quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

E mais uma vez...o mundo não acabou

.









Mais uma vez, as predições do suposto fim do mundo saíram goradas, era para ser exactamente no dia 21 de dezembro de 2012, o mundo tal como o conhecemos obstina-se a a não ter fim, pelo menos numa visão que ultrapassa a nossa pequenez de mortais terrestres.



Por mais de duas mil vezes profetas religiosos ou seres imbuídos de uma qualquer "revelação" anunciaram o fim do mundo, nunca deu certo. 


A nossa ânsia pelo conhecimento, tem-nos revelado que muitas das coisas que julgávamos inexplicáveis foram pouco a pouco desvendadas sem a ajuda de um qualquer ser Superior, mas simplesmente através do conhecimento, esse sim fonte de progresso.


A mulher possuída por um qualquer espírito revelou-se ser portadora de uma doença, a histeria. Já não é necessário queimar as mulheres ruivas, porque minoritárias, portadoras de todos o malefícios de uma sociedade. Já não é necessário levar o seu filho ao altar da morte para provar qualquer relação subserviente a um qualquer Deus.


Mas a mística permanece para tentar explicar o que a ainda permanece inexplicável. A morte assusta. Sabemos que vamos morrer, mas temos dificuldade em aceitar tal facto, por isso é que todas as religiões nos fazem crer que para além da vida existe qualquer coisa, que só poderá ser melhor, isso para nos fazer aceitar os sacrifícios inúteis que elas nos impõem. 


Todas as religiões propõem um mundo melhor, que não se entende porque não existe no dia a dia, dado que esses tais deuses são omnipotentes, porque não já e só depois?


Então para colmatar esses deuses todo-poderoso, aparecem ciclicamente, seres iluminados. A religiões politeísta tem vários, o que é muito prático, as religiões monoteísta julgaram ter encontrado a solução para explicar tudo: criaram um Deus único. Mas além desse tal Deus, criaram a noção do último profeta, portador da Verdade, o verdadeiro, aquele que diz a Verdade.


Temos assim Abraão o Verdadeiro na religião hebraica, Jesus o Verdadeiro da religião cristã e Maomé na religião muçulmana. Todos propõem uma vida de sacrifício em nome de um futuro melhor. Todos falam num fim do mundo "próximo" e terrível. Recentemente foram ultrapassados por pessoas ou por interpretes de factos histórico-rocambolescos que anunciam o fim do mundo próximo. Este foi mais um.


"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta". (Albert Einstein)





.


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Anarquismo e violência

.







A palavra anarquia vem do grego e significa "sem comando", mas seria limitativo reduzir-la unicamente à supressão do Estado, o projecto anarquista propõe a sua substituição por uma sociedade organizada sem autoridade. Como tal, a anarquia não é sinónimo de caos, como constantemente divulgado nos meios de comunicação social, antes pelo contrário. Também não é sinónimo de violência, apesar de muitos anarquistas a ela terem recorrido.




A violência está presente na nossa sociedade a vários níveis: o Estado, o militarismo, o patriarcado, o racismo, o sexismo, tudos provocam pequenas e grandes violências políticas, económicas, sociais ou culturais. Partido do facto de que o poder está construído, em parte, com base na violência, não faria qualquer sentido legitimar um princípio que o anarquismo justamente combate.


Existe uma corrente revolucionária não-violenta, apesar de minoritária, no seio do movimento anarquista. A própria definição de anarquismo não é simples, dado que é não baseada num pensador único ou num sistema de pensamento congelado, pelo contrário, caracteriza-se por um pensamento em constante evolução, por princípio o anarquismo opõe-se a todas as formas de absolutismo.


Esta não-violência não significa resignação ou passividade, mas pelo contrário, é um combate constante, na procura da libertação dos constrangimentos impostos pelas estruturas estatais. Essa procura de igualdade entre todos, essa ordem sem Estado, representa a liberdade.


Ser partidário da não-violência, não significa condenar os que não tem outro recurso para se libertar da opressão a não ser o recurso às armas. Não se trata portanto, de erigir a não-violência a um absoluto moral puritano, mas de encontrar, se possível, um meio para combater o opressor.


O movimento anarquista não-violente pode parecer uma forma idealista de combate, mas perante o gigantismo das forças repressivas actuais e os meios de controlo de que dispõem as estruturas autoritárias dos Estados, a escolha da violência, ela sim, pode parecer uma escolha pouco realista, tal a diferença da relação de força entre os opressores e os oprimidos.


