Octopus

A rádio, os jornais, a televisão não vos contam a verdade. Sobre qualquer informação faça a seguinte pergunta: "Quem beneficia com isto?". Procure pontos de vista diferentes, pense por si. Agora sim, retome a notícia.


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Médico de Clínica Geral. Estudos em França com obtenção do Baccalauréat em Ciências Políticas e Económicas pela Universidade de Paris. Línguas: francês, português, inglês, espanhol, mandarín e árabe. Estuda Língua e Cultura Árabe. Interesses: Astronomia. Diploma Universitário de Astronomie et Mécanique Celeste de l'Observatoire de Paris.
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Matar, sim, mas de uma forma "convencional"!

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Uma forma curiosa de matar é a chamada forma "convencional". Matar, sim, mas dizem as convenções, tem de ser feito de uma foram convencional. Nada de armas químicas, tem de ser uma bomba mesmo a sério.






Outra coisa curiosa é que não se pode matar populações civis, como se os soldados não fossem gente.


Perante isto, ao longo dos tempos as formas de matar foram-se alterando. Num dado contexto tudo é permitido, noutro só se pode matar certas pessoas de uma certa forma. Essas alterações têm permitido certas barbáries em detrimento doutras.


Esse contexto ajuda-nos a aceitar o que é permitido ou não, tudo em nome da matança.


Porquê priviligiar "as mulheres e as crianças". Uma morte não deixa de ser uma morte. A morte de um soldado, muitas vezes obrigado a lutar por uma causa que não entende, não deixa de ser uma morte.


A morte de um qualquer ser  nunca poderá ser banalizada, porque essa morte representa a morte de um ser único, com toda a sua história, com toda a sua vivência única. Essa morte representa a nossa própria morte.


Falar de mortes "admissíveis" representa a nossa própria morte. Nenhuma morte é admissível, seja criança, mulher ou soldado. Nenhuma morte é convencional.







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Publicada por Octopus à(s) 16:11 9 comentários:
Etiquetas: Internacional

Armas químicas: matar de uma forma diferente...

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Muito se fala de ataques de armas químicas, mas será isso muito diferente de matar de uma forma "limpa". O que é matar de uma forma "limpa"? Um bombardeamento com armas "convencionais" é mais limpa?


No campo puramente de "armas" que se consideramos "inadmissíveis", os Estados Unidos ficam muito mal na fotografia.








1- Os americanos pulverizaram 80 milhões de litros de produtos químicos no no Vietname entre 1962 e 1971




Estes produtos tóxicos destruíram culturas e vidas inocentes. Calcula-se que 400 000 pessoas foram mortas ou sofreram lesões para o resto da vida, 500 000 mal-formações de recém-nascidos e mais de 2 milhões de pessoas vítimas de cancro.




2- Israel ataca civis palestinianos com fósforo branco entre 2008 e 2009.





Esta arma química queima as pessoas até aos ossos. De início negado pelo governo, foi depois admitida. Até a ONU na faixa de Gaza foi atingida.




3- Em 2004, as forças armadas americanas atacaram iraquianos com fósforo branco.





De início os Estados Unidos recuaramo a acusação , depois admitiram que era para criar uma barreira de fumo para iluminar os alvos.




4- A CIA ajudou Saddam Hussein a massacrar curdos durante a guerra de 1988.






A CIA sabia do uso de armas químicas por parte de Saddam Hussein durante a guerra Irão-Iraque, foi durante este período que forneceu as coordenadas para os ataques a aldeias curdas matando mais de 5000 pessoas.





5- A CIA testou produtos químicos nos bairros pobres de São Louis, nos Estados Unidos.





Nos anos 50 foram instalados difusores de gases tóxicos no cimo de certos edifícios, isto no quadro da Guerra Fria. Estes deveriam criar um ecran de fume perante o inimigo. Esses gases nunca foram revelados, contudo, muitas pessoas durante este período morreram de cancro.




6- A polícia rega de gás lacrimogénio os manifestantes de Occupy Wall Street em 2011.



 Neste contexto foram utilizados gases lacrimogénios e outros que se desconhecem.



