Octopus

A rádio, os jornais, a televisão não vos contam a verdade. Sobre qualquer informação faça a seguinte pergunta: "Quem beneficia com isto?". Procure pontos de vista diferentes, pense por si. Agora sim, retome a notícia.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A Síria será abandonada por todos

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Algumas fontes ligadas ao departamento de defesa americano referem a próxima quinta feira, dia 05 de setembro, como o dia do início dos ataques dos Estados Unidos à Síria. Estes terão como alvos bases militares, bases de defesa anti-aérea, aeroportos e bases de comando.



Antes das conclusões oficiais dos inspectores da ONU no terreno, o secretário de Estado da Defesa americano já afirmou que os Estados Unidos já concluíram que o regime sírio está na origem da utilização de armas químicas.





Os Estados Unidos reforçaram a sua presença no mediterrâneo com um quarto navio de guerra armado de mísseis. Actualmente as forças em presença são as seguintes:








Os responsáveis sírios já avisaram que em caso de ataque, será criada uma coligação entre o Irão, o Iraque, o Líbano e a Síria com vista a atacar Israel.

Mas será mesmo assim? Em caso de ataque americano à Síria algum país estará disposto a ajudá-la? Aparentemente não.




Rússia:

No dia 26 deste mês, o ministro dos negócios estrangeiros russo, Serguei Lavrov, disse numa conferência de imprensa: "A Rússia não fará a guerra a ninguém, mesmo que haja uma ingerência externa de forças no conflito". "Podem deduzir isso mesmo, pela nossa posição nos últimos anos quando o direito internacional não estava a ser cumprido na Jugoslávia, no Iraque e na Líbia. Não temos qualquer intenção de entrar em guerra com quem quer que seja".
A Rússia apenas vetará uma guerra contra a Síria em caso de votação no Conselho de Segurança.



China:

A China sempre teve uma polícia externa de não ingerência. Apesar da China não ter qualquer interesse directo na zona (está mais voltada em termos energético para a África), quer manter boas relações com a Rússia, porque um dia poderá necessitar do seu vote no Conselho de Segurança. Em caso de conflito não irá intervir, apenas está disposta a vetar qualquer intervenção militar no seio da ONU.



Irão:

Principal aliado da Síria, apesar das ameaças verbais contra os Estados Unidos em caso de ataque à Síria, se estas forem limitados, não deverá intervir. Apenas em caso de alargamento do conflito é que o Irão poderá intervir, inicialmente através das milícias do Hezbollah no Líbano (apoiado pelo Irão) lançando ataque pontuais contra Israel.



Jordânia:

Tem conseguido gerir com grande diplomacia a sua situação interna e tem tentado manter uma certa distância em relação à guerra civil síria. Considerada uma aliada dos Estados Unidos, vive com a ameaça da subida ao poder de extremistas islâmicos, mas não quer servir de base de intervenção americana.



Líbano:

O Líbano vive uma grande instabilidade, com metade da sua população anti-Assad e a outra metade a favor do regime sírio apoiado pelo o Hezbollah. A sua intervenção, em caso de ataque à Síria, será limitada ao envio de combatentes pro-regime sírio, o que já faz actualmente, e eventuais bombardeamentos contra as posições dos rebeldes sírios. Só em caso de alargamento do conflito é que poderá lançar ataques limitados contra Israel.



Iraque:

Vive uma tensão interna muito grande entre sunitas e xiitas. Em caso de conflito, não deverá intervir, apesar de aliado da Síria, apenas poderá enviar pontualmente combatentes, o que já faz actualmente.



Palestina:

Não tem uma posição unânime sobre a guerra civil na Síria, tendo-se sempre demarcado de qualquer declaração publica. De qualquer maneira não dispõe de meios para intervir.






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Octopus à(s) 08:59 13 comentários:

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Síria: do gás natural ao gás sarim

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A guerra civil criada e alimentada pelas potências ocidentais deve-de, em grande parte, pelo controlo dos gasodutos que alimentarão a Europa em gás (ver: "A guerra do gás").

Paradoxalmente, com o ataque químico à população síria, o que está em questão é outro gás, o gás sarim.





Os media são muito unãnimes e claros, o mau e sanguinário Bachar al-Assad usou armas químicas contra os seu próprio povo. Mas muitas questões ficam por responder:



- Porque é que Bachar al-Assad iria lançar um ataque com armas químicas no preciso momento em que tinha acabado de autorizar os inspectores da ONU a fazer um inquérito justamente sobre a utilização de armas químicas?


