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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Criança de 3 anos suspeita de potencial terrorista !

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A paranóia securitária fez com que fosse aprovado, no Reino Unido, no início do ano, o chamado programa "Channel", que consiste, em nome da luta anti-terrorista, em sinalizar nas escolas qualquer aluno suspeito de poder vir a ser um potencial terrorista.
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Um desenho com bombas ou armas, ou uma composição relatando um atentado à bomba, podem ser suficientes para que um professor sinalizem este comportamento suspeito às autoridades.


Neste contexto, dos mais de 4 000 referenciados, 484 são adolescentes ou crianças suspeitas de estar em vias de radicalização dos quais 84 têm menos de 12 anos e o mais novo tem apenas...3 anos de idade!






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sexta-feira, 24 de julho de 2015

A barbárie da mutilação genital feminina

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Pratica milenária, sobretudo em África, a mutilação genital feminina é dos actos mais cruéis e cobardes praticados pelos seres humanos.


Não existe, hoje em dia, qualquer justificação para tal pratica, nem as religiões, frequentemente prometoras de certas praticas absurdas, justificam estes actos crueis.


Esta pratica só revela, o medo inconsciente (ou consciente) do homem em relação à mulher e a sua tentativa de a manter sob o seu poder a qualquer custo, o que revela em certa medida a sua inferioridade.








 
Evocar a "tradição" não chega...


Apelidada de tradição, a mutilação genital feminina, nas tribos ancestrais, marcava a passagem da mulher-criança ao estado de mulher-adulta.


Nas sociedades longuinquas agro-pastorais, em que o homem era caçador e guerreiro e tinha de se ausentar durante semanas ou meses, encontrou uma maneira de mutilar as suas mulheres para esvanecer nelas qualquer instinto de mulheres, através do controle da sua libido e assim as controlar.


Ao longo dos séculos esta tradição bárbara não conseguiu encontrar qualquer justificação. Nem as justificações religiosas, muitas vezes invocadas para a pratica de acto bárbaros teve eco. Nem a Bíblia, o Corão ao a Tora preconizam tais actos.


Este rito iniciático não faz qualquer sentido e deve ser proscrito.










Das praticas barbares,,,


Há diversas variações de circuncisão feminina, as quais são dividas basicamente em 4 tipos distintos pela OMS:
Tipo I: consiste na remoção total ou parcial do clitóris e/ou da região que o envolve, incluindo o prepúcio;

Tipo II: é a remoção parcial ou total do clitóris e dos pequenos lábios, com ou sem a excisão dos grandes lábios;

Tipo III: consiste na infibulação mais excisão, em outras palavras, o estreitamente do canal vaginal através do corte e junção dos pequenos e/ou grandes lábios, com ou sem a excisão do clitóris. Também é conhecida como circuncisão faraônica. 

Tipo IV: termo aplicado a todos os outros tipo de mutilação nocivos à genitália feminina, sem fins medicinais, como furar, dilacerar, queimar, machucar e cauterizar. Este tipo é encontrado mais entre grupo étnicos isolados na África.



Estima-se que haja cerca de 130 milhões de mulheres afectadas de alguma forma por este tipo de prática, com cerca de 2 milhões de circuncisões sendo realizadas a cada ano, o que está amplamente concentrado nos países africanos. O Egipto continua sendo o líder de casos, seguido pelo Sudão, Etiópia e Mali.










O número de mortes causadas por essa prática tribal ancestral é incerto, mas estima-se que, nas regiões onde há escassez de antibióticos, um terço das meninas morra imediatamente em decorrência dela e 100 mil adolescentes morram a cada ano por complicações de parto associadas à mutilação.



A circuncisão feminina traz dores inimagináveis, prejudica a fertilidade, tira da mulher a possibilidade de ter prazer sexual, objectivo último desses "Homens"... 









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segunda-feira, 20 de julho de 2015

A pobreza aumentou, e muito, em Portugal

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A pobreza em Portugal é uma realidade, de nada servem os números de que as exportações têm aumentado, que o consumo interno está a aumentar, a verdade é que os portugueses estão mais pobres. A classe média empobreceu, os pobres estão mais pobres e os ricos mais ricos.



As casas mais caras são as que se vendem melhor, a venda de caros de topo de gama está a aumentar, mas isto só demonstra que os que se aproveitarem da crise estão bem. O resto da população teve cortes nas pensões, baixa do poder de compra e aumento do preço dos bens essenciais.









Apesar do que diz a presidente da Federação Europeia dos Bancos Alimentares, Isabel Jonet, de que "em Portugal há aquilo a que chamamos a transmissão intergeracional da pobreza e temos que quebrar com essa transmissão. Há profissionais da pobreza habituados a andar de mão estendida, sem qualquer preocupação em mudar, e as instituições, por mais assistencialistas que sejam, têm que fazer o acompanhamento e a supervisão, para que se quebrem os ciclos de pobreza". 



Todo isto não passa de uma meia verdade, mas também de uma meia mentira. O pobre não é pobre por opção, mas por circuntâncias da vida.








Portugal voltou aos níveis de pobreza e exclusão social de há dez anos. Agora, como em 2003 ou 2004, uma em cada cinco pessoas é pobre. Dois milhões de portugueses. É este o retrato cru que se retira do inquérito às condições de vida e rendimento, publicado nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Quando olhamos para aquilo que aconteceu até 2009, vemos que grande parte da redução da pobreza se deveu às políticas sociais, em particular às que foram dirigidas à pobreza e à exclusão social – o Complemento Solidário para Idosos (CSI), o Rendimento Social de Inserção (RSI), as pensões sociais”, diz Farinha Rodrigues, acrescentando que a “neutralização dessas políticas” nos últimos três anos explicam, com a subida galopante do desemprego, o “aumento das fragilidades sociais”.




