sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Segurança da peregrinação a Meca nas mãos de uma empresa privada pro-Israel !

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Desde 2010 que a segurança da peregrinação anual à Meca (Arábia Saudita) é assegurada por uma empresa privada G4S, com o nome de Al-Majal G4S nesse país.


Esta revelação foi feita pelo jornal libanês Al-Akhbar. Essa mesmo empresa G4S também fornece, desde 2007, equipamento de segurança aos colonos nos territórios ocupados e participa nos interrogatórios, por vezes sob tortura, aos prisioneiros palestinianos, incluíndo mulheres e crianças, em várias prisões israelitas.


A G4S é uma empresa britânica/dinamarquesa, com sede no Reino Unido, que opera em 125 países, empregando mais de 600 000 pessoas (o segundo maior empregador privado mundial, a seguir a Walmart), é a maior empresa mundial de prestação de serviços de segurança.


G4S é responsável pela segurança de 150 aeroportos no mundo.


Neste caso,  a G4S possui milhões de dados de informações de identidade de muçulmanos que realizam a peregrinação a Meca, e essa informação pode, como é óbvio ser fornecida a terceiros.


Em consequência destes dados, a Arábia Saudita deveria corta imediatamente relações com a G4S







http://www.g4s.com.sa/en-SA/

http://www.zonebourse.com/G4S-PLC-9590209/societe/

http://www.g4s.ma/fr-MA/








sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Efeméride - o Assassinato de John Kennedy

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27 de Setembro de 1964 - após uma investigação de 10 meses foi publicado o relatório da Comissão Warren sobre o assassinato do presidente John F. Kennedy no qual se concluiu que não houve conspiração e que Lee Harvey Oswald, o suposto assassino, agiu sozinho.







No seu leito de morte em Janeiro de 2007 o ex-agente da CIA Howard Hunt (envolvido em casos-chave como o Watergate, a Baía dos Porcos e o Irão/Contra) faz a sua última confissão: “quem matou Kennedy foi um complot liderado pelo próprio Governo dos Estados Unidos apoiado numa equipa de operacionais da CIA. O depoimento, recolhido pelo seu filho John "Saint" Hunt cita em concreto uma lista de nomes (1) envolvidos na operação de assassinato. À cabeça encontra-se o vice-presidente Lyndon B. Johnson, um homem cuja carreira foi orientada por J. Edgar Hoover do FBI, quem deu directamente as ordens de execução da operação e ajudou depois a guiar a Comissão Warren para a tese do único e solitário atirador (2)




Escassas horas depois do assassinato, a bordo do Air Force One, Lyndon B. Johnson é empossado como novo presidente. No restrito staff que acompanha o acto (famoso pela piscadela de olho de Johnson) pode ver-se Jack Valenti (nº2 na foto), o amante que satisfazia as apetências homossexuais de J. Edgar Hoover, que tinha sido instalado na Casa Branca como elemento de ligação entre Kennedy e o vice-presidente Johnson (3). De facto nada se passava dentro da Sala Oval que não fosse dado a conhecer aos conspiradores. A principal razão para a decisão de abater Kennedy foca-se no seu discurso anti-Sionista contra as Sociedades Secretas (4), entre elas a mais poderosa (a Reserva Federal) ameaçada de ser impedida de continuar a emitir a moeda nacional a favor de grupos financeiros privados, leit-motiv para a entrada em cena da Mossad. Neste contexto, toda a Administração Kennedy estava cercada de poderosos delegados do Grupo Bilderberg.



