terça-feira, 3 de novembro de 2015

Portugal à deriva...

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Tendo conquistado a democracia em 1975, após um período revolto com grandes esperanças de novos horizontes, rapidamente Portugal se tornou vítima dos antigos grupos económicos que dominavam o Estado Novo.




Os políticos eleitos depressa se tornaram reféns das oligarquias que dominavam um Portugal triste e melancólico da sua história imperial.


Desde então Portugal foi sempre dominado por governos sem visão de futuro, sem soluções, sem visão a longo prazo, apenas representado por políticos que se aproveitarem do sistema vigente para perpetuarem mais do mesmo com um cheiro a democracia.


Alienados pelos media, ao serviço do poder, foram votando julgando que o seu vote iria servir para mudar o sistema quando eles próprios estavam a votar no próprio sistema.


Portugal tornou-se numa democracia cansada incapaz de gerar novos horizontes. Limita-se a eleger mais do mesmo.


Atualmente com um presidente incipiente, um governo autoritário e insensível prepara-se para uma nova fase de um suposto governo de esquerda, como se isso representasse alguma coisa, como se os valores de esquerda e direita fizessem algum sentido hoje em dia.


Longe vão em que ideais de esquerda e direita faziam sentido. Esses já não existem, o que existe são os ditados da União Europeia e das multinacionais que tomarem as rédeas do poder. A União Europeia dita as suas leis inquestionáveis e as multinacionais, com lucros superiores aos dos próprios Estados, ditam as suas conveniências.


O governo maioritário eleito vai ser derrobado na Assembleia da Répública, irá ser empossado uma suposta coligação de "esquerda", mas não vamos esquecer que o Partido Socialista não é uma partido de esquerda, é um partido dos governos que nos têm governado.


A sede de poder irá conduzir a mais do mesmo, os mesmos que nos têm governado nestes quarenta anos de democracia. Os Estados europeus não são e nunca poderão ser democrátas são os vassalos das regras da União Europeia e das grandes oligarquias mundias.


Passsada a euforia, tudo voltará ao mesmo: um Portugal triste, bem comportado e sem prjectos reais de futuro.









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2 comentários:

  1. "Atualmente com um presidente incipiente, um governo autoritário e insensível prepara-se para uma nova fase de um suposto governo de esquerda, como se isso representasse alguma coisa, como se os valores de esquerda e direita fizessem algum sentido hoje em dia.


    Longe vão em que ideais de esquerda e direita faziam sentido. Esses já não existem, o que existe são os ditados da União Europeia e das multinacionais que tomarem as rédeas do poder. A União Europeia dita as suas leis inquestionáveis e as multinacionais, com lucros superiores aos dos próprios Estados, ditam as suas conveniências."------Completamente de acordo com essa análise.E mais haveria para dizer sobre isso.

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