Portugal foi o país em que mais aumentou o risco de pobreza e exclusão social em 2014, logo seguido pela Grécia, segundo o Relatório da Crise da Cáritas Europa 2015.

Apesar de toda a austeridade e de todos os sacrifícios pedidos, tem a segunda maior dívida pública em comparação com o PIB (128%) logo a seguir à Grécia (174,9%).




O fosso entre ricos e pobres diminuiu, mas Portugal continua entre os países mais desiguais e com maiores níveis de pobreza consolidada da OCDE.



No ano passado, uma em cada quatro pessoas residentes em Portugal vivia em risco de pobreza ou exclusão social.

http://expresso.sapo.pt/sociedade/portugal-tem-mais-210-mil-pessoas-em-risco-de-pobreza-ou-exclusao-desde-2010=f918474 






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“Nos primeiros anos da crise, a desigualdade de rendimentos antes dos impostos e benefícios aumentou fortemente, mas os impostos e benefícios amorteceram a subida. Nos anos mais recentes, enquanto a desigualdade de rendimentos antes dos impostos e benefícios continua a subir, o efeito de amortecimento abrandou, acelerando a tendência geral de aumento de desigualdade do rendimento disponível”, refere o relatório da OCDE.
- See more at: http://www.rtp.pt/noticias/economia/portugal-e-dos-paises-mais-pobres-e-desiguais-da-ocde_n830439#sthash.mND2aeC9.dpuf
“Nos primeiros anos da crise, a desigualdade de rendimentos antes dos impostos e benefícios aumentou fortemente, mas os impostos e benefícios amorteceram a subida. Nos anos mais recentes, enquanto a desigualdade de rendimentos antes dos impostos e benefícios continua a subir, o efeito de amortecimento abrandou, acelerando a tendência geral de aumento de desigualdade do rendimento disponível”, refere o relatório da OCDE.
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“Nos primeiros anos da crise, a desigualdade de rendimentos antes dos impostos e benefícios aumentou fortemente, mas os impostos e benefícios amorteceram a subida. Nos anos mais recentes, enquanto a desigualdade de rendimentos antes dos impostos e benefícios continua a subir, o efeito de amortecimento abrandou, acelerando a tendência geral de aumento de desigualdade do rendimento disponível”, refere o relatório da OCDE.
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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Assassinato cruel de animais? Qual a justificação das tradições?

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Mais de 50 000 pessoas juntam-se para a tradicional festa espanhola de "Toro de la Vega", em Tordesilhas. Tradição medieval, portante em nome da tradição, é aceite como "normal".
 
 

Esta tradição medieval consiste em pessoas munidas com lanças que acambam por matar um touro. Tradição.
 
 
 
 
 
 
 
 
Barbárie como tradição.


Também na vizinha Espanha, a festa do "Touro de San Juan", Coria, Cáceres, segundo uma tradição medieval, um jovem é escolhido entre os rapazes do povoado para correr pelas ruas, fugindo de um touro, usando apenas duas navalhas como defesa. Este macabro espetáculo terminava com a morte do jovem, mas a história mudou quando um rapaz conseguiu inverter a situação, colocando o touro em seu lugar. Atualmente, soltam um touro em um local murado, onde os habitantes podem lançar zarabatanas durante horas, até que o touro agonize e, por fim, morra com um tiro. Esta festa também é considerada de interesse turístico.


Devido a sua crueldade peculiar, algumas festas dessa natureza têm sido proibidas. Destaca-se a festa da Cabra de Manganeses de la Polvorosa (Zamora), que não acontece desde o ano 2000, quando os participantes se negaram a lançar uma cabra morta ao invés de uma com vida. Antes disso, uma cabra viva era arremessada do alto do campanário da igreja diante de pessoas que se posicionavam em frente à igreja para, com muita alegria, comemorar o ato. A festa havia sido proibida em 1992, mas os incidentes provocados pelos habitantes locais por causa da proibição fizeram com que as autoridades retrocedessem em sua decisão.


Outra tradição que está fadada a desaparecer é a “Corrida de Galos”, que acontece em Guarrate (Zamora). É uma festa muito antiga, relacionada ao rito de passagem da infância para a idade adulta. Consiste em pendurar um galo (nas edições mais atuais, utilizam um galo já morto) na praça da cidade. Depois de fazer um discurso, o jovem deve montar em seu cavalo e, utilizando uma espada, cortar a cabeça do animal.
 
 
 
 
 
 
 
 
Touradas como divertimento.


O incrível, na touradas, é que tentam disfarçar ou camuflar as corridas de touros em algo benéfico como a touradas beneficentes com a pretensa finalidade de arrecadar fundos para crianças do terceiro mundo ou deficientes. Tentam ainda fazer do toureiro um herói que combate um touro bravio e forte. Ninguém fala do estado de atordoamento e fraqueza física em que está o touro ao sair de um local totalmente escuro e entrar de repente numa claridade ofuscante aos gritos de uma multidão enfurecida. Ninguém menciona que o grande herói “toureiro” jamais enfrenta o touro antes de cansá-lo e provocar-lhe terríveis hemorragias com a perda de sangue.
 
 
 
 
 
 
 

Um tratamento cruel: o foie gras.
 
