segunda-feira, 7 de maio de 2012

A investigação às redes de pedofilia silenciada pelas elites

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Da rede local às redes globais.



A antiga versão de "rede" de pedofilia era constituída, frequentemente , por um pai incestuoso que "emprestava" a sua jovem filha a um vizinho, habitualmente em troca de dinheiro ou outra coisa em troca. Esta rede tinha então uma dimensão local.


Hoje em dia, esse mesmo pai, ligado à Internet, já não se contenta de violar a sua filha, mas filma essa violação para depois a poder difundir na Internet. Esse filme é trocado por outro filme ou vendido. Para satisfazer uma clientela cada vez mais numerosa e havida de violência, este comercio utiliza milhares de crianças, muitas delas raptadas, e os filmes passaram o ser produzidos em verdadeiros estúdios fabricados para esse efeito.


Muitas das redes, existentes no mundo, colaboram activamente entre elas, a grande maioria protegidas por personagens poderosas oriundas dos meios políticos e económicos, sendo elas próprias consumidoras. Nestas circunstâncias, é fácil entender porque é que a grande maioria dos casos de detecção dessas redes é abafado. 



Um mercado altamente lucrativo.


A pedo-pornografia tem vindo a aumentar a um ritmo assustador em todo o mundo. De um ano para o outra, no Japão, por exemplo, esse crescimento é de 60%. No entanto, as leis que punem a pedofilia, são na grande maioria dos países muito benevolentes: um ano de prisão (com pena suspensa se for a primeira vez) para os que consultam esse tipo de fotografias ou filmes, e um máximo de 10 anos para os que os produzem.


A grande maioria dos casos que vêm a público são a de um ou outro pedófilo apanhado com fotografias de pedo-pornográficas no seu computador. Hoje em dia, é relativamente fácil encontrar sites que partilham este tipo de fotografias. Esta forma de "voyeurismo" desperta frequentemente, em indivíduos predispostos, a tentação da passagem ao acto, e a procura de imagens diferentes, mais violentas.


Em 2007, em França, foram detidas 132 pessoas possuidoras deste tipo de fotografias. Veio-se a descobrir que se abasteciam num único servidor e que mais de 10 000 pessoas as tinham descarregado, num total de 1,4 milhões de fotografias e 27 000 vídeos. mas isto é apenas a ponta do iceberg, porque, para existir uma tal quantidade de material têm de existir poderosas redes de pedofilia por trás.


Essas rede "abastecem-se" de crianças provenientes de todo o mundo, frequentemente da Europa de Leste, do Norte de África e da América Latina. Os Vídeos são alugados por 40 ou 50 Euros, mas alguns podem atingir 1 500 ou 15 000 Euros. Este negócio torna-se assim altamente rentável e com um risco relativamente moderado.


As técnicas para escapar à filtragem desses sites na Internet são sofisticadas, controlo e envio de spams, rotação frequente da morada do site, reenvio para site escondidos,  necessitando portanto de meios onerosos. Assim, a pedofilia também contribui para o enriquecimento de máfias que controlam esses meios informáticos, sendo que as principais se situam na Rússia.



As redes protegidas pelas elites.


A grande maioria das redes estão protegidas ao mais alto nível. E quando falamos do mais alto nível, estamos a falar de magistrados, políticos, poderosos homens de negócios. Assim se explica que, casos como o da Casa Pia em Portugal tenha sido abafado num processo judicial interminável, para não virem ao de cima os nomes dos principais utilizadores dessa rede: políticos, deputados, conhecidos homens de negócio, jornalistas, médicos e advogados.


Recentemente na Bélgica, o deputado Laurent Louis, revelou um a lista (com pormenores de actuação), obtida através dos Anonymous, com mais de 100 personalidades belgas ligadas a redes de pedofilia nesse país.
Claro, que essa lista foi desmentida e que o mesmo corre perigo de vida.

Aqui ficam alguns nomes bem conhecidos:

- o Albert II, rei da Bélgica,

- O Príncipe Alexandre, filho do rei Léopold III,

- Etienne Davignon, dos Bilderberg,

- Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu,

- Elio Di Rupo, primeiro ministro belga,

- Martens Wilfried, primeiro ministro belga,

- Philippe Busquim, comissário europeu,

- Jean-Paul Dondelinger, comissário europeu,

- Denis Solvay, vice-presidente do grupo farmaêutico Solvay,

- Joseh Verbeeck, director na UNICEF,

- Cardial Danneels,...





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domingo, 6 de maio de 2012

Deus? Um bocado enervado...