7- Em 1973, durante o ataque a Waco foram utilizadas armas químicas.






No Texas numa comunidade pacífica religiosa adventista foi utilizado um gás altamente inflamável que matou 49m homens e mulheres e 27 crianças.




8- Em 2003 o Iraque foi coberto com urânio empobrecido.






O Iraque foi atacado com milhares de toneladas de bombas com urânio empobrecido, dando origem a numerosas morte por cancro e mal-formações fetais.




9- Entre 1944 e 1945, as forças americanas mataram milhares de civis japoneses.






Essas mortes foram devidas ao napalm, um gel colante e inflamável. Esse napalm foi utilizado pelos Estados Unidos no Japão para matar mais de 100 000 pessoas e deixar milhões inválidos.





10- Finalmente, apesar das bombas nucleares não serem consideradas "químicas", elas libertam muitos componentes radioactivos que quando não matam no momento da largada, deixam milhões vítimas de cancro.












Este artigo foi baseado num artigo de Wesley Messamore publicado no:
http://www.policymic.com/articles/62023/10-chemical-weapons-attacks-washington-doesn-t-want-you-to-talk-about
Publicada por Octopus à(s) 16:01 Sem comentários:
Etiquetas: Internacional, Médio Oriente, USA

domingo, 1 de setembro de 2013

Síria: hipocrisia e banalização das guerras

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Antigamente, as guerras eram mais simples, tinham algo de inato: o mais forte atacava o mais fraco e pronto. 

Agora as guerras são uma espécie de telenovelas com antevisão dos próximos capítulos: a guerra será no próximo fim de semana. Não no próximo fim de semana não dá jeito porque os inspectores da ONU ainda estão no terreno. Vai então ser na quinta-feira, parece um bom dia. Não afinal não dá jeito porque temos que consultar o Congresso que está de férias e só volta na sexta-feira. Então será no fim de semana a seguir...




Uma guerra civil.


O que se passa na Síria é uma guerra civil (com ajuda externa é verdade) os países terceiros não têm de intervir. Bashar Al-Assad não é um santo, serão muito poucos os países que têm um santo a comandar os destino das suas nações, mas os "rebeldes" também não.


A Síria é composta por um mosaico religioso e étnico: sunitas, alauitas drusos e curdas. Apesar de minoritários (12% da população) estão no poder. Apesar de muitos sírios não gostarem de Bassar al-Assad, temem a subida ao poder dos radicais islâmicos.


Resultado disto tudo, Bassar al-Assad tem o apoio de perto de 40% da população. Com que direito moral o ocidente tem de intervir?



Um confronto regional sunita-xiita.


Os alauitas são xiitas, apesar das diferenças, muito os aproxima. Estes têm um grande poder no Líbano através do Hezbollah, e onde conquistaram o poder no Iraque graças aos americanos. Nesse campo, o Irão (xiita) tem uma grande influência e a prepotência dessa comunidade é mal aceita pelos sunitas (90% dos islâmicos). Se a Arábia Saudita e o Qatar apoiaram os rebeldes, não foi com intenção de promover a democracia, mas sim para depor um regime xiita aliado do Irão.


Nesse campo o ocidente não deve intervir. Claro que não é bem assim, vai defender os seus interesses instalados e apoiar os governos pró-americanos por eles instalados dados os negócios energéticos da região controlados por eles.



Os Estados Unidos em busca do domínio militar, sobretudo depois do "apagamento" do bloco russo, tenta impor a lei do mais forte. De facto, passando por cima de qualquer direito internacional, os Estados Unidos dominam pela força qualquer região mundial.


Dominada internamente pelo lobby sionista, apõem incondicionalmente o intruso Estado de Israel, que nenhum país árabe deseja, mas que é tacitamente tolerados pelas monarquias sunitas instaladas no poder pelos Estados Unidos que sustenta esses mesmos regimes apesar de atrasados, como é o caso da Arábia Saudita.