 
O foie gras é o orgão doente dum ganso ou dum pato, engordado de maneira forçada, várias vezes por dia, com um tubo de metal de 20 a 30 centímetros enfiado na garganta até o estômago. Para obrigar o seu corpo a produzir o patê de fígado, a ave tem de engolir em somente alguns segundos uma tal quantidade de milho, que o fígado acaba por atingir praticamente dez vezes o seu tamanho normal, e desenvolve uma doença chamada esteatose hepática.
 
 
Debatendo-se quando o tubo é violentamente inserido na sua garganta, ou pela simples contracção do esófago provocada pela necessidade de vomitar, a ave arrisca-se a asfixiar e a se perfurar mortalmente o pescoço.
 
 
A introduçao do tubo provoca lesões no pescoço no qual se desenvolvem dolorosas inflamações e infecções. Esta desequilibrada superalimentação provoca frequentemente doenças no sistema digestivo, que podem ser mortais.
 
 
Pouco após este choque diário da engorda, a ave sofre imediatemente de diarreias e de arquejos. Para além disso, as dimensões do seu fígado hipertrofiado tornam a respiração difícil e o andamento doloroso.
 
 
Se este tratamento continuasse, provocaria a morte dos animais engordados. A matança chega a tempo de dissimular as consequências da engorda. Os mais fracos chegam muitas vezes à sala de matança jà moribundos, e outros tantos nem conseguem resistir até lá : a taxa de mortalidade dos patos é de dez a vinte vezes mais elevada durante o período de engorda.
 
 
 
 
 
 
 
 
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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Queimar gato vivo: quando a tradição é sinónimo de barbárie

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Ritual da queima do gato foi divulgado nas redes sociais onde se gerou uma onda de indignação.

A cena passa-se em Mourão, no concelho de Vila Flor, Bragança.





Cenas chocantes...


Mostra um gato colocado dentro de um recipiente de barro e levantado a alguns metros de altura, num poste. O poste vai sendo queimado e à medida que as chamas envolvem o recipiente com o animal. Quando o poste arde, projecta-se no chão, sendo que o animal cai de uma altura superior de três metros, fechado no recipiente a arder, recipiente esse que se estilhaça no chão.


O gato em chamas a "gritar" agonizante enquanto a população ri, esbraceja e se diverte com o suplício do animal que corre em círculos, tentando alivio e fuga, desorientado em agonia extrema.




Não faz mal, é tradição...!


Explicam "os entendidos em tradições" que "o fogo sempre foi o símbolo da purificação, iluminação e vida, e que no solstício de Verão era habito queimar árvores ou fazer o gado atravessar fogueiras, como função regeneradora e profiláctica.


Explicam também que o gato sempre foi visto com desconfiança na Europa na Idade Média (quando em civilizações mais antigas era venerado) e associado a bruxarias. No século XV, em França,  os Reis assistiam à queima do gato (associado à morte de espíritos malignos) e esta foi prática comum até ao século XIX.




Quando a tradição é sinónimo de barbárie...


Pois é, mas o problema é que estamos no século XXI e que esse tipo de superstições macabras deixarem, e bem, de existir.


Para os mais estúpidos, que confundem tradição com barbárie, convém lembrar que provavelmente não aceitariam, hoje em dia, queimar (como no passado por tradição) supostas bruxas em praça pública ou lançar cristãos em arena para serem comidos vivos por leões para a delícia dos espectadores.


As tradições dos povos são essenciais para a sua coesão, mas não deve ser o livre arbitro para qualquer acto bárbaro e cruéis sobre pessoas ou animais.






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sábado, 27 de junho de 2015

A construção do terror

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Diariamente somos confrontados com actos de terror abomináveis: atentados cegos contras certas populações ou etnias, actos bárbaros contra mulheres ou crianças, atentados bombistas, atentados e mais atentados. 



De tanta divulgação criamos pouco a pouco um escudo invisível de insensibilidade que nos conforta nas nossas convicções e nas nossas pequenas vidas que, contas feitas "até não é muito má", existem piores.



Todos estes atentados fazem-nos esquecer que pode existir um dialogo e uma rejeição dos conflitos. Não tem de existir um conflito "civilacional". Tem de se substituir a ideia de que "o outro" não deve ser visto como inimigo por não concordar com as nossas ideias. 


A história não justifica a acções presentes. O holocausto não justifica a política de apartheid do governo israelita, tal como a acções dos palestinianos não podem justificar acções mortíferas contra os israelitas.


A barbárie é interior e não exterior. São os preconceitos em relação ao "outro" que os torna "estranhos" e "estrangeiros". 


Os povos deveriam acordar para o facto desses conflitos que nos querem fazer crer de internos, serem na realidade estimulados pelas potências dominantes para atingirem os seu fins. 


Acordei, não vos deixeis conduzir pelos conflitos étnicos ou religiosos, que só beneficiam os que têm um plano traçado. Não acrediteis, como dizia, Jean-Paul Sartre que "o inferno são os outros".

Porque também dizia que "O olhar do outro me objectiva, me torna real. O outro atesta minha existência e isso instiga e inquieta.  Desencadeia uma crise de aceitação pois só desejo ver reflectido no outro o melhor de mim mesmo. Porém, o outro enxerga mais do que gostaríamos, desconhece nossas motivações interiores. O olhar do outro me objectiva, me torna real. O outro atesta minha existência e isso instiga e inquieta.  Desencadeia uma crise de aceitação pois só desejo ver reflectido no outro o melhor de mim mesmo. Porém, o outro enxerga mais do que gostaríamos, desconhece nossas motivações interiores. 





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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Quando os pais matam os seus próprios filhos...