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Uma curiosidade: quem matou mais homens na Bíblia?
Resposta: Deus.


Lamento, mas é mesmo assim: mais do que Satanás.
Há uma enorme diferença entre o Deus do Antigo Testamento e do Novo Testamento, nem parece a mesma Entidade. E a seguir a lista completa dos assassinatos. Quando possível é reportado o número dos mortos "oficial" (indicado no texto sagrado), caso contrário é apresentada uma estimativa baseada no mesmo texto:



           Episódio                                                              Versículos                    Mortos           Total
1Deus mata todos na Terra com o Dilúvio Universal (excepção: Noé e a família dele)Génesis 7:2330,000,000?30,000,000
2Deus envia fogo e enxofre contra Sodoma e Gomorra, matando todosGénesis 19:241,000?30,001,000
3A mulher de Lot morre porque olha para trásGénesis 19:26130,001,001
4Er, perverso aos olhos de DeusGénesis 38:7, 1 Crônicas 2:3130,001,002
5Onan porque dispersava o seu sémenGénesis 38:10130,001,003
6Uma praga de 7 anosGénesis 41:25-5470,000?30,071,003
77° praga do Egipto: granizoÊxodo 9:25300,000?30,371,003
8Deus mata os primogénitos de cada Egípcio Êxodo 12:29,301,000,000?31,371,003
9Deus mergulha o exército egípcioÊxodo 14:8-265000?31,376,003
10Deus e Moisés ajudam Josué a matar os AmalequesÊxodo 17:131000?31,377,003
11Os israelitas porque dançam nus perto do ídolo de ouro AraãoÊxodo 32:27-35300031,380,003
12Deus mata o povo por causa do ídolo de AraãoÊxodo 32:35100031,381,003
13Os filhos e Araão porque ofereceram fogo profanoLevítico 10:1-3; Números 3:4, 26:61231,381,005
14Um blasfemoLevitico 24:10-23131,381,006
15Deus queima as pessoas porque estas se queixamNúmeros 11:1100?31,381,106
16Deus envia uma gravíssima praga porque o povo se queixa da comidaNúmeros 11:3310,000?31,391,106
17Deus mata 10 exploradores com uma pragaNúmeros 14:35,361031,391,116
18Um homem que cotou madeira no SábadoNúmeros 15:32-36131,391,117
19Core, Datan, Abiram e as famílias delesNúmeros 16:271231,391,129
20Queimado pro ter oferecido incenso Números 16:3525031,391,379
21Causa queixasNúmeros 16:4914,70031,406,079
22Massacre dos AraditasNúmeros 21:1-33,000?31,409,079
23Causa queixas pela falta de comida e águaNúmeros 21:6100?31,409,179
24Deus deixa os Basanitas nas mãos de Moises que mata todosNúmeros 21:34,352,000?31,411,179
25Finees mata um casal interracial que tinha tido relacionamentos.Números 25:6-8231,411,181
26israelitas porque estão com as filhas de MoabNúmeros 25:924,00031,435,181
27Massacre dos Madianitas (32,000 virgens vida)Números 31:1-35200,00031,635,181
28Deus mata todo o exercito israelitaDeuteronómio 2:14-16500,00032,135,181
29Massacre dos Zamzummim, Hurriti e AvvitiDeuteronómio 2:21,2210,000?32,145,181
30Deus paralisa o rei Chesbon de forma que os israelitas possam massacrar o povo deles (várias cidades)Deuteronómio 2:33,343,000?32,148,181
31Todos os homens, mulheres e crianças de 60 cidadesDeuteronómio 3:3-660,000?32,208,181
32Massacre de JericoJosué 6:211,000?32,209,181
33Acan (com filhas e filhos)Josué 7:10-12, 24-26532,209,186
34Massacre de AiJosué 8:1-2512,00032,221,186
35Deus massacra os AmoreiusJosué 10:10,115,000?32,226,186
36Josué mata 5 réisJosué 10:24-26532,226,191
37Massacre dos 7 ReinosJosué 10:28-427,000?32,233,191
38Outros ReinosJosué 11:8-1210,000?32,243,191
39Massacre dos AnaquitosJosué 11:20,215,000?32,248,191
40Deus faz matar os Cananeus e os FerezeusJuízes 1:410,000?32,258,191
41Massacre de JesuralemJuízes 1:8100032,259,191
42Dez massacresJuízes 1:9-2510,00032,269,191
43Deus faz matar os israelitas (Cusan-Risataim)Juízes 3:7-10100032,270,191
44Ehud e a espada na barrigaJuízes 3:15-22132,270,192
45Deus faz matar 10,000 MoabitasJuízes 3:28,2910,00032,280,192