Jack Valenti e Lyndon Johnson
Pela natureza das suas funções Hunt é um homem formado para mentir, manipular e aldrabar – e a sua confissão, dando crédito ao seu descrédito, teve amplas honras de difusão nos meios de comunicação. Estaria Hunt a esconder o envolvimento de certas pessoas a quem se manteve fiel, incluindo pessoas que ainda estão vivas? Certamente que sim. É qualquer coisa de verosímil num operacional caçador de escalpes, e as suas declarações só podem ser aceites com cautela e um cepticismo saudável. Apesar de tudo, o cenário descrito onde se desenrola a caça mantém um fundo de verdade. A CIA matou JFK utilizando várias personagens, reais e fictícias, mesmo de figurantes vadios que introduziu em cena para tornar a operação complexa e de investigação extremamente difícil (5)

  
Kennedy foi alvo de 129 tiros dis-
parados de 43 angulos diferentes

Apesar disso, com a profusão de provas obtidas por uma imensa multidão de testemunhas e historiadores, hoje, 50 anos depois, o crime está resolvido. Falta só conseguir que os responsáveis sejam julgados e condenados – isto é, todas as administrações norte americanas que se seguiram àquela fracção de minuto onde foi abatida a ilusão de uma América romântica, sob a mira de uma numerosa equipa de snipers.



Prescott Bush e Nixon
Além de Howard Hunt , quem mais estava nesse momento na Dealey Plaza? Frank Sturgis, David Atlee Phillips, Orlando Bosch, Guillermo Novo, o próprio Herbert Bush. Todos eles membros integrantes da “Operation 40” – e a "Operation 40" é a menina dos olhos do secretário de Estado Allen Dulles, de Richard Nixon, do depois secretário de Estado Henry Kissinger e de George Herbert Bush (depois director da CIA, vice-presidente e presidente dos EUA). Investigando qualquer um dos indivíduos da CIA envolvidos na invasão da Baía dos Porcos, é impossível ignorar ou negar as ligações directas com a criminosa família Bush (6) que se perpetuaram posteriormente em operações secretas na Indochina e na América Latina. George Herbert Bush estava profundamente conectado com um pequeno círculo de elites Texanas ligadas à Máfia, à CIA e aos grupos terroristas Alpha66 de exilados cubanos sediados na Flórida que combatem o regime revolucionário de Cuba. O principal objectivo seria atingido através da Operação Northwoods, conduzida pelo General Lyman Lemnitzer (7) que visa perpretar ataques terroristas contra norte-americanos com a finalidade de culpar Cuba e assim justificar a guerra contra o regime comunista de Fidel Castro. Naturalmente, Kennedy tinha recusado aprovar este plano criminoso que visava primeiro que tudo matar cidadãos norte-americanos.



Esta é na verdade, em linhas gerais, a história real da conspiração, cuja forma mais eficaz de ser combatida é de facto a proliferação de milhares de teorias de conspiração que, consoante o dilúvio de interpretações, ajudam a afogar a verdade.

    notas e fontes
 
 

(1) O homem que matou John F. Kennedy - Listagem dos envolvidos

(2) A teoria da "bala mágica" que atingiu três alvos duma assentada foi desmontada pelo antigo atirador especial da Marinha Craig Roberts

(3) Jack Valenti viria a tornar-se o homem mais poderoso no controlo do meio audiovisual dos Estados Unidos, ao assumir por décadas o cargo de presidente da Motion Picture Association of America. Foi o maior detractor do filme "JFK" de Oliver Stone, o qual apelidou de "uma fraudulenta e monstruosa charada", justificando-se em 1991: "Eu devo tudo aquilo que sou hoje a Lyndon Johnson. Não poderia encarar-me a mim mesmo se ficasse em silêncio permitindo que um cineasta enxovalhasse a sua memória" (fonte)

(4) Discurso anti-Sionista contra as Sociedades Secretas. Concretizando as palavras com actos, ao assinar o Decreto Executivo 11110 que passava para o Estado a emissão de moeda, Kennedy ditou a sua sentença de morte

(5) CIA operatives E. Howard Hunt and Frank Sturgis kill JFK

(6) O ódio dos Bush aos Kennedys remonta aos tempos da Lei Seca, quando os patriarcas dos dois clãs se digladiaram para abastecer ilegalmente o mercado negro de bebidas alcoólicas (ler mais

(7) O general Lemnitzer prestou serviço no "Rockefeller Committee" dando cobertura a Howard Hunt e a Frank Sturgis (ABCNews).