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Nos últimos dias fomos confrontados com o assassínio de duas crianças pelos próprios pais, algo de impensável e de difícil compreensão para todos nós.

O que leva um pai ou uma mãe a assassinar os seus próprios filhos?





O infanticida.


O infanticida, frequente em algumas espécies de animais é extremamente raro no ser humano.


Quais as razões para um pai ou uma mãe matar o seu próprio filho, quando a descendência é um acto inato na maioria das espécies animais?


Na Grécia antiga, aquele que praticava tal acto era excomungado da cidade. Na Roma antiga era tolerado o infanticída da segunda filha ou quando uma criança era demasiado fraca e doente.


Na China ou na Índia as filhas eram, e são, frequentemente mortas por representar um peso para a família, dado que os país devem pagar um dote para as poder casar.


Nos povos primitivos, uma criança com uma qualquer malformação eram mortas após a nascença para não serem um peso para a comunidade.









A religião não fica nada bem na "fotografia".

Adorado por milhões de cristãos, muçulmanos e judeus, Abraão recebe a ordem de Deus para matar o seu filho, ordem essa que ele aceita. Esse consentimento para o assassinato é perverso e criminal, no entanto, Abraão é visto por estas religiões monoteístas como uma referência de devoção. 


Como conceber que Deus mandaria um pai matar o seu próprio filho, quando qualquer pai daria a sua própria vida para salvar o seu filho? Este mandamento tirânico é simplesmente uma impossibilidade moral, uma vez que refuta todos os códigos morais concebíveis. Se matar o seu próprio filho inocente é "bom", então o que na terra constitui o "mal"?


Será que Abraão mostra qualquer consideração pelo seu filho? Será que assume a responsabilidade moral? Será que acredita que matar uma criança inocente é um acto "bom"? Ou será que não pensa nas consequências, mas simplesmente obedece como uma maquina programada?  


O Abraamismo é o credo da absurda obediência escravizadora a um mestre irracional poderoso. Os adeptos dessas religiões são apenas guiados pelo terror da possível pena infligida por Deus, por desobediência, como as punições infinitas no inferno.  


Sendo essa ordem doentia aceite, então os 3,5 milhões de seguidores de Abraão deveriam ser classificados de doentes e perversos.







 



Desestruturação familiar.


Uma das características das sociedades actuais é a protecção dos mais fracos, e não de os deixar ao abandono e condenados à morte.


Então coloca-se a questão de saber porque é que pais e mães são capazes de assassinar os seus próprios filhos, alguns com requintes de sadismo.


As explicações não são fáceis. Claro que existe um distúrbio psicológico, mas qual?


Esses pais assassinos, por várias razões chegam ao ponto de considerar o seu próprio filho como um "objecto". Frequentemente essas pessoas são vítima de uma separação, abandonadas pelo seu cônjuge. A situação é a seguinte: abandonas-me, não te posso matar, mas vou matar o que criámos em conjunto, o nosso filho . Já que não quereres a nossa família vou fazer desaparecer o que criamos em conjunto.










O exemplo dos povos "primitivos".


Certas sociedades colectivistas, como as africanas ou ameríndias, são menos sujeitas a este tipo de atitude porque existe uma facilidade de suporte por parte dessa colectividade nas desavenças familiares. Nas sociedades ocidentais a base é a família nuclear: pai, mãe e filhos, sem ter em conta os restantes membros.


Claro que a desestruturação familiar é um factor decisivo, tal como outros factores, como a toxicodependência, mas matar os seus próprios filhos é uma forma de tendência suicida. Matar os seus próprios filhos não deixa de ser algo de terrível, dificilmente compreensível e simplesmente indescritível.







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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Cada 40 segundos uma pessoa suicida-se no mundo

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Abordar o suicídio é delicado, porque sempre foi um assunto tabu por razões religiosas, culturais, sociais, e até políticas.


As causas são multifactoriais: a pobreza, o desemprego, a perda de um familiar, as condições de vida ou uma patologia sub-jacente.


A sua distribuição geográfica depende muito das culturas: mais elevada nos países do este europeu e em certos países asiático, mais baixa nos países muçulmanos e na América do Sul.







Considerações gerais.

O número de mortes por suicídio é superior ao número de mortes por guerras ou catástrofes naturais, mais 800 000 pessoas por ano.


Atinge todos os países, com uma média mundial de 11,4 suicídios por 100 000 habitantes. Mas não atinge todos os países da mesma maneira, a diferença entre os países ricos (12,7) e o países pobres (11,2) é muito semelhante, contrariamente à ideia pré-concebida.


Existe duas vezes mais suicídios nos homens do que nas mulheres.

Entre o ano 2000 e 2012 verificou-se uma diminuição dos suicídios, no mundo, de 26%.








Europa.

Um facto é que nos países nórdicos a taxa de suicídio é mais elevada do que no países do sul. Muitos vêm nesse facto que os países nórdicos, com uma taxa de felicidade mais elevada, paradoxalmente são os que têm as mais altas taxas de suicídio e daí dizerem que "se são tão felizes porque é que se suicidam"?


Dinamarca 8,8 suicídios por 100 000 habitantes, Noruega 9,1, Suécia 11,1, Islândia 14,0, o facto é que não estão muito longe da média europeia e mundial de 11,4. É verdade que os países do sul da Europa têm taxas bem mais baixas com a Grécia 3,8, Itália 4,7, Espanha 5,1, mas Portugal 8,2. 


Grande parte deste facto não se deve-se a padrões de índice de felicidade (educação, saúde, segurança) mas sim ao às tradições cristãs desses países do sul, onde o suicídio é condenado pela igreja.