46Barace e Deus massacram os QueneosJuízes 4:141,000?32,281,192
47Iael mata com um martelo um homem que dormeJuízes 4:18-25132,281,193
48Deus obriga os soldados Madianitas a matar-se um com outro.Juízes 7:22, 8: 10120,00032,401,193
49Massacre duma cidade, 1.000 mortos por causa dum espírito malvado enviado por Deus.Juízes 9:23-57200132,403,194
50Massacre dos Amonitas e filha de IefteJuízes 11:32,3320,00132,423,195
51O espírito de Deus e SansãoJuízes 14:193032,423,225
52O espírito de Deus, Sansão e 1.000 mortos.Juízes 15:14,151,00032,424,225
53Deus dá a Sansão a força para matar os FilisteusJuízes 16:27-303,00032,427,225
54Deus derrota os BeniamitasJuízes 20:35-3725,10032,452,325
55Deus derrota outros BeniamitasJuízes 20:44,4625,00032,477,325
56Deus mata pessoas que olharam a Arca1 Samuel 6:1950,07032,527,395
57Deus permite que Jonatan mate Filisteus1 Samuel 14:122032,527,415
58Deus obriga os soldados Filisteus a matar-se um com outro1 Samuel 14:201,000?32,528,415
59Deus ordena a Saul de matar cada homem, mulher e criança Amalequita1 Samuel 15:2,31,000?32,529,415
60Samuel mata Agag perante Deus1 Samuel 15:32,33132,529,416
61Deus faz matar os Filisteus1 Samuel 23:2-51,000?32,530,416
62Deus atinge Nabal1 Samuel 25:38132,530,417
63Deus faz matar os Filisteus por David2 Samuel 5:19, 251,000?32,531,417
64Deus mata Uzza por ter tentado segurar a Arca2 Samuel 6:6,7; 1 Crônicas 13:9,10132,531,418
65Deus mata David e o recém nascido de Bat-Sceba2 Samuel 12:14-18132,531,419
66Deus envia uma carestia de 3 anos por causa de Saul.2 Samuel 21:15,000?32,536,419
67Os 7 filhos de Saul enforcados perante Deus2 Samuel 21:6-9732,536,426
68Pragas e punições por causa do censo de Davis (200.000 com mulheres e crianças)2 Samuel 24:15; 1 Crônicas 21:14200,00032,736,426
69Deus envia um leão contra um profeta que acreditou na mentira de outro profeta 1 Re 13:1-24132,736,427
70Baasa segue a palavra de Deus e mata todos na casa de Geroboamo1 Reis 15:291,000?32,737,427
71Zimri segue a palavra de Deus e mata todos na casa de Baasa1 Reis 16:11,121,000?32,738,427
72Chefias religiosas mortas num ritual1 Reis 18:22-4045032,738,877
73Deus faz matar os Sírios1 Reis 20:28,29100,00032,838,877
74Deus faz ruir uma parede contra os Sírios1 Reis 20:3027,00032,865,877
75Deus envia um leão contra um homem que não matou um profeta.1 Reis 20:35,36132,865,878
76Acazia é morto porque fala ao Deus errado2 Reis 1:2-4, 17; 2 Crônicas 22:7-9132,865,879
77Um queimado por Deus2 Reis 1:9-1210232,865,981
78Deus envia dois ursos para matar 42 crianças2 Reis 2:23,244232,866,023
79Um não crente é morto por pessoas2 Reis 7:17-20132,866,024
80Deus envia uma carestia de 7 anos2 Reis 8:110,000?32,876,024
81Izebel2 Reis 9:33-37132,876,025
82Ieu segue a palavra de Deus e mata todos os que ainda estavam na casa de Acab na Samaria2 Reis 10:16,17100?32,876,125
83Deus envia leões para matar todos os estrangeiros que não acreditarem Nele.2 Reis 17:25,262032,876,145
84Soldados Assiros enquanto dormem2 Reis 19:35; Isaías 37:36185,00033,061,145
85Saul1 Crônicas 10:14133,061,146
86Deus faz matar israelitas por Juda2 Crônicas 13:15-17500,00033,561,146
87Geroboamo2 Crônicas 13:20133,561,147
88Deus mata os Etíopes2 Crônicas 14:9-141,000,00034,561,147
89Ieoram2 Crônicas 21:14-19134,561,148
90Solddos de Juda2 Crônicas 28:6120,00034,681,148
91Deus deixa israelitas nas mãos do Caldeus.2 Crônicas 36:16,171000?34,682,148
92Deus e Satanás matam os filhos e os servos de JobJob 1:1-1960?34,682,208
93A esposa de EzequielEzequiel 24:15-18134,682,209
94Ananìa e SaffiraActas 5:1-10234,682,211
95HerodesActas 12:23134,682,212

A Bíblia, e em particular o Antigo Testamento, não pode ser lida como um livro de História: todavia é interessante o facto dos autores terem transmitido esta ideia de Deus.