O Estado de Israel é apenas viável dentro deste contexto, o dia em que o castelo de cartas se desmoronar, ele cai. Alguns grandes lideres árabes tiveram essa visão, mas foram eliminados. Enquanto houverem poderes fantoches instalados no poder e aproveitarem os seus privilégios com a protecção americana, a situação irá manter-se, no dia em que os povos muçulmanos compreenderem a situação finda.


Resumindo, já não existem guerras como antigamente, pelo menos nessas sabíamos quem eram os bons e os maus. Agora temos guerras "limpas", "cirúrgicas", "humanitárias", tudo eufemismos para justificar as guerras, que por muito "limpas" que sejam implicam mortes.





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Publicada por Octopus à(s) 16:13 3 comentários:
Etiquetas: Internacional, Médio Oriente

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A Síria será abandonada por todos

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Algumas fontes ligadas ao departamento de defesa americano referem a próxima quinta feira, dia 05 de setembro, como o dia do início dos ataques dos Estados Unidos à Síria. Estes terão como alvos bases militares, bases de defesa anti-aérea, aeroportos e bases de comando.



Antes das conclusões oficiais dos inspectores da ONU no terreno, o secretário de Estado da Defesa americano já afirmou que os Estados Unidos já concluíram que o regime sírio está na origem da utilização de armas químicas.





Os Estados Unidos reforçaram a sua presença no mediterrâneo com um quarto navio de guerra armado de mísseis. Actualmente as forças em presença são as seguintes:








Os responsáveis sírios já avisaram que em caso de ataque, será criada uma coligação entre o Irão, o Iraque, o Líbano e a Síria com vista a atacar Israel.

Mas será mesmo assim? Em caso de ataque americano à Síria algum país estará disposto a ajudá-la? Aparentemente não.




Rússia:

No dia 26 deste mês, o ministro dos negócios estrangeiros russo, Serguei Lavrov, disse numa conferência de imprensa: "A Rússia não fará a guerra a ninguém, mesmo que haja uma ingerência externa de forças no conflito". "Podem deduzir isso mesmo, pela nossa posição nos últimos anos quando o direito internacional não estava a ser cumprido na Jugoslávia, no Iraque e na Líbia. Não temos qualquer intenção de entrar em guerra com quem quer que seja".
A Rússia apenas vetará uma guerra contra a Síria em caso de votação no Conselho de Segurança.



China:

A China sempre teve uma polícia externa de não ingerência. Apesar da China não ter qualquer interesse directo na zona (está mais voltada em termos energético para a África), quer manter boas relações com a Rússia, porque um dia poderá necessitar do seu vote no Conselho de Segurança. Em caso de conflito não irá intervir, apenas está disposta a vetar qualquer intervenção militar no seio da ONU.



Irão:

Principal aliado da Síria, apesar das ameaças verbais contra os Estados Unidos em caso de ataque à Síria, se estas forem limitados, não deverá intervir. Apenas em caso de alargamento do conflito é que o Irão poderá intervir, inicialmente através das milícias do Hezbollah no Líbano (apoiado pelo Irão) lançando ataque pontuais contra Israel.



Jordânia:

Tem conseguido gerir com grande diplomacia a sua situação interna e tem tentado manter uma certa distância em relação à guerra civil síria. Considerada uma aliada dos Estados Unidos, vive com a ameaça da subida ao poder de extremistas islâmicos, mas não quer servir de base de intervenção americana.



Líbano:

O Líbano vive uma grande instabilidade, com metade da sua população anti-Assad e a outra metade a favor do regime sírio apoiado pelo o Hezbollah. A sua intervenção, em caso de ataque à Síria, será limitada ao envio de combatentes pro-regime sírio, o que já faz actualmente, e eventuais bombardeamentos contra as posições dos rebeldes sírios. Só em caso de alargamento do conflito é que poderá lançar ataques limitados contra Israel.



Iraque:

Vive uma tensão interna muito grande entre sunitas e xiitas. Em caso de conflito, não deverá intervir, apesar de aliado da Síria, apenas poderá enviar pontualmente combatentes, o que já faz actualmente.



Palestina:

Não tem uma posição unânime sobre a guerra civil na Síria, tendo-se sempre demarcado de qualquer declaração publica. De qualquer maneira não dispõe de meios para intervir.