O projecto anarquista na sua essência visa a eliminação da violência na organização social, e como tal a abolição das relações de dominação hierarquizada na nossa sociedade, institucionalizada cada vez mais de forma discreta, mas cada vez mais presente. Enquanto os movimentos políticos tem por finalidade a conquista do poder, pelas armas ou pelo voto, o movimento anarquista é o único que tem como objectivo a abolição desse mesmo poder.




.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Os jogos do petróleo no Médio Oriente


.









Porque é que países não produtores de petróleo, Israel, Síria ou Líbano, e aparentemente sem qualquer "interesse" se encontram no meio de guerras sem fim? Este mapa pode ajudar a descifrar algumas dúvidas.



O petróleo e gás natural do Qatar, do Koweit e até da Arábia Saudita, passa muito pela exportação através de países como Israel, Síria e Líbano.


Israel:

Para além da chamada terra prometida bíblica, em que esse povo teria direito a um Estado, criado à custa de um povo ancestral existente nesse mesmo território, e para além da intenção sionista de criar um posto avançado no Médio Oriente patrocinado pelos Estados Unidos, Israel é um posto de passagem para o petróleo e o gás proveniente do Qatar e Koweit.


Líbano:

Nação fustigado por numerosas guerras, a única, em que devido à sua população metade cristã e metada musulmana, tem um parlamento em que a maioria tem um primeiro ministro de ideologia oposta à do parlamento para promover um certo equilíbrio, esse país é percorrido por um oleoduto e gasoduto proveniente do Iraque/Koweit.


Síria:

Tão badalada nas notícias actuais, com um sanguinário presidente, que fez desse país um dos mais desenvolvidos do Médio Oriente, com uma democracia em que considera a mulher igual ao homem, esse país tão cobiçado, encontra-se numa linha de exportação do petróleo e gás proveniente do Iraque/Koweit.



Esses países estão na mira dos países ocidentais por serem um obstáculo à exportação de petróleo, que ficaria muito mais caro através do Canal de Suez ou contornando o continente africano.


Daí o Hamas ser um obstáculo a eliminar, daí o presidente Sírio ser um obstáculo a eliminar, daí Israel ser fundamental, apesar das sucessivas lesões e opressão ao povo palestiniano, ser um amigo.


A Realpolitik torna-se assim fundamental para os países ocidentais que vêm no Líbano um estado demasiado permissivo, na Síria um alvo a abater e em Israel um um parceiro "democrata" que luta contra o fundamentalismo árabe.


O Koweit reconquistado pelos Estados Unidos na Guerra do Golfo, quando sempre fez parte do Iraque, está controlado, foi "libertado". 


A Arábia Saudita sob domínio de uma casta apoiada pelos Estados Unidos, um dos países árabes mais ortodoxo, em que as mulheres são tratadas como objectos,  está sob controlo.


O petróleo de Baku (Azerbaijão) e a sua passagem para ocidente foi controlado pelas guerras da Geórgia que queriam supostamente a independência.


Sobra o Irão, que obstinadamente tem mantido a sua posição estratégica em termos de petróleo, não necessita forçosamente da passagem para o mediterrâneo para exportar o seu petróleo, pode fazê-lo pelo Golfo Pérsico ou através dos antigos estados da ex-União Soviética. Por isso é que é tão cobiçada, esqueçam as supostas armas nucleares.




.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Palestina sempre foi um Estado

.






A Palestina foi reconhecida como Estado observador por parte da ONU, mas a Palestina sempre existiu e deveria era ser reconhecida como Estado de pleno direito.



Os palestinianos são um dos povos mais antigos do mundo. Com a dissolução do Império Otomano, em 1922, a Palestina era reconhecida como um Estado, com um povo soberano e um território. No Tratado de Sèvres, acordo de paz entre os Aliados e o Império Otomano, o território palestiniano figura no mapa então traçado. O regime de mandatos acordados nessa altura era uma maneira de gerir o direito dos povos à autodeterminação.


O direito à autodeterminação do povo palestiniano encontra-se redigido no artigo 22 do Pacto da Sociedade das Nações (SDN), o artigo primeiro do mandato sobre a Palestina dado pela SDN refere a soberania inalienável desse povo. A Palestina era então um Estado sob mandato, mas era um Estado.


Em 1947, a ONU, que não era mais do que um clube das grandes potências, votou uma recomendação para um plano de partilha destinado à criação de uma "casa para povo judeu", na realidade era a criação de um posto avançado destinado a defender os interesses ocidentais na região.


Essa recomendação foi aproveitada pelos grupos armados sionistas para se auto-declararem como Estado, após a saída do mandatário em maio de 1948, organizando uma operação de limpeza (a "Nakba") expulsando os palestinianos das suas terras.