Com este rápido cálculo, é possível observar que Deus matou mais pessoas do que Satanás. O qual, sempre no Antigo Testamento, mata só 10 pessoas por causa duma aposta feita anteriormente com Deus. E Satanás é o mau da fita...


Todas as mortes se encontram no Antigo Testamento, únicas excepções aquelas de Anania, Saffira e Herodes.


No total, a Bíblia relata mais de 34 milhões de mortes por mão de Deus. Não é pouco: é o dobro dos mortos da Primeira Guerra Mundial; mais do mortos provocados directamente por Estaline; mais de todas as guerras napoleónicas juntas.


Um Deus que nada tem a ver com o homólogo dos Evangelhos. E não é simples conjugar as duas versões. Talvez uma explicação possa derivar da etimologia da palavra "Deus" utilizada no Antigo Testamento. A Bíblia inicia com a frase Bereshit barà Elohim, "no princípio Deus Criou": mas "Deus" não é a exacta tradução de Elohim. 


Elohim (em hebraico אֱלוֹהִים ,אלהים) é o plural da palavra "Divindade" (Eloah - אלוה): uma das possíveis etimologias seria a união de duas antigas raízes, El e Hoa.
Hoa indica o Ser Supremo, O que existe só por si, enquanto El seria o nosso Ele. Por fim, temos Elohim a forma plural. A correcta tradução é assim "Eles que têm vida neles mesmos", isso é, que são a fonte da vida.


O Deus do Antigo Testamento, portanto, não seria o mesmo Deus do Novo Testamento.

Mas aqui o discurso torna-se bem complicado e precisaria de muito mais espaço.

Fica portanto a curiosidade dum Deus bastante enervado que não hesita em matar milhões de pessoas.
Como afirmado: uma curiosidade.








Publicado por "Informação Incorrecta", fonte: Altro Giornale

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

No sector das pescas, Portugal "não pesca nada"

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Portugal tem a maior zona económica exclusiva da União Europeia, mas importa dois terços do peixe que consome.

Forte incentivo ao abate de embarcações de pesca, barcos envelhecidos e pequenos, normas facilitadoras de importação de peixe e demasiados intermediários, são algumas das causas que transformaram um país auto-suficiente e exportador de peixe em importador.




Tanto mar!


Portugal tem a maior zona económica exclusiva da União Europeia e a 11ª do mundo, com 1 727 408 km2. As oito principais espécies capturadas (sardinha, cavala, carapau, polvo, berbigão, peixe espada preto, faneca e carapau negrão) representam 80% do total de desembarques. No entanto, Portugal nem sequer tem os navios suficientes para atingir as quotas impostas, por falta de frota.


Apesar de Portugal ser o 3º maior consumidor mundial de peixe por pessoa, ficando apenas atrás do Japão e da Islândia, não pesca as quantidades necessárias para abastecer a sua população. Na década de sessenta, o pescado desembarcado era de 400 000 toneladas, hoje é cerca de 125 000 toneladas. No espaço da ultima década, foi abatida 20% da nossa frota pesqueira.


O facto da frota portuguesa representar, apesar de tudo, uns ainda 10% da frota europeia, é enganador, porque 90% das embarcações portuguesas têm menos de 12 metros, assim sendo, a capacidade de carga dos navios é baixa, razão pela qual, Portugal é responsável por apenas 4% dos desembarques totais na UE.


A pesca em Portugal tem uma forte componente artesanal, as embarcações estão envelhecidas e a tecnologia instalada a bordo é insuficiente. Os incentivos ao abate das embarcações por parte da UE veio destruir o que restava deste sector de actividade.



Rendimento dos pescadores cada vez mais baixo.


Entre o valor que é pago na lota e o prato do restaurantes, a sardinha aumenta de preço mais de 17 vezes! O processo de formação dos preços foge totalmente ao controlo dos produtores, sujeitos que estão à pressão especulativa da actividade parasita dos intermediários. Assim se explica o recuo do rendimento global dos pescadores.