- Porquê lançar dois roquetes com armas químicas, pouco preciso, quando a aviação possui formar de lançamento mais específicas?


- Porque é que nas numerosas fotografias do massacre apenas aparecem civis e não um único rebelde, numa zona ocupada maioritariamente por soldados rebeldes e com poucos civis?


- Como é que os media conseguiram fazer as suas reportagens, quando uma zona exposta a um gás químico é inacessível durante 36 horas sem um fato especial?




A Rússia já forneceu à ONU fotografia de satélites com os dois roquetes a serem disparados de Douma, região controlada pelos rebeldes.



É chocante e o nosso cérebro não está preparado para não aceitar a possibilidade de ter sido um grupo de rebeldes a disparar contra a população com intenção de confirmar, perante a delegação da ONU, que Bachar al-Assad está efectivamente a usar armas químicas contra o seu povo.


É chocante, mas não inédito, basta lembrar os bombardeamentos de civis bósnios em Sarajevo entre 1993 e 1995 que conduziram à intervenção militar da NATO.


Estamos à beira de mais umaiminente intervenção militar "humanitária" por parte dos Estados Unidos (NATO) com a bênção da ONU.





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Octopus à(s) 08:31 8 comentários:

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A guerra do gás

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O gás representa mais de um quarto do consumo energético da Europa e a tendência é para aumentar rapidamente. A visualização, neste caso dos gasodutos, explica muitas das guerras e tensões no Médio Oriente.






O continente europeu importa 50% do gás que consome, sendo a Rússia, a Argélia e o Qatar os principais fornecedores. Um quarto desse gás vem da Rússia, através de uma única empresa: Gazprom.









Para contornar a passagem actual do gás pela Ucrânia, a Bielorússia e a Polónia, a Rússia decidiu criar dois gasodutos, a norte o "North Stream" e a sul o "South Stream", como podemos observar, a vermelho, no mapa seguinte:




O "North Stream" é um projecto caro, dado que deverá passar por baixo do mar Báltico para atingir directamente a Alemanha. Este projecto é financiado a 51% pela Gazprom, mas também pela Alemanha, através da E. On e BASF com 20% cada.


O "South Stream" deverá atravessar a Bulgária, a Hungria e a Sérvia e transportar 63 mil milhões de m3 de gás por ano. A Servia, aliado histórico da Rússia ira ter um papel determinante, com a construção de um depósito de 300 milhões de m3 de gás para eventuais falhas de abastecimento. Este projecto é co-financiado pela italiana ENI.






Este último projecto é um concorrente directo, como podemos ver do projecto europeu de "Nabucco", a vermelho no mapa seguinte:






O gás proveniente do Azerbaijão deveria chegar até à Hungria, onde depois, seria distribuído na Europa ocidental.



No entanto, o consorcio Shah Deniz, do Azerbaijão, optou recentemente por um projecto alternativo: o "Trans-Adriatic Pipeline" (TAP), no mapa seguinte a laranja.








O projecto TAP tem a vantagem de ter uma extensão com menos 400 km de que o gasoduto de Nabucco. De qualquer maneira, apesar de concurente do projecto russo, TAP ou Nabucco terá um custo duas vezes superior ao de "South Stream" e só estará concluído em 2018 contra 2015 para o russo.





Existe um outro projecto de abastecimento europeu com o gás proveniente do Qatar, terceira maior reserva do mundo, este deverá ser encaminhado através do sul do Iraque, da Jordânia e da Síria para chegar à Turquia. Aliás, a Turquia já tem essa parte do gasoduto pronta.

A Síria é um obstáculo a esse projecto, compreende-se melhor a participação activa da Turquia e da Jordânia na queda do presidente Sírio.







Existe, finalmente, um projecto para abastecer a Europa com gás proveniente do Irão com um gasoduto que atravessa o Iraque e a Síria, onde sairia em direcção aos vários países europeus: o "Islamic Gas Pipeline":









O projecto de um eixo Irão-Iraque-Síria não é bem visto pelos americanos e seus aliados europeus, mas não projedica o projecto russo e pelo contrario compete com os projectos americanos e europeus. Este facto explica, em parte, a instabilidade criada pelos Estados Unidos na Síria, que tem neste quadro uma importância estratégica fundamental.








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Octopus à(s) 08:30 Sem comentários:

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sindrome autoimune induzido por adjuvantes

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Recentemente, foi reconhecido um novo síndrome: o Síndrome Autoimune Induzido por Adjuvantes, com a sigla inglesa ASIA, este reagrupa actualmente quatro quadros clínicos enigmáticos: siliconose, Síndrome da Guerra do Golfo, miofascite macrofágica e reacções pós-vacinais.





