quinta-feira, 13 de maio de 2010

Custo da visita do Papa a Portugal equivalente ao aumento do IVA



Apesar de não ser fácil fazer as contas, a visita do Papa a Portugal vai sair cara aos portugueses e isto muito à custa das tolerâncias de ponto decretadas pelo governo.


Numa altura em que vão ser pedidos mais sacrifícios financeiros à população, esta medida quando juntada aos outros custos, faz da visita papal uma despesa equivalente ao aumento de 1% do IVA previsto para estes seis meses restantes do ano em curso. Dá para pensar...




Os custos:



Nazareno do Carmo, vereador da câmara de Ourém com o pelouro de Fátima, adiantou à Lusa que no final da última reunião de trabalho da preparação da peregrinação de Bento XVI, que reuniu 24 entidades em Fátima, os investimentos em curso situavam-se “na ordem dos 500 mil euros”.



Cerca de 200 mil euros é o custo estimado pela Comissão Organizadora da visita papal para a celebração da missa no Terreiro do Paço, em Lisboa. No entanto, a mesma comissão apressou-se a explicar que este gasto deverá ser reembolsado na totalidade graças aos donativos de particulares, empresas e às verbas reunidas no peditório realizado durante a missa.



Os custos de uma tolerância de ponto são difíceis de calcular, uma vez que à redução da produtividade (por se perder um dia de trabalho) se deve juntar sempre o ganho para o comércio e turismo (quando as pessoas não trabalham têm tendência para consumir mais). No entanto, Luís Bento, professor de Recursos Humanos na Universidade Autónoma de Lisboa, estima que um dia de paragem custe ao País 72 milhões de euros. Os feriados e as pontes de 2010 (22, no total) representam 1% do Produto Interno Bruto (o que corresponde a 1,60 mil milhões de euros), nas contas deste antigo consultor do Banco Mundial. Assim se chega aos 72 milhões de euros por um dia, ou aos 36 milhões por uma tarde ou uma manhã.



Há que ter em atenção que esta tolerância de ponto foi concedida apenas à função pública, ou seja, a 12,5% da população activa. Mas seria errado calcular o seu custo apenas no que diz respeito à administração pública. "Acontece que as tolerâncias de ponto da função pública são replicadas pelo sector privado quase automaticamente, sendo muito difícil isolar os efeitos", explica Luis Bento.



Ainda não é possível apurar os custos da mobilização de 8000 agentes da PSP, da utilização do helicóptero da Força Aérea para transporte do Papa, dos aviões caça que o acompanharam, entre outros elementos.



O facto de haver zonas de exclusão aérea durante a visita do Papa não obriga ao cancelamento de voos, segundo a NAV. Logo, não há custos acrescidos.



Os 2 000 mupies, 200 outdoors de grandes dimensões e mil pendões publicitários que invadiram a região da Grande Lisboa desde o dia 5 de Maio, alusivos à vinda do Papa, terão custado cerca de 109 mil euros.






Subida da taxa do IVA de 1%:



Com a subida do IVA, os responsáveis do Ministério das Finanças têm, no passado recente, esperado uma receita média anual de 500 milhões de euros por cada ponto percentual de subida da taxa. Caso fosse aplicada a partir de Julho próximo, o Estado poderia arrecadar entre 225 e 250 milhões de euros por cada ponto de subida.











terça-feira, 11 de maio de 2010

O financiamento secreto das ONG.







Por definição as Organizações não-governamentais (ONG) são independentes dos Estados e representativas dos cidadãos. Na realidade, elas são cada vez mais subvencionadas pelos governos e financiadas por grandes empresas multinacionais.

Apesar de não ter qualquer legitimidade democrática, algumas aspiram a participarem num "governo mundial".

Quais são os reais interesses que as ONG representam?





O poder crescente das ONG.


A grande maioria dos militantes das ONG são pessoas honestas e movidas por ideais exaltantes. Muitos desses militantes provêm de organizações políticas, nomeadamente comunistas, que com a queda do muro de Berlim canalizaram os seus valores de paz e anticapitalismo para o combate ecológico.


Desde então formaram-se milhares dessas organizações e hoje em dia o Conselho Económico e Social das Nações Unidas concedeu a 3 195 ONG o estatuto de órgãos consultivos nas conferências internacionais. Nestas conferências as ONG tentam fazer prevalecer os seus pontos de vista.