Desde que o peixe é pescado até chegar ao consumidor, passa pelas mãos de vários intermediários que são responsáveis pela subida do peixe nesse percurso. As embarcações saem do mar e depositam na lota o resultado da sua pescaria: primeiras vendas. Os compradores são, por exemplo o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), alguns compradores internacionais e fornecedores de grandes superfícies e hotéis. Depois o peixe é transportado para os vários destinos onde começa a aumentar de preço.


A lei em Portugal obriga a que a venda de pescado fresco seja feita em lota, teoricamente, este método garante uma maior transparência., dependendo assim o preço inicial da oferta e da procura concentradas em cada momento em cada lota.






Soluções que ninguém quer pôr em prática.


Esta obrigatoriedade, do peixe passar pela lota, não é a única forma existente e podia muito bem ser revogada. Várias soluções existem.


Uma seria, sem acabar com as lotas, serem os pescadores, comerciantes e autarquias a gerir a lota local. A venda directa é outra das soluções, apesar da possível dependência em relação aos compradores que se poderiam organizar e monopolizar as compras iniciais. Poderia existir ainda, uma possibilidade mista, em que os pescadores se organizariam no sentido de uma intervenção directa na distribuição do pescado, porque não, em concorrência directa com os estantes intermediários. 


O preço muito abaixo do que seria justo pagar aos pescadores, não se explica só pelo monopólio da lota, nem pelas grandes superfícies que controlam a primeira venda e onde poderia ser aplicada a criação de uma taxa máxima de lucro aos comerciantes. É também necessário mudar as imposições da União Europeia em relação ao sector da pesca.



A caminho da privatização dos mares.


As normas impostas aos produtos da pesca no mercado interno são rígidas, mas existe um certo laxismo quanto às importações que não são sujeitas às mesmas regras e que assim invadem concorrencialmente o mercado interno. Esta concorrência desleal com os pescadores comunitários tem de ser corrigida.


A Comissão Europeia trata do sector da pesca como sendo uma "frota europeia", ora as realidades de cada país são muito distintas. Não se pode incentivar o abate indiscriminado de parte da frota de um país sem conhecer essa realidade. Vários factores têm de ser considerados, como o consumo interno de cada país membro, o estado e idade da sua frota, a dimensão dos seus barcos, o tipo de pesca, o estado dos recursos em cada zona,...


Ao considerar a "frota europeia" como um todo, os mais fracos do ponto de vista económico e financeiro serão simplesmente eliminados. O acesso aos recursos pesqueiros não podem estar dependentes de concessões transferíveis, porque a sua compra, num autentico mercado, representa a apropriação de um direito de acesso a um recurso natural. Nestas condições, a actividade pesqueira irá concentrar-se nas mãos de uma minoria monopolista de operadores, acabando assim, por privatizarem os mares, e destruir a pesca artesanal.





http://www1.ionline.pt/conteudo/68997-portugal-importa-dois-tercos-do-peixe-que-consome

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405715

http://www.pcp.pt/publica/militant/260/p13.html

http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=992808

http://noticias.portugalmail.pt/artigo/intermediarios-do-peixe-sao-os-encarecedores-do-preco_221260

http://ec.europa.eu/fisheries/partners/consultations/control/contributions/08_docapesca_portos_pt.pdf

http://www.dn.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1240512

http://www.avante.pt/pt/1989/temas/118238/

http://fredericop.wordpress.com/2011/03/25/a-sustentabilidade-do-sector-da-pesca-em-portugal/


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terça-feira, 24 de abril de 2012

A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise, porque ela é a crise!

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A actual classe dominante nunca será capaz de resolver a crise, porque ela é a crise! E não falo apenas da classe política, mas da educacional, da que controla os media, da financeira, etc. Não vão resolver a crise porque a sua mentalidade é extremamente limitada e controlada por uma única coisa: os seus interesses. Os políticos existem para servir os seus interesses, não o país. Na educação, a mesma coisa: quem controla as universidades está ali para favorecer empresas e o Estado. Se algo não é bom para a economia, porquê investir dinheiro?


No geral, os media já não são o espelho da sociedade nem informam de facto as pessoas do que se está a passar, existem sim para vender e vender e vender.


A identidade das pessoas não depende do que elas são, mas do que têm. Quando se torna tão importante ter coisas, serves um mundo comercial, porque pensas que a tua identidade está relacionada com isso. Estamos a criar seres humanos vazios que querem consumir e ter coisas e que acabam por se vestir e falar todos da mesma forma e pensar as mesmas coisas. E a classe dominante está muito mais interessada em que as pessoas liguem a isso do que ao que importa.