(8) Esta última sinistra personagem, Frank Sturgis, viria já na década de 80 igualmente a ser referenciada como envolvida no assassinato do 1º Ministro Francisco Sá Carneiro e do Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, no que ficou conhecido como o "Caso Camarate". O facto desta operação se integrar na famosa operação norte-americana "October Surprise" (cujo objecto foi o escândalo Irão-Contras, só pode significar que a natureza criminosa dos sucessivos governos em Portugal desde há 40 anos é equiparada aos seus congéneres criminosos norte-americanos, aos quais todos eles prestam vassalagem.








http://xatoo.blogspot.pt/2013/10/efemeride-o-assassinato-de-john-kennedy.html





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Anticoagulantes: continuar a preferir o Varfine

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Em certas situações de risco de trombose, é utilizado um anticoagulante.


Xarelto (rivaroxabano), Pradaxa (dabigatrano etexilato) e Eliquis (apixabano) são anticoagulantes orais, que apareceram no mercado recentemente com a finalidade de substituir o Varfine (varfarina) e as heparinas, utilizados durante décadas. A vantagem destes novos medicamentos é que não exigem os controles de rotina do INR e seu ajustamento.



Os efeitos secundários são os mesmos: risco de hemorragia, por vezes graves e que podem levar à morte. Foram identificados os seguintes factores de risco com estes novos anticoagulantes orais: insuficiência renal, pessoas idosas, obesidade, e associação com outros medicamentos, nomeadamente aspirina e anti-inflamatórios.



A toma de Varfine obriga ao constrangimento de ter que vigiar regularmente o INR, que deve-se situar entre 2 e 3, devido ao risco hemorrágico.



A toma destes novos anti-coagulantes, não tem esse constrangimento, mas em contra-partida, dada a sua eliminação ser renal, deve-se controlar regularmente a função renal, através da creatinémia, que alterada expõe os doentes ao risco hemorrágico.



O problema é que em caso de hemorragia existe um antídoto para a Varfine, a vitamina K, enquanto que no caso destes novos anticoagulantes orais, não existe qualquer antídoto.



Outro factor a ter em conta, é o preço elevados dos novos anticoagulantes orais, cerca de 10 vezes superior ao Varfine, enquanto que a eficácia é sobreponível e os acidentes hemorrágicos trágicos superior.



Na Alemanha, no ano passado foram referidos 58 mortes devido ao Xarelto e 750 efeitos secundários graves.



O Xarelto desenvolvido em conjunto pelo laboratório americano Johnson & Johnson e o alemão Bayer espera uma venda anual de 2 mil milhões de dólares.



Sem qualquer novo benefício terapêutico, um risco elevado e um custo exorbitante, é preferível continuar a utilizar o Varfine como anticoagulante oral.






http://www.prescrire.org/fr/3/31/48451/0/NewsDetails.aspx

http://www.prescrire.org/fr/3/31/47921/0/NewsDetails.aspx

http://www.cbgnetwork.de/4971.html

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Partidos políticos: o seu voto vale 12,60 euros

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Por cada voto num determinado partido, nas eleições legislativas, o partido votado irá receber, ao longo da legislatura 12,60 euros. Não admira que esta seja uma das razões pelo apelo ao voto contra a abstenção.




Este valor faz parte da lei do funcionamento dos partidos políticos, e é calculado com base de que para cada voto recebem 1/135 do salário mínimo nacional, o seja 3,15 euros por cada ano legislativo, portanto 12,60 euros ao longo da legislatura.



Ou seja, para um número de votos expressos de cerca de 5,5 milhões, os vários partidos vão receber 70 milhões ao longo de quatro anos. Mas não só os partidos representados na Assembleia da Republica recebem parte desse dinheiro, todos os partidos que obtenham mais de 25 000 votos, também têm direito. Assim, por exemplo, partidos como o PCTP recebe 150 mil euros e o PND recebe 130 mil euros.



A estes valores, pagos com os dinheiros públicos, temos de acrescentar as subvenções destinadas às campanhas eleitorais. Esta última eleição autárquica tinha um valor inscrito no orçamento de estado de 48 milhões de euros.