Sem querer minimizar a importância social e ambiental destas organizações, algumas ONG servem para branquear a imagem de certas empresas multinacionais que as financiam e permitem a algumas dessas empresas ter um papel politico escondido. Quando são subsidiadas pelos governos, funcionam como os seus prolongamentos políticos.


Os média fazem frequentemente eco das declarações das ONG porque estas falam com paixão e entusiasmo. As ONG permitem-se criticar e julgar os políticos sem que alguém as responsabilize por isso. As mensagens subtis dos lobbies podem assim ser transmitidas pelas ONG.


Frequentemente algumas ONG emitem as suas convicções sem ter em conta os constrangimentos práticos que tais medidas criam e adoptam posições intolerantes.


Os lobbies da energia eólica financiam a maioria das ONG promotoras dessa energia. Esses lobbies são as grandes empresas de gás. Porque o que não dizem os ecologistas promotores da energia eólica é que se é verdade que é muito atractiva a produção gratuita de energia graças ao vento, quando não há vento a produção de electricidade é feito pelas centrais a gás anexas. A construção dos parques eólicos implica portanto um grande investimento em centrais a gás.




Greenpeace é financiada pelas multinacionais e grandes grupos financeiros.



Muitas das ONG referem receber apenas donativos dos seus associados, o que não é verdade. Então porquê escondê-lo. Um exemplo tipico é o caso de Greenpeace.


Hoje em dia, Greenpeace é uma poderosa organização que possui 8 barcos de grande tonelagem, 1 hidroavião, 20 barcos pneumáticos, 2 helicópteros, 1 balão de ar quente e uma lancha rápida, cuja manutenção custa 5 milhões de Dólares por ano.


Apesar de negar receber qualquer dinheiro sem ser dos seus associados, encontramos na página da internet da Rockefeller Brothers Foundation um donativo de 1 080 000 Dólares entre 1997 e 2005 para a Greenpeace ( http://www.activistcash.com/foundation.cfm/did/166), na página da Turner Foundation donativos de 1 390 000 Dólares para a Greenpeace entre 1996 e 2001 (http://groups.google.com/group/alt.global-warming/browse_thread/thread/3f7465ddb5e48a49), e a lista é longa.



Patrick Moore, fundador da Greenpeace que deixou em 1986 diz: "Durante 15 anos, cada dia que passava era contra três ou quatro coisas, acabei por realizar que também gostaria de ser a favor de qualquer coisa para variar, já era tempo de pensar em soluções em vez de estarmos sempre focalizados em problemas".


Outro fundador, Paul Watson, lamenta que o movimento Greenpeace tenha abandonado a ecologia científica nos anos 80 para adoptar uma doutrina extremista que vê no ser humano como sendo o cancro da Terra. "São extremistas que se desviaram da causa ambiental para seguirem programas que nada têm a ver com a ecologia. Dezenas de milhões de Dólares e muito tempo desperdiçado são gastos com coisas que nada têm a ver com o meio ambiente, mas sim com a desinformação e a procura histérica de fundos".








segunda-feira, 10 de maio de 2010

Trilateral: a reunião silenciada.




Nenhum órgão de informação falou da reunião anual da Comissão Trilateral que decorreu este fim-de-semana, de 7 a 9 de Maio, em Dublin na Irlanda. Em Portugal não houve uma única referencia, e na Europa a única excepção foi de um jornal independente irlandês.

Porquê este silêncio?



Este silêncio é tanto mais difícil de explicar, quando se trata de uma reunião que junta os principais decisores mundiais nas áreas da política, finança, industria...e dos média. Alguns nomes: Lucas Papademos, vice-présidente do Banco Central Europeu; Peter Sutherland, vice-présidente da Goldman Sachs International; Nigel Higgins, director gener do Rothschilds Continuation Holdings AG (RCH); e ainda o antigo presidente da Reserva Federal americana e actual conselheiro de Barack Obama, Paul A. Volcker ; o director da de Goldman Sachs Bank et antigo presidente da Federal Reserve Bank of New York, Edward Gerald Corrigan...ao todo perto de 400 personalidades ao mais alto nível.