Se as pessoas fossem um bocadinho mais espertas, não iriam para universidades estúpidas, nem veriam programas estúpidos na TV. Existe uma elite comercial e política interessada em manter as pessoas estúpidas. E isso é vendido como democracia, porque as pessoas são livres de escolher e blá blá.


Se não fores crítico perante a sociedade mas também perante ti próprio, nunca serás livre, serás sempre escravo. Daí que o que estamos a viver não tenha nada a ver com democracia.


Percebemos que há coisas erradas no sistema de educação.
Porque não está interessado na pessoa que tu és, mas no tipo de profissões de que a economia precisa. Se o preço é falta de qualidade, se o preço é falta de dignidade humana, é haver tanta gente jovem sem instrumentos para lidar com a vida e para descobrir por si própria o sentido da vida ou que significado pode dar à sua vida, então criamos o “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley.


O que temos de enfrentar é: se toda a gente vai à escola, se toda a gente sabe ler, se tanta gente tem educação superior, como é que continuam a acreditar nestas porcarias sem as questionar? E porque é que tanta gente continua a achar que quando X ou Y está na televisão é importante, ou quando X ou Y é uma estrela de cinema é importante, ou quando X ou Y é banqueiro e tem dinheiro é importante?


Se tirarmos as posições e o dinheiro a estas pessoas, o que resta? Pessoas tacanhas e mesquinhas, totalmente desinteressantes. Mas mesmo assim vivemos encantados com a ideia de que X ou Y é importante porque tem poder. É a mesma lengalenga de sempre: é pelo que têm e não pelo que são, porque eles são nada. E a educação também é sobre o que podes vir a ter e não sobre quem podes vir a ser.


O medo da elite comercial é que as pessoas comecem a pensar. Porque é que os regimes fascistas querem controlar o mundo da cultura ou livrar-se dele por completo? Porque o poeta é a pessoa mais perigosa que existe para eles. Provavelmente mais perigoso que o filósofo. Quando usam o argumento de que a cultura não é importante e de que a economia não precisa da cultura, é mentira! Isso são as tais políticas de ressentimento, um grande instrumento precisamente porque eles nos querem estúpidos.





Excertos de uma entrevista de Rob Riemen, filósofo holandês, ao jornal "i".

http://www.ionline.pt/mundo/rob-riemen-classe-dominante-nunca-sera-capaz-resolver-crise-ela-crise-1

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

O que não poupávamos se Portugal tivesse mar.

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"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE)
demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do
grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta
semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos
supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.


Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia,
sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do
Haiti... Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado
que nós. 


Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um
berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de
2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar
com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a
água é quente, se tem irmãs, etc.


Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de
pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter
inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar
junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel
em Havana e agora já nem a Badajoz vai. 


Não se faz. E é desagradável
constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar
que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém
interessante e viajado lá em casa. 


Eu vi perca egípcia em Telheiras...
fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha
mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e
imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras.
Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.


Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino,
assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem
olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo
marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar
por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de
robalo de Chernobyl.


Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar.




(Da crónica de João Quadros no Negócio On-Line)

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Revolta tuaregue com cheiro a petróleo

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Situado na região do Sahel, o parte norte do Mali mais parece uma zona de "no man'a land" onde circulam traficantes de todo o tipo. Fortemente armado, o chamado Movimento Nacional de Libertação do Azawad (MNLA) à muito tempo que obrigou as populações locais a abandonar essa região.


A visão romântica, de um povo tuaregue com legítimo direito à autodeterminação, cai por terra quando verificamos que são manipulados e armados pelas potências ocidentais. Esta quantidade impressionante de armas provem em grande parte da guerra da Líbia e estão a ser utilizadas contra os militares malianos.




Um golpe de estado desnecessário.


Curioso país este, onde um golpe de estado surge a poucas semanas de eleições presidenciais, marcadas para os finais do mês de abril deste ano. O actual presidente, Amadou Toumani Touré , iria reformar-se da política e substituído, razão pela qual este golpe de estado não convence quem não o apoia. Poucos dias depois dos militares revoltosos anunciaram a entrega do poder novamente aos civis.