Além disso, os partidos políticos podem receber dinheiro de donativos privados. Neste campos existem inúmeras oportunidades de corrupção e financiamento ilegal, cujo controlo por parte das Entidades de Contas se revela na prática impossível.










  

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Matar, sim, mas de uma forma "convencional"!

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Uma forma curiosa de matar é a chamada forma "convencional". Matar, sim, mas dizem as convenções, tem de ser feito de uma foram convencional. Nada de armas químicas, tem de ser uma bomba mesmo a sério.






Outra coisa curiosa é que não se pode matar populações civis, como se os soldados não fossem gente.


Perante isto, ao longo dos tempos as formas de matar foram-se alterando. Num dado contexto tudo é permitido, noutro só se pode matar certas pessoas de uma certa forma. Essas alterações têm permitido certas barbáries em detrimento doutras.


Esse contexto ajuda-nos a aceitar o que é permitido ou não, tudo em nome da matança.


Porquê priviligiar "as mulheres e as crianças". Uma morte não deixa de ser uma morte. A morte de um soldado, muitas vezes obrigado a lutar por uma causa que não entende, não deixa de ser uma morte.


A morte de um qualquer ser  nunca poderá ser banalizada, porque essa morte representa a morte de um ser único, com toda a sua história, com toda a sua vivência única. Essa morte representa a nossa própria morte.


Falar de mortes "admissíveis" representa a nossa própria morte. Nenhuma morte é admissível, seja criança, mulher ou soldado. Nenhuma morte é convencional.







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Armas químicas: matar de uma forma diferente...

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Muito se fala de ataques de armas químicas, mas será isso muito diferente de matar de uma forma "limpa". O que é matar de uma forma "limpa"? Um bombardeamento com armas "convencionais" é mais limpa?


No campo puramente de "armas" que se consideramos "inadmissíveis", os Estados Unidos ficam muito mal na fotografia.








1- Os americanos pulverizaram 80 milhões de litros de produtos químicos no no Vietname entre 1962 e 1971




Estes produtos tóxicos destruíram culturas e vidas inocentes. Calcula-se que 400 000 pessoas foram mortas ou sofreram lesões para o resto da vida, 500 000 mal-formações de recém-nascidos e mais de 2 milhões de pessoas vítimas de cancro.




2- Israel ataca civis palestinianos com fósforo branco entre 2008 e 2009.





Esta arma química queima as pessoas até aos ossos. De início negado pelo governo, foi depois admitida. Até a ONU na faixa de Gaza foi atingida.




3- Em 2004, as forças armadas americanas atacaram iraquianos com fósforo branco.





De início os Estados Unidos recuaramo a acusação , depois admitiram que era para criar uma barreira de fumo para iluminar os alvos.




4- A CIA ajudou Saddam Hussein a massacrar curdos durante a guerra de 1988.






A CIA sabia do uso de armas químicas por parte de Saddam Hussein durante a guerra Irão-Iraque, foi durante este período que forneceu as coordenadas para os ataques a aldeias curdas matando mais de 5000 pessoas.





5- A CIA testou produtos químicos nos bairros pobres de São Louis, nos Estados Unidos.





Nos anos 50 foram instalados difusores de gases tóxicos no cimo de certos edifícios, isto no quadro da Guerra Fria. Estes deveriam criar um ecran de fume perante o inimigo. Esses gases nunca foram revelados, contudo, muitas pessoas durante este período morreram de cancro.




6- A polícia rega de gás lacrimogénio os manifestantes de Occupy Wall Street em 2011.



 Neste contexto foram utilizados gases lacrimogénios e outros que se desconhecem.



7- Em 1973, durante o ataque a Waco foram utilizadas armas químicas.






No Texas numa comunidade pacífica religiosa adventista foi utilizado um gás altamente inflamável que matou 49m homens e mulheres e 27 crianças.




8- Em 2003 o Iraque foi coberto com urânio empobrecido.