Esta reunião da Comissão Trilateral é suficientemente importante para ter sido inaugurada pelo actual primeiro-ministro irlandês, mas não é referida em nenhum órgão de informação. No entanto, a Trilateral até tem um site na internet onde divulga a sua agenda e alguns relatórios das suas actividades. Nesse site, ficamos a saber que além desta reunião, a sua reunião anual regional europeia vai decorrer de 15 a 17 de Outubro em Bucareste na Roménia, e a sua reunião anual regional da América do Norte, de 5 a 7 de Novembro em Monterrey no México.


De qualquer maneira, podemos constatar duas coisas: primeiro que esta Comissão Trilateral existe, e não é fruto de qualquer teoria da conspiração, e em segundo lugar, que ela tem uma influência importante a nível mundial, senão nela não participavam os representantes das maiores empresas mundiais e dos políticos mais influentes.


Dada a crise económica mundial actual, seria normal que os média se interessassem nos assuntos que aí são discutidos e os divulgassem. Esta falta de transparência quanto às informações divulgadas não abona em seu favor.






sexta-feira, 7 de maio de 2010

As organizações que nos governam: a Trilateral.







Hoje, dia 07 de Maio de 2010, tem inicio mais uma reunião anual da Comissão Trilateral em Dublin na Irlanda. O que esconde esta organização meio secreta, como foi formada, quais são os seus membros e quais são os seus reais objectivo?



O que é a Comissão Trilateral:

Em 1972, perante a expansão do mundo asiático foi criada uma organização dos países industrializados chamada de Comissão Trilateral, vulgarmente mais tarde chamada simplesmente de Trilateral. Esta nasceu no ano seguinte, em 1973, sendo as suas bases semelhantes a outras já existentes como o CFR e o Clube Bilderberg.

Sendo de origem americana, a sua sede fica em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no 345 East 46th Street. Tem um site na internet onde divulga os seus membros e reuniões. Estes factos não fazem dela uma organização transparente, dado que os seus planos reais permanecem obscuros. Os seus membros são recrutados nos meios financeiros e económicos, mas também nos detentores dos média e nos políticos.

Actualmente, a Trilateral é formada por 390 membros, sendo 160 da Europa, 120 da América do Norte e 110 da Ásia Na Europa, a Alemanha tem 20 membros; a França, a Itália e o Reino Unido 18; a Espanha 12; e os restantes países de 1 a 6.


Alguns dos seus principais membros são: David Rockefeller, Zbigniew Brzezinski, Henri Kissinger, ect.


http://www.trilateral.org/memb.htm




Em Portugal:






O grupo português foi fundado em 1980, por convite do então presidente do bloco europeu Georges Berthoin, verificada que estava a condição para formar um grupo nacional europeu que é a aceitação da candidatura de adesão ao que era então a Comunidade Económica Europeia. Antonio Vasco de Mello, na altura presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, foi indicado para o Comité Executivo. Com António Maldonado Gonelha, Francisco Lucas Pires, Mário Pinto e Paulo Pitta e Cunha, preparou a reunião europeia que se realizou em Lisboa, em 29 e 30 de Outubro de 1983.


Posteriormente, com Francisco Pinto Balsemão, Ilídio Pinho, Jorge Braga de Macedo e Rui Mateus, organizou a Reunião Plenária que se realizou em Lisboa de 25 a 27 de Abril de 1992.


Em 1995, Antonio Vasco de Mello convidou Jorge Braga de Macedo (que, após interrupção por serviço público, regressara à Comissão, onde se encontravam ainda Carlos Tavares e José Lamego) para o substituir na Conselho Executivo e concordaram em propor novos membros quando um sistema de apoio fosse criado.


Foi o que aconteceu com a criação do Forum Portugal Global, uma associação de empresas criada em 1996 que deseja debater a internacionalização dos negócios, assegurando a representação dos interesses nacionais.


Pouco depois da criação do FPG, foi proposto o ingresso de três novos membros para completar a quota de 5 a que Portugal tem direito, os quais representam outros tantos sócios fundadores do FPG: António Mexia, João Menezes Ferreira e Salvador Guedes.


http://www.fpglobal.pt/pt/tril.html


Muito pouca informação sai das reuniões da Trilateral e o que sai em alguns média são as versões oficiais da comissão, os reais planos políticos e económicos permanecem secretos. Como para o clube Bilderberg, muitos dos políticos que participam nas reuniões vêm mais tarde a assumir cargos de relevo político nos seus países o que não pode ser apenas fruto do acaso.