De salientar que nos países europeus, as mais elevadas taxas de suicídio atingem sobretudo as pessoas idosas, com valores de 28,9 para os mais de 70 anos de idade, em França por exemplo, contra 7,9 no grupo entre os 15 e 29 anos de idade. Parte desse facto deve-se ao ostracismo a que os idosos são confrontados nas sociedades actuais.







América.

Os Estados Unidos ou o Canada estão dentro da média mundial, com 12,1 e 9,8 respectivamente.


O caso é bem diferente na América do Sul. Aí as taxas são particularmente baixas com 4,2 para o México e 5,8 para o Brasil. Influências religiosas e culturais estarão na sua base. Mas surgem caso assustadores: 44,2 para a Guiana (a mais elevada a nível mundial) e 27,8 para o Suriname.


Estes países estão fracturados do ponto de vista social, foram alvo de colonização e os ameríndios deixados ao abandono. É neles que se regista a grande maioria dos suicídios (o que também é válido para todos os países da América do Sul e Austrália). Taxas de desemprego elevadíssimas, más condições de vida e abuso de álcool.






Países muçulmanos.

Na religião muçulmana o suicídio é considerado crime, ainda existem 25 países do mundo onde consta nas suas constituições, a sua grande maioria muçulmana. É nestes países que temos as taxas mais baixas de suicídio com a Arábia Saudita 0,4 (a mais baixa a nível mundial), Argélia 1,9, Tunísia 2,4.







África.

Perto da média mundial mas com nítido aumento (38% de 2000 a 2012), muitos dos quais agricultores.






Ásia.

Temos aqui taxas elevadas de suicídio. Japão 18,5 por razões sobretudo culturais (de honra). Índia 21,1 razões razões culturais e religiosas como a reencarnação. Coreia do Norte em que muito chamados suicídios são crimes. Coreia do Sul por stress, sobretudo relacionado com o trabalho.






Os factores que levam ao suicídio são múltiplos e sempre de grande sofrimento, no entanto a sua prevenção é possível em alguns casos, para os restantes teriam de ser mudados os paradigmas sociais actuais. Uma coisa é certa, não se tratam só de casos isolados que sempre assustaram as nossas sociedades e que sempre foram escondidos.



Não é que o suicídio seja sempre uma loucura. (...) Mas, em geral, não é num acesso de razão que nos matamos. (Voltaire).







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domingo, 12 de abril de 2015

Felicidade: saúde, educação e ateísmo.

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Um estudo divulgado pelo Eurostat concentra-se no indicador de satisfação com a vida porque ele é "um indicador-chave de bem-estar subjectivo". "A satisfação com a vida é um conceito multi-dimensional que é muito moldado por vários factores sócio-demográficos, que conduzem a situações de vida distintas, bem como a diferentes expectativas e preferências".





Felicidade a norte da Europa?


No top 5 dos países mais felizes do mundo está a Suécia/5, a Holanda/4, Suiça/3, Noruega/2, Dinamarca/1. Nos últimos lugares do top da UE, estão Portugal no honroso penúltimo lugar e a Bulgária, no último.


Surpreendentemente, ou não, não é o salário que mais contribui para os europeus estarem satisfeitos com a sua vida. "As condições de saúde são um dos factores determinantes na satisfação com a vida, à frente de outros factores como a posição financeira, a situação do mercado laboral ou as relações sociais"



Saúde e educação fonte de felicidade?


Com elevados índices de educação e saúde, a Dinamarca ficou no melhor lugar. Mas o que, realmente torna os dinamarqueses felizes é “o extremo grau de confiança que as pessoas têm umas nas outras e nas instituições”.


Não é só no ranking de felicidade que a Dinamarca aparece entre as primeiras posições.O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um dos principais medidores de qualidade de vida, do país é de 0.901. O IDH avalia critérios da educação, economia e saúde para classificar de 0 a 10 os países. Quanto mais perto do 1, melhor.


No país, gasta-se mais de 5.600 dólares anualmente com saúde por pessoa, o que dá um total de 11,2% do PIB.


Segurança: É considerado um dos países mais seguros do mundo e o 7º melhor país do mundo para se viver e trabalhar, de acordo com o ranking 2013 OCDE.


A Dinamarca, como país membro da UE, possibilita a todos os cidadãos europeus o acesso às suas universidades de forma completamente gratuita.




Ateísmo fonte de felicidade?


A afirmação parece contraditória, sendo que a maioria das religiões prega a paz e o amor, mas, segundo o Índice Global da Paz (IGP) de 2012, apesar do mundo em geral ter ficado um pouco mais pacífico nos últimos anos, são os países menos religiosos que continuam sendo menos violentos.


Na Nova Zelândia, Dinamarca e Noruega, países que estão no top 10 de mais pacíficos, o conflito religioso na sociedade é praticamente inexistente. Também, um ranking feito pelo sociólogo Phil Zuckerman mostrou que todos os países desse top 10, menos a Irlanda, estão entre os 50 menos crentes do mundo.





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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Sociedade de consumo...

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Porto de Sheerness em Kent, na
Inglaterra

 
O que é isto?

São depósitos de carros novos não vendidos e que nunca serão vendidos. 




Existe uma sobre produção de automóveis que ninguém quer ou tem possibilidade de comprar, estão simplesmente abandonados e vão ser enviados para reciclagem.


A economia real já não tem a possibilidade de absorver os carros produzidos.


As empresas produtoras não podem baixar os preços, porque os novos produzidos a preços mais altos não seriam vendidos.


Estão então ao abandono, a deterioram-se...


