceita. Esse consentimento para o assassinato é perverso e criminal, no entanto, Abraão é visto por estas religiões monoteístas como uma referência de devoção.



    Como conceber que Deus mandaria um pai matar o seu próprio filho, quando qualquer pai daria a sua própria vida para salvar o seu filho? Este mandamento tirânico é simplesmente uma impossibilidade moral, uma vez que refuta todos os códigos morais concebíveis. Se matar o seu próprio filho inocente é "bom", então o que na terra constitui o "mal"?


    Sendo essa ordem doentia, então os 3,5 milhões de seguidores de Abraão deveriam ser classificados de doentes e perversos.






    A versão islâmica do sacrifício de Abraão é ainda mais terrível do que o conto judaico. Alá ordena que Abraão mate o seu filho Ismael, enquanto Satanás pede a Abraão para poupar a vida do menino. .A mãe de Ismael estava presente quando Abraão estava prestes a matar o seu filho, e nada fez para o impedir. Por três vezes Abraão afasta Satanás atirando-lhe pedras.



    Todos os anos no Hajj na Meca, mais precisamente em Mina os peregrinos atiram contra três bétilos (pedras que eram adoradas como divindades nos tempos pré-islâmicos). A maior delas, Jamarat al-Kubra, representa hoje Satanás. O acto tem como simbologia o desejo de se renunciar ao mal e exaltar o Deus único. Mas neste episódio, quem é o "bom" e quem é o "mal"? Aquele que ordena um assassinato ou aquele que implora para que uma vida seja poupada? 




    É essa história nauseante de ódio dos país para com os seus filhos inocentes que é comemorado pelos seguidores das religiões monoteístas. Como pode haver qualquer debate moral quando a resposta é óbvia: adoram um assassino, não um Deus da Vida. Sendo ele todo-poderoso, é moralmente responsável por encorajar o assassinato de inocentes. No entanto, paradoxalmente, tanto a religião judaica, cristã ou muçulmana foram fundadas com base em não matar ninguém em nome de Deus. Não deveria a história de Abraão ter sido contada ao contrário?




    Os seguidores de Abraão dizem que Deus estava a testar-lo. Nesse caso, o teste era obedecer ao comando mais vil de todos sem o por em questão. Na verdade, não seria o Diabo que estaria a testar Abraão, e o teste era ver se este estava preparado para cegamente obedecer a uma ordem e executar o mal supremo, em vez de aceitar a responsabilidade moral e pessoal pelos seus actos.








    Será que Abraão mostra qualquer consideração pelo seu filho? Será que assume a responsabilidade moral? Será que acredita que matar uma criança inocente é um acto "bom"? Ou será que não pensa nas consequências, mas simplesmente obedece como uma maquina programada? Não será isso mesmo que se pede a todos os seguidores de Abraão, portanto da religiões monoteístas: nunca pensar e comportaram-se como autômatos obedientes? Desprezam assim tanto a liberdade? Implicitamente o que as religiões fazem-nos crer é que o livre-arbitro humano é a causa do mal. 




    Dizem que a humanidade nunca deveria ter comida do fruto da Árvore do Conhecimento, mas permanecer absolutamente obediente a Deus, única entidade a definir o bem e mal. Porque razão essas três religiões veem em Abraão uma fonte de inspiração e não um psicopata? Os milhões de cristãos, muçulmanos e judeus, descendentes de Abraão, consideram-no intrinsecamente "bom" por obedecer a qualquer ordem de Deus, sua obediência cega, sem escolha moral, faz dele apenas uma maquina programada. 




    O Abraamismo é o credo da absurda obediência escravizadora a um mestre irracional poderoso. Os adeptos dessas religiões são apenas guiados pelo terror da possível pena infligida por Deus, por desobediência, como as punições infinitas no inferno. Deus faz valer a sua vontade através do  Terror. É um dos seus trunfos. A ser assim, esse Deus tem os mesmos princípios que o diabo. 



    Poderá qualquer pessoa sã e racional imaginar uma religião de amor, compaixão, bondade, perdão e paz que foi fundada na imagem de um pai, de pé sobre seu filho pronto para mergulhar um punhal dentro dele a mando de Deus? Tem de se ter uma mente moralmente doentia para imaginar e aceitar que qualquer religião benevolente poderá ter tais fundamentos, e ser baseada no terror. 