Daqui a três semanas vai-se realizar a reunião ano do clube Bilderberg, essa organização ainda é mais secreta, dado que oficialmente não existe.

Este grupos existem, não têm qualquer vinculo democrático e são eles que constroem as orientações políticas e económicas mundiais.


A esse propósito vale a pena recordar um discurso de John F. Kennedy:


“Ao redor do mundo, uma conspiração monolítica implacável se opõe a nós. Baseia-se, primeiramente, no encobrimento para expandir sua esfera de influência. É um sistema que tem recrutado vastos recursos materiais e humanos para formar uma poderosa e eficiente máquina, que combina operações militares, diplomáticas, de inteligência, económicas, científicas e políticas. Suas preparações são ocultas do público. Seus erros são enterrados. Não vão para capas de jornais. Seus discordantes são silenciados, não aclamados.”

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Grécia: Como se cria uma crise financeira.


Muito se tem falado da dívida pública grega. Como é que foi possível chegar a este ponto? Talvez parte da resposta esteja na maneira como as dívidas são contraídas Quem está por trás desta crise? Os mesmos que dela beneficiam: os grandes grupos financeiros.




Como se contraem as dívidas:


Não é a Grécia que vai ser ajudada com os recentes empréstimos, isto é não é o povo grego, mas sim os bancos credores do governo grego é que vão ser salvos do não-pagamento das dívidas. A partir de agora são os contribuintes europeus que vão pagar a dívida grega, o dinheiro vai ser utilizado para devolver o dinheiro que os bancos lhe prestaram.


Os principais beneficiários são os bancos alemães e franceses expostos ao risco de não reaverem os seus emprestimos. Esta divida é uma pura traição política. Na realidade os bancos emprestam dinheiro que não existe, é um simples jogo de escrituras autorizadas e legalizadas pelos governos. A explicação é a seguinte...


O artigo 123 do Tratado de Lisboa proíbe ao Banco Central Europeu e aos bancos centrais dos países membros de concederem qualquer empréstimo aos paíeses da União Europeia, estes empréstimos devem ser concedidos unicamente por bancos privados com taxas de juros bastante mais elevadas. Se os estados pudessem criar o seu próprio dinheiro, como antes do Euro, as dívidas públicas seriam praticamente nulas.


O Banco Central Europeu (BCE) pode emprestar dinheiro aos bancos privados, mas não pode comprar directamente as obrigações aos Estados. Ora, as taxas de juros dos empréstimos do BCE aos bancos é de 0,5%, enquanto estes, após comprarem as dívidas públicas, cobram aos estados taxas de 3,5%.


Portanto as medidas sociais e económicas drásticas que os governos tomam para pagar as dívidas, foram na realidade criadas pelos próprios, autorizando a criação monetária privada e a obrigação por partes dos estados a que os empréstimos sejam feitos pela banca privada.


Resumindo, quem beneficia com isto? Os bancos e os grandes grupos financeiros. E não será que foram eles que desencadearam esta crise?



Uma crise especulativa.


O Wall Street Journal refere que, em Março deste ano, os grandes grupos financeiros reuniram-se para concertar uma estratégia que visava a médio prazo a desvalorização do Euro em relação ao Dólar. Há poucos meses um Euro valia 1,51 Dólares, hoje vale 1,28 Dólares. O objectivo final é de uma paridade de um para um.


No mercado cambial (Foreign Exchange), é possível ganhar muito dinheiro com esta desvalorização do Euro. Com a crise financeira europeia, foi possível com os "hedge funds", que estão na origem desta especulação, ganhar mais de 3 mil milhões de Dólares de lucro em 3 meses.


A Grécia não é o único país com défices elevados, o mesmo se passa para 23 dos 27 países da União Europeia. Perante isto os objectivos ditados pelo Tratado de Maastricht de 3% do PIB para o défice e 60% do PIB para a divida não têm qualquer fundamento económico.


A finalidade dos mercados financeiros é o fim do modelo social europeu, com redução dos salários, redução dos serviços públicos e dos direitos sociais. Os próximos países são a Espanha, a Irlanda, Portugal e talvez a Itália.








terça-feira, 4 de maio de 2010

Offshores: A viagem de uma banana.