O próprio Conselho de Segurança reconheceu o estatuto de territórios ocupados ao território palestiniano, ao abrigo da IV Convenção de Genebra.


Hoje, 127 Estados já reconheceram a Palestina como um Estado, um Estado sob ocupação militar. Apesar da ocupação, a Palestina foi o primeiro Estado árabe a organizar eleições democráticas, só que a vitória do Hamas não era a desejada pelas potências ocidentais.


No caso palestiniano existe uma tendência mediática em misturar dois conceitos: a existência e o reconhecimento.O povo palestiniano existe, está bem vivo e é soberano, quanto ao reconhecimento esse está dependente da comunidade internacional, o que não é bem a mesma coisa.



.

domingo, 25 de novembro de 2012

Quando Deus escolhe os seus preferidos...

.











Muito se tem falado do conflito isrealo-palestiniano, mas muito pouco da origem "Bíblica" do conflito, pois aqui fica uma opinião...



Culpar o povo judeu por ser doentiamente sádico e rapace é inócuo, visto que o verdadeiro culpado é Deus, uma praga misógina pederasta e sádica.



Observem que a grande sacação da dominação é a divisão, é garantir que os oprimidos continuarão sem poder por conta da divergência ideológica.



É dividindo que se domina e a mais eficaz forma de dividir é dar privilégios TOTAIS para uns e ainda transformar esses "uns" em bedéis, delatores, polícias, os que colocam "ordem" no caos!



Evidentemente para se escolher entre os oprimidos o tipo de ser pertinente e traidor é uma arte.
E o judeu devido ao seu carater rapace, foi escolhido!! Não é porque esse povo presta, ao contrário, é porque não presta!!!



Mas o poder judaico vem da demiurguice pederasta e não da qualidade judaica, ou seja, matamos Deus e os judeus medram como erva daninha diante de plantas potentes.



A aberração divina usou o judeu de propósito, era esse povo que tinha a maior quantidade de perniciosidade na alma, ele era perfeito (ainda é!) para ser alavancado. Tal povo devido a seu carater inferior aceitaria servir o "Paitológico" em sua agenda.



No dia que a humanidade entender que o tal Deus é um lixo, aí o poder judaico vira nada, pois é fictício, oriundo da crença dos outros povos seguidores do troço Cristo, que acabam se tornando mansos e domináveis.


Como é possível venerar uma imundicie que entendeu o judeu como algo pertinente a ser "escolhido"???
Ataquemos a filosofia da desgraça e matamos os desgraçados!!!



Comentário de Vapera

"O Principezinho", sempre actual


.











O livro "O Principezinho"de Antoine de Saint-Exupéry deveria ser de leitura obrigatória para todos os que acreditam que um mundo melhor é possível.

À primeira vista pode parecer um livro para crianças, mas é muito mais do que isso, trata-se de uma obra fundamental para perceber os elos entre a amizade, o amor, a tolerância e o humanismo.




Conto poético e filosófico, este pequeno livro foi publicado inicialmente nos Estados Unidos em abril de 1943 onde estava exilado, e depois em França em 1946. Traduzido em mais de 140 línguas, é o mais vendido no mundo depois  da Bíblia. O segredo? Uma criança, um aviador, uma rosa, uma raposa, uma ovelha e uma serpente.
Em 1943, decide deixar os Estados Unidos para aderir às forças francesas livres na Argélia. O seu livro é publicado dois anos depois da sua morte.


O que muita gente retém da obra é a frase emblemática: "Adeus, diz a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração, o essencial é invisível para os olhos". Mas existe uma outra frase, tão ou mais importante do livro que é menos esotérica, "Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante".


Estas são lições de amor e tolerância que escasseiam na nossa sociedade contemporanea feita de imediatismo, consumismo e intolerância. O segredo está também na frase: "se queres um amigo, domestica-me", isto é, cria uma ligação. O outro com as suas diferença, fixado na sua aparência, aquela que muitas vezes nos querem fazer crer através dos estigmas mediáticos, só pode ser compreendido através de uma relação do mútuo conhecimento, das suas diferencias, só então podemos conhecer as suas singularidades para além das aparências. Essa "démarche" requer da nossa parte um esforço, coisa que o mundo moderno não está disposto.


O livro está cheio de referências maçónicas: o Princepezinho "visita sete planetas", " a realidade é invisível para os olhos". Para atingir um fim tem de passar por um certo número de rituais: "as estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê", "fingirei estar mal. Posso parecer ter morrido, mas não será verdade, não poderei levar este corpo no além", ...