    Tradução e adaptação livre de Octopus de um excerto de um texto publicado em: http://www.armageddonconspiracy.co.uk/









    sexta-feira, 4 de novembro de 2011

    Como criar revoluções "espontâneas"

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    Estamos a viver a época das revoltas populares espontâneas. Primeiro foram a revoluções coloridas nos países de Leste, depois a primavera árabe e mais recentemente os movimentos 15 de Outubro e Occupy Wall Street.


    Analisando estas revoltas, chegamos à conclusão que têm muito pouco de espontâneas, que foram planeadas de longa data e que são perigosamente manipuladas pelos Estados Unidos.



    "Em política, nada acontece por acaso, se algo acontecer, você pode apostar que foi planeado dessa maneira". (Roosevelt)



    Nota importante: este texto não pretende, de forma alguma, desacreditar todos aqueles que participaram e apoiam de maneira genuína os movimentos que seguem, destina-se ao contrário a evitar a sua possível manipulação.






    Revoluções coloridas
    Símbolo sérvio do Otpor



    Primeiro, tivemos em 2000 a revolução do 5 de outubro na Sérvia que conduziu à queda de Slobodan Milosevic. As manifestações foram convocadas pelo movimento OTPOR, que quer dizer "Resistência" em sérvio.


    Este movimento irá fundir-se com o partido democrático do novo presidente eleito, Boris Tadic. Alguns militantes, dos quais Ivan Marovic e Srdja Popovic decidem fundar o CANVAS, de que iremos falar mais tarde, destinado a exportar técnicas de não-violência para outros países.




    Em 2003, temos a revolução das rosas na Geórgia, apoiada por um movimento de resistência cívica, o KMARA, que levou à queda de Édouard Chevardnadzé. Curiosamente, ou não, o símbolo deste movimento é o mesmo que o do Otpor.





    No ano seguinte, em 2004, temos a revolução laranja na Ucrânia que colocou no poder Viktor Louchtchenko. Essa revolução foi instigada e apoiada pelo movimento PORA, um movimento cívico da juventude. Mais uma vez, o símbolo é o mesmo. Esta organização foi fundada com a ajuda financeira de George Soros.




    Símbolo do Kelkel

    Em 2005, foi a vez da revolução das tulipas no Quirguistão, apoiada pelo movimento de jovens do Kelkel, também ele financiado por Soros.






    A "primavera árabe"



    Mais tarde, temos a chamada primavera árabe, iniciada no Egipto. Na origem da revolta temos o movimento da juventude 6 de abril. Mesmo símbolo que o das revoluções anteriormente descritas.


    Este movimento foi criado e financiado pelas fundações americanas National Endowment for Democracy (NED),  International Republican Institute (IRI) e  Freedom House (FH).


    O objectivo oculto de todas estas revoluções é fomentar revoltas populares e utilizar esses movimentos de protesto para depor um governo existente que por alguma razão já não serve os interesses americanos, e substitui-lo por outro pro-americano, ou seja um regime fantoche.






    O que é o CANVAS?



    CANVAS (Center for Applied Non Violent Action and Strategies) foi o que resultou do movimento sérvio OTPOR e tem por finalidade por em prática o que foi desenvolvido por esse em termos de movimentos de protesto não-violento.


    Uma estrutura desta dimensão, presente em 40 países, necessita de meios financeiros consideráveis. Oficialmente, CANVAS não recebe dinheiro de nenhum governo, apenas é financiado por ricos filantropos (como George Soros!), que mais não querem do que construir um mundo melhor. 


    A realidade é bem diferente, grande parte do dinheiro provém do International Republican Institute e do Freedom House. O International Republican Institute é uma organização política ligada ao partido Republicano americano financiada pelo governo federal. Trata-se de uma organização de fachada da CIA. O Freedom House tem como objectivo a exportação dos valores americano no mundo, é dirigido por James Woolsey, director da CIA entre 1993 e 1995.


    Nesta condições, é difícil não ver nestas acções, de revoltas "espontâneas", uma manipulação americana nos países onde o VANCAS opera. Este facto nunca é referido nos media como foi o caso em relação às revoltas coloridas ou às primaveras árabes. 