Estas quatro patologias têm muitos pontos em comum, e são resultantes de uma alteração do sistema imunitário, são doenças autoimunes, doenças em que o organismo se auto-destrói.

 

Já sabíamos há muitos anos que certas infecções, certas toxinas e certos medicamentos podiam desencadear alterações do nosso sistema imunitário, recentemente descobriu-se que certos factores ambientais produziam um efeito adjuvante nesse sistema, entre outros, o silicone e o alumínio. Estes adjuvantes desencadeiam uma reacção autoimune no nosso organismo.




Mecanismo dos adjuvantes:


Um adjuvante imunológico é uma substância que aumenta a reacção imunitária a um antigénio. O adjuvante utilizado nas vacinas é preferencialmente o alumínio. Como resposta, o organismo vai produzir uma serie de substâncias algumas das quais vão destruir as células do próprio corpo (auto-anticorpos).



Vacinas.
 

Esta reacção pode levar semanas, meses ou anos a declarar-se, daí a dificuldade em estabelecer um nexo-causal entre a vacina e o aparecimento da doença autoimune. Contudo, recentes surtos, por exemplo do síndrome de Guillain-Barré (que atinge o sistema nervoso central) após uma vacinação em massa, como no caso da gripe A, sugerem uma relação de causa a efeito.



Miofascite macrofágica.
 

No caso da miofascite macrofágica, de aparecimento pós-vacinal, a presença de hidróxido de alumínio em biopsias musculares nos doentes atingidos, prova a toxicidade desse metal, utilizado como adjuvante nas vacinas.



Síndrome da Guerra do Golfo.


No síndrome da Guerra do Golfo, os militares recebiam 6 injecções da vacina contra o antrax, contendo como adjuvantes o alumínio e o escaleno. Os estudos realizados mostraram que os que adoeceram com ASIA tinham no organismo anti-corpos ao escaleno.



Siliconose.


Contrariamente ao que se pensava, o silicone (nos implantes mamários) não é um material inerte, ele também pode desencadear um ASIA.



Todos estes doentes com ASIA apresentam dores musculares, dores articulares, fatiga exagerada, alterações neurológicas e cognitivas, temporárias ou definitivas.




http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23902317

http://www.myofasciite.fr/Contenu/Divers/201007_Shoenfeld_ASIA.pdf







Octopus à(s) 08:25 9 comentários:

Vacinas contra a poliomielite contaminadas com virus de macaco

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O departamento de saúde americano, Centers for Disease Control and Prevention (CDC) publicou um artigo, mais tarde removido (mas que pode ser visualizado aqui ) onde revela que entre 1955 e 1963, 10 a 30 milhões de americanos poderão ter sido infectados com o virus SV40 proveniente de lotes vacinas contra a poliomielite contaminados.




SV40 é a abreviatura de Virus Símio 40 altamente suspeito de provocar cancro no ser humano. Com efeito, fragmentos desse virus foram recentemente isolados em 33% dos cancros osseos (osteossarcomas) e 60% dos cancros do pulmão (mesoteliomas).


Na década de 1950 foram utilizados rins de macacos rhesus infectados com SV40 para o fabrico de vacinas contra a poliomielite. Apesar de nem todas as vacinas estarem infectadas, estima-se que 10 a 30 milhões poderão assim ter sido contaminadas.



Consta do relatório do CDC que:


- o SV40 é um virus encontrado em algumas espécies de macacos,


- o SV40 foi descoberto em 1960 e logo depois foi encontrado nas vacinas contra a poliomielite,


- o virus SV40 foi encontrado em certos tipos de cancro no ser humano, apesar de não ter sido determinado se é o factor causal,


-  a maioria dos estudos sugere que o SV40 não causa cancro, contudo existem alguns estudos que dizem o contrário, sendo necessário mais investigação,


- actualmente as vacinas contra a poliomielite não contêm SV40 desde 1963,


- nem todas as doses administradas entre 1955 e 1963 continham o SV40, calculas-se contudo que poderão ter sido contaminados 10 a 30 milhões de pessoas.





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Octopus à(s) 04:34 Sem comentários:
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Acerca de mim

Octopus
Médico de Clínica Geral. Estudos em França com obtenção do Baccalauréat em Ciências Políticas e Económicas pela Universidade de Paris. Línguas: francês, português, inglês, espanhol, mandarín e árabe. Estuda Língua e Cultura Árabe. Interesses: Astronomia. Diploma Universitário de Astronomie et Mécanique Celeste de l'Observatoire de Paris.
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