O Iraque foi atacado com milhares de toneladas de bombas com urânio empobrecido, dando origem a numerosas morte por cancro e mal-formações fetais.




9- Entre 1944 e 1945, as forças americanas mataram milhares de civis japoneses.






Essas mortes foram devidas ao napalm, um gel colante e inflamável. Esse napalm foi utilizado pelos Estados Unidos no Japão para matar mais de 100 000 pessoas e deixar milhões inválidos.





10- Finalmente, apesar das bombas nucleares não serem consideradas "químicas", elas libertam muitos componentes radioactivos que quando não matam no momento da largada, deixam milhões vítimas de cancro.












Este artigo foi baseado num artigo de Wesley Messamore publicado no:

domingo, 1 de setembro de 2013

Síria: hipocrisia e banalização das guerras

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Antigamente, as guerras eram mais simples, tinham algo de inato: o mais forte atacava o mais fraco e pronto. 

Agora as guerras são uma espécie de telenovelas com antevisão dos próximos capítulos: a guerra será no próximo fim de semana. Não no próximo fim de semana não dá jeito porque os inspectores da ONU ainda estão no terreno. Vai então ser na quinta-feira, parece um bom dia. Não afinal não dá jeito porque temos que consultar o Congresso que está de férias e só volta na sexta-feira. Então será no fim de semana a seguir...




Uma guerra civil.


O que se passa na Síria é uma guerra civil (com ajuda externa é verdade) os países terceiros não têm de intervir. Bashar Al-Assad não é um santo, serão muito poucos os países que têm um santo a comandar os destino das suas nações, mas os "rebeldes" também não.


A Síria é composta por um mosaico religioso e étnico: sunitas, alauitas drusos e curdas. Apesar de minoritários (12% da população) estão no poder. Apesar de muitos sírios não gostarem de Bassar al-Assad, temem a subida ao poder dos radicais islâmicos.


Resultado disto tudo, Bassar al-Assad tem o apoio de perto de 40% da população. Com que direito moral o ocidente tem de intervir?



Um confronto regional sunita-xiita.


Os alauitas são xiitas, apesar das diferenças, muito os aproxima. Estes têm um grande poder no Líbano através do Hezbollah, e onde conquistaram o poder no Iraque graças aos americanos. Nesse campo, o Irão (xiita) tem uma grande influência e a prepotência dessa comunidade é mal aceita pelos sunitas (90% dos islâmicos). Se a Arábia Saudita e o Qatar apoiaram os rebeldes, não foi com intenção de promover a democracia, mas sim para depor um regime xiita aliado do Irão.


Nesse campo o ocidente não deve intervir. Claro que não é bem assim, vai defender os seus interesses instalados e apoiar os governos pró-americanos por eles instalados dados os negócios energéticos da região controlados por eles.



Os Estados Unidos em busca do domínio militar, sobretudo depois do "apagamento" do bloco russo, tenta impor a lei do mais forte. De facto, passando por cima de qualquer direito internacional, os Estados Unidos dominam pela força qualquer região mundial.


Dominada internamente pelo lobby sionista, apõem incondicionalmente o intruso Estado de Israel, que nenhum país árabe deseja, mas que é tacitamente tolerados pelas monarquias sunitas instaladas no poder pelos Estados Unidos que sustenta esses mesmos regimes apesar de atrasados, como é o caso da Arábia Saudita.


O Estado de Israel é apenas viável dentro deste contexto, o dia em que o castelo de cartas se desmoronar, ele cai. Alguns grandes lideres árabes tiveram essa visão, mas foram eliminados. Enquanto houverem poderes fantoches instalados no poder e aproveitarem os seus privilégios com a protecção americana, a situação irá manter-se, no dia em que os povos muçulmanos compreenderem a situação finda.


Resumindo, já não existem guerras como antigamente, pelo menos nessas sabíamos quem eram os bons e os maus. Agora temos guerras "limpas", "cirúrgicas", "humanitárias", tudo eufemismos para justificar as guerras, que por muito "limpas" que sejam implicam mortes.





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