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Publicada por Octopus à(s) 08:59 13 comentários:
Etiquetas: Internacional, Médio Oriente

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Síria: do gás natural ao gás sarim

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A guerra civil criada e alimentada pelas potências ocidentais deve-de, em grande parte, pelo controlo dos gasodutos que alimentarão a Europa em gás (ver: "A guerra do gás").

Paradoxalmente, com o ataque químico à população síria, o que está em questão é outro gás, o gás sarim.





Os media são muito unãnimes e claros, o mau e sanguinário Bachar al-Assad usou armas químicas contra os seu próprio povo. Mas muitas questões ficam por responder:



- Porque é que Bachar al-Assad iria lançar um ataque com armas químicas no preciso momento em que tinha acabado de autorizar os inspectores da ONU a fazer um inquérito justamente sobre a utilização de armas químicas?


- Porquê lançar dois roquetes com armas químicas, pouco preciso, quando a aviação possui formar de lançamento mais específicas?


- Porque é que nas numerosas fotografias do massacre apenas aparecem civis e não um único rebelde, numa zona ocupada maioritariamente por soldados rebeldes e com poucos civis?


- Como é que os media conseguiram fazer as suas reportagens, quando uma zona exposta a um gás químico é inacessível durante 36 horas sem um fato especial?




A Rússia já forneceu à ONU fotografia de satélites com os dois roquetes a serem disparados de Douma, região controlada pelos rebeldes.



É chocante e o nosso cérebro não está preparado para não aceitar a possibilidade de ter sido um grupo de rebeldes a disparar contra a população com intenção de confirmar, perante a delegação da ONU, que Bachar al-Assad está efectivamente a usar armas químicas contra o seu povo.


É chocante, mas não inédito, basta lembrar os bombardeamentos de civis bósnios em Sarajevo entre 1993 e 1995 que conduziram à intervenção militar da NATO.


Estamos à beira de mais umaiminente intervenção militar "humanitária" por parte dos Estados Unidos (NATO) com a bênção da ONU.





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Publicada por Octopus à(s) 08:31 8 comentários:
Etiquetas: "Media", Internacional, Médio Oriente

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A guerra do gás

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O gás representa mais de um quarto do consumo energético da Europa e a tendência é para aumentar rapidamente. A visualização, neste caso dos gasodutos, explica muitas das guerras e tensões no Médio Oriente.






O continente europeu importa 50% do gás que consome, sendo a Rússia, a Argélia e o Qatar os principais fornecedores. Um quarto desse gás vem da Rússia, através de uma única empresa: Gazprom.









Para contornar a passagem actual do gás pela Ucrânia, a Bielorússia e a Polónia, a Rússia decidiu criar dois gasodutos, a norte o "North Stream" e a sul o "South Stream", como podemos observar, a vermelho, no mapa seguinte:




O "North Stream" é um projecto caro, dado que deverá passar por baixo do mar Báltico para atingir directamente a Alemanha. Este projecto é financiado a 51% pela Gazprom, mas também pela Alemanha, através da E. On e BASF com 20% cada.


O "South Stream" deverá atravessar a Bulgária, a Hungria e a Sérvia e transportar 63 mil milhões de m3 de gás por ano. A Servia, aliado histórico da Rússia ira ter um papel determinante, com a construção de um depósito de 300 milhões de m3 de gás para eventuais falhas de abastecimento. Este projecto é co-financiado pela italiana ENI.






Este último projecto é um concorrente directo, como podemos ver do projecto europeu de "Nabucco", a vermelho no mapa seguinte:






O gás proveniente do Azerbaijão deveria chegar até à Hungria, onde depois, seria distribuído na Europa ocidental.



No entanto, o consorcio Shah Deniz, do Azerbaijão, optou recentemente por um projecto alternativo: o "Trans-Adriatic Pipeline" (TAP), no mapa seguinte a laranja.








O projecto TAP tem a vantagem de ter uma extensão com menos 400 km de que o gasoduto de Nabucco. De qualquer maneira, apesar de concurente do projecto russo, TAP ou Nabucco terá um custo duas vezes superior ao de "South Stream" e só estará concluído em 2018 contra 2015 para o russo.