Sociedade de consumo no seu expoente máximo...





São Petersburgo, Rússia





Porto de Valencia, Espanha



Antigo aeroporto







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domingo, 8 de março de 2015

Prisões portuguesas: entre o caos e o negócio.












Nem todos os reclusos em Portugal são seres abomináveis detidos por crimes hediondos, existem muitos detidos por pequenos delitos, por exemplo de roubo.

Se é verdade que uma sanção criminal, aplicada a um condenado e a sua execução, tem em vista a futura reinserção daquele na sociedade, não é menos verdade que a reclusão deve respeitar a dignidade do recluso.

As pessoas que entram na cadeia, deixam de ter liberdade, mas não deixam de ter plenos direitos de cidadania.





Prisões sobrelutadas.


Existe actualmente uma sobrelutação na prisões portuguesas, mais de 14 000 detidos (20% são estrangeiros) para uma lotação de 12 000.


Existem 53 estabelecimentos prisionais no país, 17 dos quais são centrais e 31 regionais. A população prisional portuguesa é maioritariamente masculina (há apenas 886 mulheres) e tem entre 25 e 39 anos - há 6691 detidos dentro desta faixa etária; enquanto 2594 presos têm entre 40 e 59 anos; e apenas 1762 têm entre 19 e 24 anos. 


Quase três mil foram detidos devido a roubo ou furto e mais de 2500 estão na prisão por crimes relacionados com tráfico e consumo de estupefacientes. Há ainda um número importante de homicídios: 1234 (dos quais apenas 96 cometidos por mulheres) e de violações (202). 







O negócio prisional.


Além da privação de liberdade a que foram condenados, são punidos com condições de vida inaceitáveis.


"É admitida a entrada, uma vez por semana, de pequenas quantidades de alimentos embalados com o peso máximo de 1 kg por cada entrega". 

As visitas só podem então entregar a um detido 1 kg de comida por semana, um litro de leite, por exemplo, basta para não poderem entregar mais nada.

"Por ocasião da visita de convívio alargado por motivo do aniversário do recluso, é admitida a entrada de um bolo de aniversário com peso até 2 kg, previamente fatiado".


Cada recluso só pode receber uma encomenda uma vez por mês, está incluído nesse capitulo por exemplo um simples livro que é considerado encomenda.


"Em cada estabelecimento prisional existe um serviço de cantina ao qual o recluso pode recorrer para aquisição dos alimentos ou outros produtos e objectos úteis à sua vida diária, constantes de lista aprovada por despacho do director-geral". 

"Os preços dos produtos devem aproximar-se o mais possível dos preços de venda ao público".

A proibição do envio de comida pelos familiares aos reclusos, obriga-os a comprar tudo nas cantinas dos estabelecimentos prisionais, onde tudo é vendido a preços exorbitantes, sempre muitíssimo mais elevados que no exterior. Não admira que nesta condições as cantinas das prisões nacionais tivessem um lucro de 680 000 euros em 2013.

Algumas cantinas definem margens de lucro de 20% nos seus produtos, uma taxa superior à margem entre 8% a 12% que está definida por despacho da DGRSP.

De acrescentar que desses 680 mil euros de lucro, apenas 600 mil euros foram entregues à Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), retendo verbas sem autorização. foi ainda detectado um volume total de vendas de 8,3 milhões de euros nas cantinas que os auditores consideraram muito elevado para estar sem controlo.


A desorganização da contabilidade e facturação das cantinas nas cadeias é grande, algumas em funcionamento não têm um técnico oficial de contas e muitas não pagaram o IVA.

A entrega de um simples edredom, que nos supermercados custa à volta de 15 euros, não é permitida, no entanto pode adquiri-lo no estabelecimento prisional por 30 euros.

"Não é permitida a utilização de roupa de cama e de banho proveniente do exterior". 


Alguns dos bens alimentares adquiridos nas prisões a data de validade do produto foi simplesmente rasgada.


"O tabaco e os instrumentos de ignição são obrigatoriamente adquiridos através do serviço de cantina ou do serviço de venda directa através de máquinas automáticas".  

O fornecimento de tabaco não é permitido, apenas poderá ser comprado no interior do estabelecimento prisional apenas com as marcas disponíveis, para os que têm dinheiro para tal.


O número de salas para conferências entre reclusos e os seus defensores é diminuto privando a intimidade entre advogado e recluso.


Estão muitas vezes a ser aplicadas penas de prisão efectiva completamente desproporcionais aos crimes, preterindo-se muitas vezes das penas alternativas. Portugal apresenta um tempo médio de prisão três vezes superior ao resto da Europa.


23% do total dos reclusos em Portugal estão em prisão preventiva...







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as visitas só podem levar um quilo de comida por semana.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/cadeias-visitas-so-podem-levar-um-quilo-de-comida.html
as visitas só podem levar um quilo de comida por semana.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/cadeias-visitas-so-podem-levar-um-quilo-de-comida.html

quinta-feira, 5 de março de 2015

Ir ao mar e não voltar

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De acordo com a lei portuguesa, a "morte presumida", em caso ausência de corpo, só pode ser declarada ao fim de dez anos. 


No caso dos pescadores, normalmente com fracos recurso, a tragédia de um naufrágio tem consequências dramáticas na capacidade de subsistência dos familiares dos pescadores desaparecidos.




Nestes casos existem muitos problemas , além da indemnização, temos a partilha de bens, acesso a contas bancárias, apoios sociais, pensões de viuvez ou a guarda  de  menores.


