quarta-feira, 26 de setembro de 2012

As tácticas do FMI para sugar os países credores

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As novas instâncias internacionais, tais como o FMI, o Banco Mundial e o Banco de Colonização
Internacional (Bank of International Settlement), foram criados para estender a supremacia da
economia do planeta inteiro. 


 As contribuições que cada nação deve pagar anualmente são da ordem de bilhões. Se uma nação tiver problemas para pagar sua contribuição, são os operários os mais atingidos eque se ressentem do problema. Atualmente o FMI procura, sob a ordem dos banqueiros internacionais,os meios para controlar toda a economia mundial.



O membro do “Comitê dos 300” Harold Lever fez uma proposta conhecida pelo nome de “Plano
Ditchley”. Segundo o plano Ditchley, a política financeira e monetária dos Estados Unidos passaria, ao
largo da lei, para o controle do FMI. Esse plano permitiria ao FMI reunir no Banco Mundial todos os
bancos centrais das diferentes nações.


Em 1982, os mais eminentes bancos de Wall Street e o governo dos Estados Unidos decidiram de
comum acordo impor a cada país devedor as pesadas condições de reembolso que foram colocadas pela
Kissinger Associates Inc. (o conselho de direcção é composto de Robert O. Anderson, magnata do
petróleo e presidente do instituto Aspen, do ex-secretário de estado das relações exteriores de Thatcher,
Lorde Carrigton e de Lorde Roll of Ipsden, diretor do Bank of England e do Banco S. G. Warburg).


O FMI, o Federal Reserve Bank e o Bank of England devem assegurar o papel de “polícia mundial” para recuperar as dívidas. A América teve a idéia de colocar o FMI, conhecido pela sua intransigência, no centro de todas as negociações de dívidas.


As condições do FMI foram elaboradas pelos representantes do FMI Irving Friedman - o que lhe
valeu uma posição elevada no Citibank.



Os capitais do Fundo Monetário Internacional (FMI), representaram para os países uma espécie de isca.
Quando as dificuldades de um país são detectadas, os especialistas do FMI mostram-lhe o que é
preciso que seja absolutamente mudado. Eles declaram em seguida ao país endividado que se ele quiser
mesmo obter qualquer crédito que seja de um banco estrangeiro, ele deve reduzir suas importações ao
mínimo necessário. Ele deve também fazer baixar de forma drástica as despesas de Estado e
principalmente todas as subvenções para a alimentação básica e outras concessões para as pessoas
carentes. A condição sine qua non é sempre desvalorizar a moeda. Isto aparentemente para que as
exportações fiquem mais baratas e se tornem, assim, mais competitivas no mercado mundial.


Mas, na verdade, o preço das importações elevavam-se e as dívidas aumentavam. Este é o primeiro
passo. O segundo consiste em obter do país que ele consinta em um vasto programa de conversão de
dívidas. Era então que os bancos credores asseguravam-se da futura penhora sobre o país endividado.
Eles contavam, além disso, com os pagamentos dos lucros e das amortizações. O FMI tornou-se a
polícia ecónomica internacional dos grandes bancos privados. Um após outro, os países devem negociar
as condições de reembolso com o FMI e os bancos do grupo Ditchley.


Segundo informações do Banco Mundial, os bancos credores privados receberam de 1980 a 1986 o
equivalente a US$ 326 bilhões como pagamento de juros de 109 países devedores. No mesmo período,
US$ 332 bilhões foram reembolsados. Foi assim que as dívidas de US$ 658 bilhões foram pagas, sendo
que o montante original das dívidas era de US$ 430 bilhões. Apesar disso, os 109 países deviam ainda
US$ 882 bilhões aos bancos credores.


Essa ação conjunta de lucros demasiado elevados e de valor de câmbio oscilante mergulha os países num
emeranhado de dívidas inestimáveis, que é lucrativa para os bancos.



Fonte: Sociedades Secretas de Jan Van Helsing Capítulo 42
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2 comentários:

  1. Meu querido amigo,

    Lucro para os bancos? E que lhes interessa mais lucros?! Eles querem é o controlo do planeta e das pessoas!!

    Globalização é a formação de uma política de «autoritarismo democrático», que se comporta de forma flexível para o exterior, (frente aos mercados mundiais) e de modo autoritário perante o interior (cidadãos); criando-se um «clima liberalista» e consequentemente um clima de terrorismo.

    Lá vou eu ter que parafrasear de novo um grande capitalista: O Onassis:

    "A partir de um certo ponto, o dinheiro deixa de ser o objetivo. O interessante é o jogo".

    Muito esclarecedor esse artigo. Obrigada.

    Um beijo

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    1. Fada,

      Tens toda a razão, a partir de um certo ponto, o dinheiro não conta, o que conta é o poder, poder pelo poder, ter sempre a sensação de mais poder, é como uma droga, estás agarrado, sempre mais pelo simples facto que não chega.

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