Existe um outro projecto de abastecimento europeu com o gás proveniente do Qatar, terceira maior reserva do mundo, este deverá ser encaminhado através do sul do Iraque, da Jordânia e da Síria para chegar à Turquia. Aliás, a Turquia já tem essa parte do gasoduto pronta.

A Síria é um obstáculo a esse projecto, compreende-se melhor a participação activa da Turquia e da Jordânia na queda do presidente Sírio.







Existe, finalmente, um projecto para abastecer a Europa com gás proveniente do Irão com um gasoduto que atravessa o Iraque e a Síria, onde sairia em direcção aos vários países europeus: o "Islamic Gas Pipeline":









O projecto de um eixo Irão-Iraque-Síria não é bem visto pelos americanos e seus aliados europeus, mas não projedica o projecto russo e pelo contrario compete com os projectos americanos e europeus. Este facto explica, em parte, a instabilidade criada pelos Estados Unidos na Síria, que tem neste quadro uma importância estratégica fundamental.








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Publicada por Octopus à(s) 08:30 Sem comentários:
Etiquetas: Economia, Internacional, Médio Oriente

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sindrome autoimune induzido por adjuvantes

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Recentemente, foi reconhecido um novo síndrome: o Síndrome Autoimune Induzido por Adjuvantes, com a sigla inglesa ASIA, este reagrupa actualmente quatro quadros clínicos enigmáticos: siliconose, Síndrome da Guerra do Golfo, miofascite macrofágica e reacções pós-vacinais.





Estas quatro patologias têm muitos pontos em comum, e são resultantes de uma alteração do sistema imunitário, são doenças autoimunes, doenças em que o organismo se auto-destrói.

 

Já sabíamos há muitos anos que certas infecções, certas toxinas e certos medicamentos podiam desencadear alterações do nosso sistema imunitário, recentemente descobriu-se que certos factores ambientais produziam um efeito adjuvante nesse sistema, entre outros, o silicone e o alumínio. Estes adjuvantes desencadeiam uma reacção autoimune no nosso organismo.




Mecanismo dos adjuvantes:


Um adjuvante imunológico é uma substância que aumenta a reacção imunitária a um antigénio. O adjuvante utilizado nas vacinas é preferencialmente o alumínio. Como resposta, o organismo vai produzir uma serie de substâncias algumas das quais vão destruir as células do próprio corpo (auto-anticorpos).



Vacinas.
 

Esta reacção pode levar semanas, meses ou anos a declarar-se, daí a dificuldade em estabelecer um nexo-causal entre a vacina e o aparecimento da doença autoimune. Contudo, recentes surtos, por exemplo do síndrome de Guillain-Barré (que atinge o sistema nervoso central) após uma vacinação em massa, como no caso da gripe A, sugerem uma relação de causa a efeito.



Miofascite macrofágica.
 

No caso da miofascite macrofágica, de aparecimento pós-vacinal, a presença de hidróxido de alumínio em biopsias musculares nos doentes atingidos, prova a toxicidade desse metal, utilizado como adjuvante nas vacinas.



Síndrome da Guerra do Golfo.


No síndrome da Guerra do Golfo, os militares recebiam 6 injecções da vacina contra o antrax, contendo como adjuvantes o alumínio e o escaleno. Os estudos realizados mostraram que os que adoeceram com ASIA tinham no organismo anti-corpos ao escaleno.



Siliconose.


Contrariamente ao que se pensava, o silicone (nos implantes mamários) não é um material inerte, ele também pode desencadear um ASIA.



Todos estes doentes com ASIA apresentam dores musculares, dores articulares, fatiga exagerada, alterações neurológicas e cognitivas, temporárias ou definitivas.




http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23902317

http://www.myofasciite.fr/Contenu/Divers/201007_Shoenfeld_ASIA.pdf







Publicada por Octopus à(s) 08:25 9 comentários:
Etiquetas: Lobby farmacêutico, Vacinas
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