Na última década, 250 pessoas morreram no mar cujos os corpos nunca foram encontrados, alguns não pescadores. Nos últimos dois anos, houveram 57 desaparecidos no mar, sendo 12 pescadores.


Este problema, como relatado, não toca só aos pescadores, mas também os que praticam actividades marítimas.


Mas existem outros casos de "morte presumida" como as vítimas de queda de aeronaves em que os corpos nunca são encontrados ou reconhecidos, ou as vítimas de, por exemplo, um tsunami como o que atingiu o sudeste asiático. Neste casos, a não hipótese de sobrevivência, mesmo sem a presença do corpo, deveria "servir" de certidão de óbito.


Está em discussão na Assembleia da Republica um Projecto Lei para encurtar esse prazo de 10 anos para 90 dias, mas apenas para os pescadores, dado a particularidade da actividade. Esperemos que essa lei também possa ser aplicada a outras situações de "morte presumida".







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sábado, 7 de fevereiro de 2015

6 Grandes Ilusoes do Sistema

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As seis Grandes Ilusões que nos mantêm Escravizados/Subjugados à Matrix


 
"Na prisão, as ilusões podem oferecer conforto." - Nelson Mandela



 
Para que um mágico possa enganar o seu público, os seus truques devem passar despercebidos, e, para isso ele cria uma ilusão para impedir a atenção na realidade. Enquanto o público está em transe, o acto enganoso é cometido, e para os tolos, a realidade torna-se então, inexplicavelmente, construída em cima de uma mentira. Isto é, até que o os tolos acordem e reconheçam a verdade no facto que foram enganados.

 
Manter a suspensão de incredulidade na ilusão é no entanto muitas vezes mais reconfortante do que reconhecer os segredos do mágico.



 
Vivemos num mundo de ilusão. Assim, muitas das preocupações que ocupam a mente e as tarefas que preenchem o calendário surgem de impulsos plantados para nos tornarmos alguém ou algo que não somos. Isto não é acidente ou por acaso.


À medida que somos doutrinados para esta cultura autoritária-corporativa-consumista que hoje domina a raça humana, somos treinados que certos aspectos da nossa sociedade são verdades intocáveis, e que formas particulares de ser e de agir são as preferidas.

 
Psicopatas enfraquecem e desautorizam as pessoas desta forma. Eles nos cegam com incessantes barragens de sugestões e absolutismos que visam abalar a nossa auto-confiança e a confiança no futuro.

 
Bansky, o revolucionário reverenciado e evasivo artista de rua uma vez comentou assim:
"Pessoas estão gozando de nos todos os dias. Intrometem-se na nossa vida, nos denigrem e em seguida, desaparecem. Nos olham lascivamente de altos edifícios e nos fazem sentir diminuídos. Fazem comentários irreverentes até em autocarros, insinuando que não somos suficientemente atractivos e que toda a diversão está acontecendo noutro lugar. Também estão presentes na TV fazendo a namorada  ou familiares se sentirem inadequados. Têm acesso a mais sofisticada tecnologia que o mundo já viu e nos intimidam com isso. Eles estão no controle, são os locutores e estão rindo de nos. "- Banksy

 
A publicidade é apenas a ponta do iceberg. Quando olhamos mais longe vemos que a organização geral da vida é centrada em torno da busca de ilusões e obediência automática às instituições e ideias que não são de todo o que parecem. Estamos, a bem da verdade e num sentido muito realista, escravizados.


Muitos chamam esse sentimento um tanto intangível de opressão 'Matrix', um sistema de controlo total que invade a mente, a programação de indivíduos moldando-se eles mesmos de acordo com uma versão conformista da realidade, não importa quão perversa possa ela ser.

 
As mais grandiosas ilusões que nos mantêm escravizados à Matrix, as que têm muitos de nós ainda em transe, estão sumariamente descritas abaixo para consideração do leitor.





 
 
1. A Ilusão da Lei, Ordem e Autoridade
 
Para muitos de nós, cumprir a lei é considerado uma obrigação moral, e muitos de nós fazemos isso com prazer, embora a corrupção, escândalo, e maldade mostrem repetidamente que a lei é bastante flexível para aqueles que têm músculo para dobrá-la. A brutalidade policial e crimes cometidos pela polícia é galopante nos EUA, assim como noutros países e os tribunais favorecem os ricos; não podemos até levar mais a nossa vida privada graças à intrusão de vigilância do Estado. E ao mesmo tempo a guerra Orwelliana permanente, ilegal e imoral grassa nos bastidores da vida, assassinando e destruindo nações inteiras e culturas.

 
A ordem social não é o que parece, pois é inteiramente baseada em conformidade, obediência e aquiescência que são impostas pelo medo da violência. A história nos ensina que a lei é igualmente e muitas vezes usada como um instrumento de opressão, controle social e pilhagem, e qualquer proclamado vestigio de autoridade a este respeito é uma autoridade falsa, hipócrita e injusta.

 
Quando a própria lei não segue a lei, não há lei, não há ordem, e não há justiça. A pompa e aparato de autoridade são meramente uma ocultação da verdade de que a actual ordem mundial é baseada no controlo, e não no consentimento.






 
2. A ilusão de Prosperidade e Felicidade
 
Adornando-nos com roupas e bugigangas caras e acúmulo de bens materiais que seriam a inveja de qualquer monarca do século 19 tornou-se um substituto para a prosperidade genuína. Manter a ilusão de prosperidade, porém, é fundamental para a nossa economia como um todo, porque a sua fundação é construída sobre o consumo, a fraude, crédito e débito. O próprio sistema bancário foi projetado de cima para baixo para criar riqueza ilimitada para alguns enquanto tributam até a eternidade o resto de nós.