Amadou Touré era acusado de moleza perante os ataques do MNLA, mas por ironia, o capitão Amadou Sanogo que o destituiu, no dia em que proclamava a restituição do poder às instituições civis, dia 1 de abril, era também o dia em que os rebeldes tuaregues ocupavam Tombouctou e proclamavam a independência da metade norte do Mali.


As forças em presença são: os oficiais putschistas que destituíram o presidente, os rebeldes tuaregues organizados em volta do Movimento Nacional de Libertação do Azawad e um grupo de combatentes islâmicos denominado AQMI (Al-Qaeda do Magrebe Islâmico). Este ultimo é um movimento oportunista que provavelmente ira diluir-se e desaparecer.







A maior bacia petrolífera de África.


Na base da desestabilização do Mali estão os enormes recursos naturais ainda por explorar. Estes encontram-se em quatro grandes zonas, todas no norte: Gao, Nara, Tamesna, e sobretudo Taoudenni.


A bacia petrolífera de Taoudenni é actualmente a maior reserva de petróleo de toda a África, ocupa uma grande parte do norte do Mali e uma pequena parte da Mauritânia e do sul da Argélia. Tem uma superfície de 1 500 000 km2 e ainda esta por explorar.


O norte do Mali também possui enormes quantidades de ouro, actualmente sete minas estão a ser exploradas, sendo o terceiro maior produtor africano, logo atrás da África do Sul e do Gana.
Tem enormes reservas de urânio, ferro (reservas de 2 milhões de toneladas), bauxite (1,2 milhões de toneladas), diamantes, manganésio, ...


Todo o sector mineiro está por explorar e representa um fruto apetecível para as grandes multinacionais havidas de lucro.


Num futuro muito próximo, as potências estrangeiras vão-se "obrigadas" a intervir para garantir a paz. A França (antigo colonizador) ou a ONU irão criar uma zona de interposição com o objectivo de tentar a reunificação. 


A realidade é bem diferente, ninguém está interessado na reunificação, o método e sempre o mesmo: dividir para reinar. O resultado será semelhante ao da Líbia, dividida em duas zonas: uma com escassos recursos e outra rica em petróleo, a Cirinaica, sede dos revoltosos e actualmente nas mãos das multinacionais. O mesmo se passou com o Sudão do Sul, rico em petróleo, tornado independente, depois de vários conflitos, actualmente nas mãos das grandes empresas petrolíferas. Assim, o Mali  terá o mesmo destino: o norte, rico em petróleo, cairá sob domínio das multinacionais petrolíferas, e o sul será abandonado a sua sorte.


O próximo país da lista será a Argélia, pelas suas dimensões o maior país africano, onde a repartição dos recursos naturais é bastante dispara, e onde o petróleo se encontra no sul, por enquanto nas mãos da empresa estatal argelina Sonatrach, do qual só dele tira proveito uma elite da população.












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quinta-feira, 5 de abril de 2012

A revolução sexual feminina silenciada

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Os anos de 1960 viram surgir vários movimentos que viriam a quebra os paradigmas sociais estabelecidos até então: independência e autodeterminação das antigas colónias europeias, direitos iguais independentemente das raças, mas sobretudo a igualdade de géneros.

As mulheres ganharam o direito legítimo à igualdade. A liberdade sexual que parecia ter surgido foi rapidamente absorvida pelo sistema capitalista e transformou a mulher num simples objecto mercantil de prazer.





O eterno atraso português.

 
No início do século passado, Portugal estava ainda mais atrasado do que a maioria das democracias ocidentais. 
No Estado Novo, as mulheres eram completamente dependentes e subjugadas aos maridos. Uma mulher casada não podia viajar para o estrangeiro sem o consentimento do marido. O casamento de uma professora tinha de ser autorizado pelo Governo. Estavam impedidas de ter acesso a profissões como as de carreiras diplomáticas e de magistratura. As enfermeiras e hospedeiras do ar, não podiam casar.


O divorcio era proibido quando os casados o tinham feito pela igreja. Uma mulher casada ou solteira não podiam andar sozinhas nas ruas à noite, e quando o faziam podiam ser levadas para a esquadra, tinham que ter uma companhia masculina. O marido podia abrir e ler as cartas endereçadas à sua mulher. Tudo isto pode parecer impossível e até cómico, mas a vida da mulher portuguesa era assim. 

A revolução feminina em curso só teve algum alcance com a revolução do 25 de abril.





A mercatilização do corpo.


