terça-feira, 8 de novembro de 2011

Quando Deus pede o impensável a Abraão: matar o filho

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Adorado por milhões de cristãos, muçulmanos e judeus, Abraão recebe a ordem de Deus para matar o seu filho, ordem essa que ele aceita. Esse consentimento para o assassinato é perverso e criminal, no entanto, Abraão é visto por estas religiões monoteístas como uma referência de devoção.



Como conceber que Deus mandaria um pai matar o seu próprio filho, quando qualquer pai daria a sua própria vida para salvar o seu filho? Este mandamento tirânico é simplesmente uma impossibilidade moral, uma vez que refuta todos os códigos morais concebíveis. Se matar o seu próprio filho inocente é "bom", então o que na terra constitui o "mal"?


Sendo essa ordem doentia, então os 3,5 milhões de seguidores de Abraão deveriam ser classificados de doentes e perversos.






A versão islâmica do sacrifício de Abraão é ainda mais terrível do que o conto judaico. Alá ordena que Abraão mate o seu filho Ismael, enquanto Satanás pede a Abraão para poupar a vida do menino. .A mãe de Ismael estava presente quando Abraão estava prestes a matar o seu filho, e nada fez para o impedir. Por três vezes Abraão afasta Satanás atirando-lhe pedras.



Todos os anos no Hajj na Meca, mais precisamente em Mina os peregrinos atiram contra três bétilos (pedras que eram adoradas como divindades nos tempos pré-islâmicos). A maior delas, Jamarat al-Kubra, representa hoje Satanás. O acto tem como simbologia o desejo de se renunciar ao mal e exaltar o Deus único. Mas neste episódio, quem é o "bom" e quem é o "mal"? Aquele que ordena um assassinato ou aquele que implora para que uma vida seja poupada? 




É essa história nauseante de ódio dos país para com os seus filhos inocentes que é comemorado pelos seguidores das religiões monoteístas. Como pode haver qualquer debate moral quando a resposta é óbvia: adoram um assassino, não um Deus da Vida. Sendo ele todo-poderoso, é moralmente responsável por encorajar o assassinato de inocentes. No entanto, paradoxalmente, tanto a religião judaica, cristã ou muçulmana foram fundadas com base em não matar ninguém em nome de Deus. Não deveria a história de Abraão ter sido contada ao contrário?




Os seguidores de Abraão dizem que Deus estava a testar-lo. Nesse caso, o teste era obedecer ao comando mais vil de todos sem o por em questão. Na verdade, não seria o Diabo que estaria a testar Abraão, e o teste era ver se este estava preparado para cegamente obedecer a uma ordem e executar o mal supremo, em vez de aceitar a responsabilidade moral e pessoal pelos seus actos.








Será que Abraão mostra qualquer consideração pelo seu filho? Será que assume a responsabilidade moral? Será que acredita que matar uma criança inocente é um acto "bom"? Ou será que não pensa nas consequências, mas simplesmente obedece como uma maquina programada? Não será isso mesmo que se pede a todos os seguidores de Abraão, portanto da religiões monoteístas: nunca pensar e comportaram-se como autômatos obedientes? Desprezam assim tanto a liberdade? Implicitamente o que as religiões fazem-nos crer é que o livre-arbitro humano é a causa do mal. 




Dizem que a humanidade nunca deveria ter comida do fruto da Árvore do Conhecimento, mas permanecer absolutamente obediente a Deus, única entidade a definir o bem e mal. Porque razão essas três religiões veem em Abraão uma fonte de inspiração e não um psicopata? Os milhões de cristãos, muçulmanos e judeus, descendentes de Abraão, consideram-no intrinsecamente "bom" por obedecer a qualquer ordem de Deus, sua obediência cega, sem escolha moral, faz dele apenas uma maquina programada. 




O Abraamismo é o credo da absurda obediência escravizadora a um mestre irracional poderoso. Os adeptos dessas religiões são apenas guiados pelo terror da possível pena infligida por Deus, por desobediência, como as punições infinitas no inferno. Deus faz valer a sua vontade através do  Terror. É um dos seus trunfos. A ser assim, esse Deus tem os mesmos princípios que o diabo. 



Poderá qualquer pessoa sã e racional imaginar uma religião de amor, compaixão, bondade, perdão e paz que foi fundada na imagem de um pai, de pé sobre seu filho pronto para mergulhar um punhal dentro dele a mando de Deus? Tem de se ter uma mente moralmente doentia para imaginar e aceitar que qualquer religião benevolente poderá ter tais fundamentos, e ser baseada no terror. 





Tradução e adaptação livre de Octopus de um excerto de um texto publicado em: http://www.armageddonconspiracy.co.uk/









7 comentários:

  1. Essa colocação é ridícula, pois Deus sabia que não seria necessário Abraão matar seu filho, porque ele próprio enviaria outro sacrifício, na verdade Deus queria provar a fidelidade de Abraão.É bom entender as escrituras antes de falar bobagens.

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  2. Mas, para mostrar a sua fidelidade, Abraão teve que aceitar a ordem de assinar o seu próprio filho, o que o torna um assassino.

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  3. Mais uma vez, excelente artigo! Parabéns.
    Mas lá está, cada um interpreta como pode... O conhecimento é a maior e mais bela arma contra a tirania!
    Continua o bom trabalho.

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  4. Anónimo: Essa colocação é ridícula....

    Meu caro idiota, se Deus é onisciente, no mínimo deveria saber se Abraão era fiel ou não. Não acha?
    kkkkkkkkkkkkk

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  5. Efectivamente Alex bate no ponto.
    Para quê Deus havia de testar Abraão se Ele sabe tudo? E se o objectivo era testar Abraão, porquê envolver um inocente na questão? Deus poderia ter pedido que Abraão se atirasse de um penhasco por exemplo...

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    1. As respostas às perguntas de Deus não são para ele, sendo o criador e sendo onisciente, conhece o ser humano e sabe o futuro, então quem sobra nessa história sem conhecer o ser humano? O próprio ser humano. Falando em Deus falamos de fé, e esta é uma decisão motivada e alimentada por experiências transcedentais (acho que é assim que escreve), e por tanto, o pedido (ordem, né) de Deus proporcionou a experiência que tornou Abraão conhecido como o Pai da Fé. O "teste de fé" não era pra Deus, era pra ele mesmo, e por conseguinte, para seus descendentes e, digamos, seguidores, como exemplo da confiança depositada em Deus. Se nada disso lhe fizer sentido, pense no que significava o sacrifício de animais também INOCENTES, afinal era essa a ideia, um inocente pelo culpado, senão seria sacrifício ou punição? Em resumo, era sacrifício, na época "sancionado" por Deus e pelo, por assim dizer código moral da época, como um assassinato justificado. Afinal, surgiram outros "assassinatos": apedrejamento, enforcamento, crucificação... dá pra entender agora que era um assassinato sim, mas com esse contexto todo que muda tudo, caro idiota?

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  6. Deus pode estar testando voçêis agora, e ai daquele que duvidar das coisas dele.

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