    CANVAS no movimento Occupy Wall Street




    CANVAS e Anonymos (outra organização nebulosa) estão activamente implicados no movimentos Occupy Wal Street. Um dos porta-voz deste movimento é, nada mais nada menos de que Ivan Morovic, líder do CANVAS.


    A maioria dos movimentos de revolta popular espontânea pouco têm de acontecimentos revolucionários, são cuidadosamente preparados de longa. Parece que as pessoas vão simplesmente para rua, mas não passa na grande maioria dos casos do resultado de meses ou anos de preparação. 


    Pode levar muito tempo até se atingir o ponto em nascem manifestações e greves de grande envergadura, mas uma vez iniciadas, em poucas semanas vão desencadear-se verdadeiras revoltas, nas quais a cronologia e a sucessão foi planeada detalhadamente.









    http://www.canvasopedia.org/

    http://www.iri.org/


    http://www.freedomhouse.org/


    http://occupywallst.org/
     

    quarta-feira, 2 de novembro de 2011

    A face oculta do movimento dos "Indignados"

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    O movimento dos "Indignados" é visto como espontâneo, justo e simpático. Desde o início atraiu muitos cidadãos de boa fé, em especial os jovens. 
    Na realidade o movimento poderá ocultar objectivos que nada têm de indignação.





    Nota importante: este texto não pretende, de forma alguma, desacreditar todos aqueles que participaram e apoiam de maneira genuína o movimento dos Indignados.



    Alguns factos levantam algumas suspeitas:


    1º - O lançamento de um livro banal, mas que beneficiou de um marketing elaborado.



    Foi o livro, "Indignai-vos!" de Stéphane Hessel, que inspirou o nome do movimento. Trata-se de um pequeno livro de poucas paginas, de leitura fácil, e que mais parece um panfleto. Foi escrito com base nas várias declarações de Stéphane Hessel, de 93 anos, herói da Resistência francesa.


    Este livro, escrito de uma forma muito simples, propõe a indignação como atitude legítima, mas é uma decepção quanto ao conteúdo e ás soluções que pura e simplesmente não são referidas. A única atitude clara que propõe é uma indignação pacífica.


    Este livro beneficiou de uma promoção mediática extraordinária e de uma rede de distribuição excepcional em todo o mundo, tendo sido vendidos milhões de exemplares.


    A pergunta que impõe é: porque é que um livro banal, extremamente fácil de ler, sem qualquer analise de fundo, beneficiou de tamanha publicidade? Quem está por trás desse marketing?


    Este verdadeiro manifesto parece ter sido escrito por especialistas em marketing com o objectivo de criar um movimento que se indigna, sim, mas que não apresenta soluções, apenas preconiza manifestações e ocupações pacíficas. No fundo, essas são óptimas panelas de escape para o povo que poder estabelecido agradece, evitando assim revoltas populares.



    2ª - A mediatização internacional de que este movimento beneficiou.

     
    O livro de Stéphane Hessel beneficiou, além de uma promoção internacional pouco comum, de uma mediatização política e mediática extraordinária.


    Curiosamente, o movimento dos Indignados não se iniciou em França, como teria sido lógico, mas sim em Espanha, mas logo nos primeiros dias teve uma cobertura mediática internacional pouco habitual. Todos nós sabemos, que os movimentos que se opõem ao "Sistema" têm uma dificuldade extrema em ser tema de destaque nos media.



    Mais uma vez, a pergunta que se põe é: como é que o movimento dos Indignados teve em poucos dias um acesso tão facilitado ao meios de comunicação social? Quem está por trás dessa mediatização?




    3º - O movimento dos Indignados continua sem analisar profundamente os problemas e sem propostas concretas.


    O movimento continua sem qualquer analise económica e política de fundo. Apesar de questionar o poder financeiro, o papel real dos Estados Unidos na crise e nas guerras em curso ou o papel determinante da NATO ou da União Europeia na política actual, não são postos em causa.


    Este movimento cultiva sobretudo o protesto pacífico e sugerem uma governação mundial para por fim aos problemas económicos e sociais actuais.


    A pergunta que se coloca é: quem é que tem mais interesse em cultivar um movimento pacífico que serve de escape ás possíveis revoltas populares? Quem é que tem interesse em desenvolver a ideia de uma governação mundial para "resolver" os problemas actuais?






    Um movimento consensual, até para as grandes fortunas.