Aos dez anos de idade, morre o seu irmão mais velho, guardará sempre com ele a sua fotografia, perda de uma amizade perdida. Em 1921 Saint-Exupéry obtém a licença de piloto, escreve: "o piloto não sente em vôo a vertigem, mas sim o trabalho misterioso da carne viva", e "a terra é tranquilizadora com os seus campos recortados e as suas florestas geométricas" e ainda, "e então escalando hora após hora esta escada de estrelas até ao amanhecer, sentimos-nos puros".


Após deixar as forças armadas, em 1926, torna-se responsável do correio de longo curso, escreve então: "Sempre gostei do deserto, sentamos-nos numa duna de areia. Não vemos nada, não ouvimos nada e apesar de tudo, existe algo radiante no silêncio. O mais belo no deserto, é que esconde um poço algures".


A rosa do Princepezinho é a rosa da maçonaria, testemunho de amor. A rosa de Saint-Exupéry era a sua mulher Consuelo a quem escrevia alguns dias antes da sua morte: "Levar-te-ei a belos países onde se esconde ainda um pouco de mistério e onde as noites são frias como uma cama...e onde se domesticam as estrelas".


Para Saint-Exupéry devem existir rituais: "têm-de existir rituais, os rituais estão demasiado esquecidos".


Tudo no Princepezinho é um percurso iniciático, as personagens "uma criança", uma "serpente" e uma "raposa" (muito humana), tal como na Bíblia onde as personagens são apenas símbolos e nunca existiram, como nas personagens de Alice no país das maravilhas, a aventura do Princepezinho é uma aventura iniciática.


A tentar racionalizar um livro tão marcante e poético como o Princepezinho, pode parecer que se está a "matar" o seu charme, mas isso é porque "as pessoas adultas não perceberam nada, e precisam sempre de explicações" e "nunca perceberam que existe sempre qualquer coisa para além das aparências" como o que existe realmente pode existir dentro do "chapéu".


Este texto é dedicado a uma pessoa muito especial que se irá reconhecer. "Se uma criança vai ter convosco, se ri, se tem os cabelos cor de ouro, se não responde quando a interrogam, advinham logo quem ela é. Então sejam meigos!  não me deixem triste: escrevam-me depressa a dizer que ele voltou"...



.
    

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Lembrete necessário aos jornalistas ocidentais, durante uma agressão israelita

.
 
 
 
 
 
 
 
 
Os 11 mandamentos dos media ocidentais



Regra número 1:

No médio Oriente, são sempre os Árabes que atacam primeiro e é sempre Israel que se defende. Chama-se a isso: retaliação.



Regra número 2:

Os palestinianos não têm direito de se defender. Chama-se a isso: terrorismo.




Regra número 3:

Israel tem o direito de matar civis árabes. Chama-se a isso: legítima defesa.



Regra número 4:

Quando Israel mata demaseado civis, as potências ocidentais chamam-lhe a atenção para não exagerar. Chama-se a isso: a reacção da comunidade internacional. 



Regra número 5:

Os palestinianos não têm direito de capturar militares israelitas, mesmo que sejam poucos, nem que seja um único.



Regra número 6:

Os israelitas têm direito de raptar todos os palestinianos que desejam. Não existe qualquer limite e não necessitam de provar a culpabilidade das pessoas raptadas. Basta-lhes dizer a palavra mágica: "terrorista".



Regra número 7:

Quando falar em "resistência", deverá sempre acrescentar a expressão: "apoiada pela Síria e pelo Irão".



Regra número 8:

Quando falar em "Israel", nunca deverá acrescentar: "apoiado pelos Estados Unidos, a França e a Europa", porque poderiam crer trata-se de um conflito desequilibrado.



Regra número 9:

Nunca falar em "territórios ocupados", nem nas resoluções da ONU, nem nas violações do direito internacional, nem nas convenções de Genebra.



Regra número 10:

Os israelitas falam melhor francês e inglês do que os árabes (?). Isso explica que eles e os seus apoiantes tenham tão frequentemente direito à palavra. Assim, podem nos explicar as regras precedentes (de 1 a 9). Chama-se a isso a neutralidade jornalística.



Regra número 11:

Se não estiver de acordo com estas regras ou julga que elas favorizam um dos lados do conflito em detrimento do outro, é porque você é um perigoso anti-semita...






Tradução de artigo de Gilles Munier
http://www.france-irak-actualite.com/article-rappel-necessaire-au-journalistes-occidentaux-lors-d-une-agression-israelienne-112652821.html