Contrariamente ao que muitos pensam, os paraísos fiscais não servem só para branquear o dinheiro da corrupção, servem sobretudo para as grandes empresas multinacionais e os bancos fugiram aos impostos e garantirem o sigilo bancário absoluto.
Para compreender melhor o seu mecanismo, siga a viagem das bananas...




Uma empresa compra um quilo de bananas a um produtor da América Latina por 13 cêntimos Desses 13 cêntimos 12 vão para a produção e a mão-de-obra, sendo que apenas 1 cêntimo é o benefício, só este ultimo é que está sujeito ao imposto.Essa empresa "vende" o seu quilo de bananas a uma filiale com sede num paraiso fiscal, sendo as suas actividades comandadas na realidade na Europa pela empresa-mãe.


Assim ao custo inicial de 13 cêntimos vão ser somados sucessivamente em vários paraísos fiscais: 8 cêntimos de despesas de compra nas Ilhas Caimão, 8 cêntimos de despesas de serviços financeiros no Luxemburgo, 4 cêntimos de direitos de utilização da marca na Irlanda, 4 cêntimos de despesas de seguro na Ilha de Man, 17 cêntimos de despesas de distribuição nas Bermudas e 6 cêntimos de despesas jurídicas e de managment na Ilha de Jersey. Todos estes territórios estão isentos de imposto para as actividades citadas.


O nosso quilo de bananas passou de 13 cêntimos para 60 cêntimos Estes 47 cêntimos acrescentados estão livres de imposto e entretanto o preço final teve um aumento de 460%. Os benefícios ficam portanto nos paraísos fiscais e a Ilha de Jersey torna-se assim o maior exportador de bananas para a Europa, sem nunca ter visto passar uma única banana.



As maiores empresas de venda de bananas, Dole, Chiquita e Fresh del Monte, tiveram um lucro de 1,4 mil milhões de Dólares nos últimos cinco anos, no entanto apenas pagaram 200 milhões de Dólares de imposto, o seja 14%, quando o imposto nos Estados Unidos onde têm as suas sedes é de 35%. Isto só é possível porque, como vimos, possuem numerosas filiais em vários paraísos fiscais que lhes permitem a fuga aos impostos.






O mesmo se passa com a maioria das grandes multinacionais, incluído os bancos. Os benefícios são transferidos para as filiais dos paraísos fiscais livres de impostos, enquanto os custos são registados nos países de origem.






Um "problema" que ninguém está interessado em resolver...



Os offshores representam um problema bem real, dado que representam uma perda de dinheiro para os países de origem dessas empresas, sendo o consumidor final e as PME prejudicados com o aumento dos impostos para compensar as perdas.


Nestes paraísos fiscais, o branqueamento de dinheiro do crime organizado e da corrupção representa 35%, os 65% restantes são devidos a esta fraude fiscal praticada pelas multinacionais. Não é pois de estranhar que estes paraísos fiscais tenham passado de 25 nos anos 1970 para mais de 70 actualmente.


Mais de metade do comércio internacional e dos fluxos financeiros são actualmente engolidos pelos paraísos fiscais. Assim, mais de um terço das empresas inglesas não pagam imposto e nos Estados Unidos são cerca de metade.


A pequena Ilha de Jersey, com 90 000 habitantes possui 512 mil milhões de Euros distribuídos por 47 sucursais dos maiores bancos mundiais.


Em Setembro do ano passado, em plena crise financeira, durante a reunião do G20, foi afirmado que os paraísos fiscais eram inaceitáveis e que iriam acabar. Desde então nunca mais se falou do assunto. Foi imposto, para simular que existe agora alguma transparência, que os paraísos fiscais deveriam assinar, cada um, doze convenções fiscais com outros países. Das convenções assinadas, 30% são com outros paraísos fiscais!




http://www.leblogdemarcfievet.over-blog.com/ext/http://www.guardian.co.uk/business/2007/nov/06/12

http://www.marcfievet.com/article-eric-woerth-cherche-50-milliards--43670934.html

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Um ano de OCTOPUS.


Faz um ano que decidi criar um blogue em língua portuguesa para denunciar as versões oficiais das informações que todos os dias chegam às nossas casas. Tentei expor versões alternativas e mostrar que actualmente a arma mais poderosa para controlar as nossas opiniões são os próprios meios de comunicação.