Os anos de 1970, as sociedades ocidentais, vieram por em causa o papel das mulheres na sociedade, libertando-as do controlo das suas vidas imposto pela sociedade masculina vigente. O marido, como chefe de família, detinha até então todos os poderes, até sobre os  corpos das mulheres, basta lembrar que a violação quando perpetrada pelo marido era considera perfeitamente legal. 
O aparecimento da pílula contraceptiva veio permitir a dissociação entre a sexualidade e a reprodução.


A mulher tinha finalmente conquistado o direito a igualdade. Mas a euforia da liberdade sexual, e uma certa moda unisexo, depressa foi substituída pela imposição comercial de uma certa visão da mulher. O neoliberalismo dos anos de 1980, tornaram a mulher num objecto comerciável. Para isso, a mulher tinha de ser eternamente jovem, magra e com uma feminidade transformada, limitada unicamente a um corpo comerciável.


A liberalização sexual também trouxe consigo a mercantilização do sexo, a mulher tinha-se tornado num objecto, mas sobretudo num rico e inesperado suporte comercial para a publicidade. Para vender, a mulher tem que se despir e esse corpo faz parte de uma grande quantidade de publicidades. Para existir a mulher tem de se expor.





A pornografia como submissão da  mulher.


Estes anos também marcam o momento da explosão da pornografia em que, mais uma vez, a mulher volta a ficar submetida aos prazer e fantasmas masculinos. Grande parte das relações sexuais são assim transformadas por mimetismo em desempenhos sexuais. Quando as mulheres não têm prazer, são culpabilzadas. Os homens sentem também uma enorme pressão social com a necessidade de ter de estar à altura desse desempenho sexual.


Esta transformação capitalista da mulher faz com que ela tenha de ser atraente, comercialmente atraente para poder ser vendida, esse objectivo torna-se  uma condição do seu sucesso social. A aparência torna-se assim um factor imprescendível. Para ser bela, tem de ser jovem  e parece-lo o mais tempo possível. Ser jovem já não e sinonimo de revolta, de ideais capaz de quebra as regras paralisadas no tempo; ser jovem limita-se agora a ter um corpo uniformemente moldado e comerciável.


Ser jovem "para sempre" afigura-se como um objectivo único na nossa sociedade, dai a degradação progressiva das nossas relações com os mais velhos e o desprezo pelos idosos relegados para as casa de repouso para serem esquecido e escondidos. 





A normalização da mulher.

A normalização da aparncia corporal vinculada pela pornografia, a publicidade e a moda, conduzem a uma sexualizaçao precoce das raparigas impregnadas destas referencia de terem de se comportar como mulheres adultas, da parte dos rapazes esses esperaram encontrar nas raparigas atitudes corporais que visualizaram  através desses meios.


O discurso permissivo da nossa sociedade esconde uma nova moral sexual tão normativa como a antiga, focalizada no corpo e no prazer masculino. Muitos dos homens que pensam de uma maneira diferente são triturados por esta ideia imposta da mulher ideal e tudo fazem para se mostraram a altura do desempenho esperado deles. As mulheres que não seguem esses padrões são ostracizadas pela sociedade e tendem, conscientemente ou não, a reproduzir os mesmos parâmetros.


Os imperativos normativos deste conceito de beleza levam as mulheres à exibição exagerada e os homens a um erotismo fetichista em que uma relação estável entre parceiros será forçosamente decepcionante porque longe dos fantasmas expostos pela publicidade e a moda.


As formas mais exacerbadas do culto da aparencia tornam as mulheres menos reivindicativas e doceis, objectivo da estrutura social preconisada pelo capitalismo, a sua mercantilizaçao e opressao sao garantes de uma certa ordem social.


Esta transformação de toda e qualquer actividade humana em mercadoria, permitindo obter dinheiro, tem por única finalidade o próprio aumento dessa actividade. Neste contexto, a imagem da mulher não é só vendida como um produto, mas torna-se também num modo de vida e num imaginário colectivo. A satisfação fornecida é temporária e criadora de insatisfacção permanente, e este é um típico factor de crescimento da sociedade capitalista.




"Chegou finalmente um tempo, em que tudo o que os homens consideravam inalienável se tornou objecto de troca, de trafico e podendo ser alienável. Tempo em que as coisas que até então eram comunicadas nunca trocadas, oferecidas mas nunca vendidas, adquiridas nunca compradas - virtude, opinião, ciência, consciência, etc - tudo passou finalmente para comerciável. É o tempo da corrupção generalizada, da venalidade universal, ou, para falar em termos de economia politica, o tempo em que qualquer coisa, moral ou física, se tornou num valor venal, levada ao mercado para ser apreciado ao seu justo valor". (Karl Marx)



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