 
A verdadeira prosperidade é um ambiente vibrante e uma abundância de saúde, felicidade, amor e relacionamentos. Cada vez mais as pessoas tem a percepção dos bens materiais como forma de auto identificação nesta cultura, causando um deslizamento cada vez mais longe da experiência da verdadeira prosperidade.






 
3. A ilusão da Escolha e da Liberdade
 
Leia nas entrelinhas e olhe para as letras miúdas, não somos livres, de nenhum jeito nem por nenhum padrão inteligente. A liberdade é sobre ter escolha, mas no mundo de hoje, a escolha passou a significar uma seleção entre as opções disponíveis, sempre de dentro dos confins de um sistema jurídico e fiscal corrupto, e dentro dos limites das normas culturalmente aceites e aplicadas.

 
Não olhemos mais longe do que a falsa instituição da Democracia moderna para encontrar um exemplo brilhante de falsas opções que aparentam ser reais. Em muitos países incluindo os EUA, dois enraizados, corruptos e arcaicos partidos políticos se exibem como sendo o orgulho e esperança da nação, no entanto vozes de terceiros e de independentes são intencionalmente bloqueadas, ridicularizadas e apagadas.

 
A ilusão de Escolha e Liberdade é um poderoso opressor pois nos engana e faz aceitar correntes e trelas curtas, como se fossem essas as características de Liberdade.
Múltipla escolha é diferente do que Liberdade, é servidão fácil.





 
 
4. A Ilusão da Verdade
 
A Verdade tornou-se um assunto delicado na nossa cultura, e nós temos sido programados para acreditar que 'a' verdade vem dos Semi-Deuses da “mídia”, Celebridades e do Governo. Se a TV declara algo como verdade, então nós somos considerados hereges se acreditarmos no contrário. Mente inquisitiva, uso da duvida metódica ou pensamento crítico não podem ser exercidos, fazendo aqueles poucos que questionam o sistema caírem no ostracismo e serem alvos de escarnio da sociedade.

 
A fim de manter a ordem, os poderes vigentes dependem da nossa aquiescência à sua versão da verdade. Enquanto um punhado de pensadores e jornalistas independentes abrem continuamente buracos nas versões oficiais da realidade, a ilusão da verdade é tão poderosa que é preciso uma revolta pessoal séria para evitar a dissonância cognitiva necessária para funcionar numa sociedade que persegue abertamente falsas realidades.






  
5. A Ilusão do Tempo
 
Diz-se que tempo é dinheiro, mas isso é uma inverdade. O tempo é a nossa vida. A nossa vida é uma constante evolução da manifestação do presente. Olhando para além do mundo dos cinco sentidos onde fomos treinados para nos movermos de acordo com o relógio e calendário, descobrimos que o espírito é eterno, e que cada alma individual é parte desta eternidade.

 
A grande enganação aqui, é o reforço da ideia de que o momento actual é de pouco ou nenhum valor, que o passado é algo que não podemos desfazer ou esquecer, e que o futuro é intrinsecamente mais importante do que o passado e o presente. Isto leva a nossa atenção para longe do que na verdade está acontecendo no presente e direciona-a para o futuro. Uma vez completamente focados no que está por vir e não o que é, somos presa fácil para os anunciantes e arautos do medo, que turvam nossa visão do futuro com todas as preocupações possíveis e imagináveis. Assim nos condicionam por exemplo a amar ou odiar colectivamente certos grupos de pessoas, raças, religiões e muito mais.

 
Somos mais felizes quando a vida não nos empacota ou aprisiona e quando a espontaneidade e aleatoriedade nos dá a chance de descobrir mais sobre nós mesmos. Desistindo do momento presente, a fim de fantasiar sobre o futuro é uma armadilha. Os imensos e intemporais momentos de alegria espiritual encontrados na meditação silenciosa são a prova de que o tempo é uma construção da mente do homem, e não necessariamente obrigatória para a experiência humana.

 
Se tempo é dinheiro, então a vida poderia ser medida em dólares ou euros. Quando esse dinheiro baixa de valor, assim também seria a vida. Este é o engano total, porque a vida é, na verdade, absolutamente valiosa e sem preço.




 
 
6. A ilusão de Singularidade
 
A nível estratégico, a tática de dividir para conquistar ou reinar é um procedimento operacional padrão para os autoritários e exércitos invasores, mas a ilusão de singularidade é ainda mais profunda do que isso.

 
Estamos programados para acreditar que, como indivíduos estamos sempre em concorrência ou competindo com tudo e todos ao nosso redor, incluindo os nossos vizinhos e até mesmo a natureza. Nós contra eles até ao extremo, até o fim. Isso claramente nega a verdade de que a vida neste planeta é infinitamente inter-ligada. Sem ar limpo, água limpa, solo saudável, e um sentido global vibrante de comunidade não podemos sobreviver aqui.
Enquanto a ilusão de singularidade nos conforta satisfazendo-nos o ego e oferecendo uma sensação de controle, na realidade, só serve para nos escravizar e nos isolar.


 
Conclusão
 
Estas ilusões aqui mencionadas foram encenadas a nossa frente como campanha para incentivar a aquiescência cega às maquinações dos senhores da Matrix. Na tentativa de nos desautorizar, eles exigem a nossa conformidade e obediência, mas não podemos esquecer que tudo isso é apenas uma elaborada proposta de vendedor. Eles não podem vender aquilo que não estivermos interessados em comprar.





Texto enviado pelo anónimo JDL