São os média, nas mãos de alguns grupos financeiros que nos conduzem a tomar as decisões que julgamos tomar de livre vontade conhecedores dos factos. Essa manipulação faz de nós actores secundários de planos mais vastos do que imaginamos.


Os meus objectivos ultrapassaram as expectativas. Hoje, 60% das consultas deste blogue vêm do Brasil, 30% de Portugal, 5% de vários países sobretudo dos PALOP e 5% dos Estados Unidos muito por causa das denúncias feitas neste blogue ao lobby farmacêutico.


Ao longo deste ano tentei chamar a atenção para o facto de os meios de comunicação estarem nas mãos das Agências de Informação; são elas que fornecem a grande maioria das notícias e que controlam o que vemos, ouvimos e lemos todos os dias. Por trás delas estão poderosos grupos financeiros que dictão o que deve ser transmitido e o que não deve. O controlo é feito por grandes famílias oriundas predominantemente dos Estados Unidos e do Reino Unido. São elas que na realidade controlam o nosso planeta.


Os seus objectivos são a tomada do poder e o lucro. Instalam e desinstalam governos para atingir os seus fins. Fazem-no através de instituições aparentemente democráticas que na realidade são controladas por eles próprios. A União Europeia, com os seus órgãos executivos não eleitos, é disso um bom exemplo.


A finalidade é acabar com os estados-nação e impor uma uniformização global da economia e da política, criando crises em que os vencedores são os próprios. Em ultima análise, o objectivo final é criar instituições globais não eleitas em todos os sectores da sociedade. A OMS já controla a saúde, o FMI as finanças, a NATO o aparelho militar... Caminhamos pouco a pouco para um controlo total das nossas decisões, da nossa alimentação, das nossas deslocações.


Essas estruturas organizam-se em clubes mais ou menos secretos como o Bilderberg, mas também em clubes exclusivos esotéricos. Quando votamos julgamos estar a decidir qual o governo que escolhemos, mas essa escolha já está decidida anteriormente. Todos os presidentes da maior potência mundial, os Estados Unidos, sejam eles Democratas ou Republicanos, foram escolhidos pelos que detêm o verdadeiro poder durante reuniões como as do clube Bilderberg.


Em Portugal, Pinto Balsemão é quem decide quem vai participar nessas reuniões. Escolhe mais duas personalidades para o acompanhar e como por acaso são esses que serão mais tarde Primeiro-Ministro ou Presidente. Foi o caso de Sócrates, mas também Santana Lopes entre outros; o PS ou o PSD fazem parte de um mesmo objectivo, existindo apenas para criar a ilusão de uma escolha alternativa.


O mesmo se passa na maioria dos países, e quando alguém lhes faz frente, surge um escândalo, manifestações "espontâneas" ou golpes de estado para colocarem no seu lugar uma das suas marionetes.


Tudo o que comemos é-nos "imposto" pelos grandes grupos da indústria agro-alimentar. Os medicamentos inúteis, ineficazes ou até perigosos que ingerimos são controlados pelas grandes empresas farmacêuticas que não hesitam em inventar doenças para vender os seus produtos. As crises financeiras, como a que estamos a viver, são provocadas por estas poderosas organizações que depois vão colher os seus frutos, veja-se o caso da banca. Um dos objectivos é o empobrecimento da classe média e a sua dependência destes grupos financeiros.


O medo mantém as populações subservientes e dispostas a aceitar a redução das suas liberdades e uma globalização protectora. A criação de uma sociedade amorfa e assustada é feita através de atentados fabricados pelos próprios, como o 11 de Setembro, pandemias inventadas, como a gripe das aves ou a gripe A; mas também através da culpabilização, como o já esquecido buraco de ozono ou a mais recentemente história do aquecimento global. As religiões funcionam da mesma maneira, criando o medo e a culpa, e prometendo a nossa redenção numa hipotética salvação futura.


Somos diariamente anestesiados pelas telenovelas, pelos concursos televisivos e preparados para aceitar um futuro controlo da nossa vida privada com programas tipo"Big Brother". A dessensibilização diária perante a violência das imagens e das notícias, fazem-nos aceitar qualquer acontecimento como inevitável. Perdemos pouco a pouco o nosso poder crítico, o de questionarmo-nos: quem beneficia com isto?