    Não deixa de ser preocupante o facto de pessoas como George Soros, Warren Buffet ou o CEO da General Electric apoiarem o movimento dos Indignados. Poderemos ter assim, milhares de participantes sinceros nestes movimentos que poderão estar a trabalhar, na realidade,  para o contrário das ideias em que acreditam.




    Por trás do movimento "15 outubro"


    No dia 15 de outubro, o movimente estende-se a todo o planeta, pela primeira vez na história mundial mais de 15 milhões de pessoas, em mais de 60 países, desfilaram para uma mudança global. O site oficial do movimento é: "http//15october.net/". Se visitar-mos o site "http//who.godaddy.com/", a base de dados do registo de todos os sites no mundo, até ao dia 18 de outubro, o titular era:

    « Paulina Arcos
    866 United Nations Plaza
    Suite 516
    New York, New York 10017
    United States »


    Quem diabo será Paulina Arcos? Esta é a mulher de Francisco Carrión Mena, representante permanente do Equador e presidente de um comité especial da ONU. Curioso, será que, a ONU está por trás deste movimento?


    Mas, as surpresas não ficam por aqui. A morada 866 United Nations Plaza New York também é a morada de Lucis Trust.



    O que é o Lucis Trust?


    No seu site oficial, descreve as suas actividades como sendo de promoção da educação do pensamento humano com vista a a por em prática valores e princípios espirituais para a construção de um a sociedade mundial estável e interdependente.

    Símbolo de Lucis trust New Age


    Lucis trust é uma empresa sem fins lucrativos, criada em 1920 em Nova Iorque, por Alice Bailey e o marido Foster, com a finalidade inicial de promover os 25 livros esotéricos escritos por Alice Bailey.


    Inicialmente a empresa chamava-se "Lucifer trust", mas por razões óbvias, o nome foi mudado mais tarde para o actual: Lucis Trust.


    Em 1932, essa empresa fundou o "Movimento Mundial da Boa Vontade", este foi reconhecido pela ONU como uma ONG, e está presente nas sessões da ONU como membro do Conselho Económico e Social da ONU.



    Quem está por trás do movimento "Occupy Wall Street"?



    Segundo jornalistas de investigação da agência Reuters, por trás de Occupy Wall Street estará, nada mais nada menos de que George Soros. Este homem de 81 anos possui a sétima maior fortuna dos Estados Unidos, avaliada em 22 mil milhões de dólares.


    Apesar de negar qualquer intervenção nesse movimento, os jornalistas da Reuters descobriram que uma organização com sede no Canadá, Albusters, estava a preparar uma campanha extremamente sofisticada de uma "ocupação" pacífica de Wall Street, à semelhança dos movimentos das primaveras árabes.


    Adbuster é financiada por George Soros. Entre 2007 e 2009, este duou 3,5 milhões de dólares ao centro Tides, uma organização que serve de ecrã para a distribuição de fundos da qual faz parte Adbuster que terá então recebido nesse mesmo período 185 000 dólares.


    A ideia do movimento Occupy Wall Street terá sido preparada a partir do dia 13 de julho, segundo um dos fundadores de Adbuster, Kelle Lasn.


    Recentemente, Mikhail Gorbachev, personagem que se tornou extremamente influente na ONU e membro do Lucis trust, disse que Occupy Wall Street representava o sinal de uma Nova Ordem Mundial. Mikhail Gorbachev é o fundador do chamado "Forum do Milénio" e a sede dessa organização situa-se no...866 United Nations Plaza, Suite 120, New York. Coincidência?




    Finalmente, mais um pormenor:
    o site do "movimento 15 outubro"mudou no dia 19 de outubro para:

    DomainsByProxy.com
    15111 N. Hayden Rd.., Ste 160, PMB 353
    Scottsdale, Arizona 85260
    Estados Unidos

    Russell Simmons, milionário americano e Jimmy Wales, co-fundador de Wikipédia (mais uma coincidência) também apoiam o movimento Occupy Wall Street





    http://www.lucistrust.org/

    http://infoguerilla.fr/?p=12365#more-12365

    http://15october.net/

    http://who.godaddy.com/

    http://www.ipsgeneva.com/directory/Detailed/142.html

    http://www.reuters.com/article/2011/10/14/us-wallstreet-protests-origins-idUSTRE79C1YN20111014