terça-feira, 29 de Novembro de 2011

Síria: as habituais mentiras mediáticas de sempre...

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O Syrian Obeservatory for Human Rights (SOHR), um alegado centro para a defesa dos direitos humanos, denunciou nos meios no media, inclusive na CNN, que o presidente sírio Bashar al-Assad tinha ordenado de desligar a energia eléctrica na cidade de Hama, provocando a morte de diversos recém-nascidos nas incubadoras. 

As imagens mostravam recém-nascidos amontoados e a legenda: "Estes bebés morreram no hospital de Hama, quando as forças sírias desligaram a água e a electricidade e recusaram o aprovisionamento de gasóleo dos geradores do hospital".



Esta notícia lembra a das famosas incubadoras do Kuwait, durante a primeira Guerra do Golfe, que ajudou a fazer com que opinião pública americana fosse a favor da intervenção no Iraque em 1991.
Nessa altura, como agora, a notícia era falsa.



As fotografias apresentadas foram retiradas de um forum de um site egípcio:






O forum de "Fatakat": 
http://forums.fatakat.com/thread1408443





A página em questão é a seguinte:





Trata-se do relatório de uma delegação de médicos militares egípcios num hospital de Alexandria, no Egipto, a informar sobre os problemas encontrados no serviço de neonatologia, nomeadamente da sobrelotação.



Nele pode-se ler:



"Uma delegação de médicos militares passou pelo hospital para verificar os problemas das crianças.


Alexandria, Ahmed Sabri

O Conselho Supremo das Forças Armadas ordenou a resolução do problema verificado com a sobrelotação das incubadoras e que coloca em risco a os bebés no hospital pediátrico Shatby de Alexandria. Foi destacada um delegação médica militar da região norte, para o hospital e os problemas vividos no sector de neonatologia e as razões da inabitual sobrelotação resultante do número limitado de jardins de infância no hospital.
A fonte desta informação acrescenta que foram dadas instruções para que esta situação seja resolvida o mais rapidamente possível."





A informação do Syrian Obeservatory for Human Rights (SOHR) foi entretantodesmentida, mas o que fica na cabeças das pessoas é a informação inicial. 


Este organismo não governamental, o Syrian Obeservatory for Human Rights, é do mesmo tipo daqueles que tínhamos encontrado recentemente na Líbia.

Em Tripoli havia a Liga Líbia para os Direitos Humanos (LLDH), membro da Federação Internacional para os Direitos Humanos (FIDH).

A FIDH é financiada pelo National Endowment for Democracy (NED), uma Organização Não Governamental criada pelo antigo Presidente Ronald Reagan em 1982 e paga pelo Congresso dos Estados Unidos.

Na Síria a NED apoia-se no Damascus Center for Human Rights Studies, também ele faz parte da FIDH. Radwan Ziadeh, director do Damascus Center, é também o director do Syrian Center for Political Strategic Studies em Washington.




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quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

Quanto custa um dia de greve?

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As contas difíceis.


Para saber do impacto de um dia de greve geral sobre a economia portuguesa, podemos fazer um cálculo simples (simplista) dividindo o PIB português pelos número de dias de trabalho. Teríamos então, os cerca de 170 mil milhões de euros do PIB anual dividido pelo número de dias úteis de trabalho, o seja 170 mil milhões de euros dividido por 225 dias úteis (365 dias menos 53 sábados, 52 domingos, 9 feriados e 25 dias de férias). Chegaríamos a um valor de 764 milhões de euros.


Mas estas contas por alto servem quanto muito como uma referência. A economia não funciona só aos dias úteis; nem todos os trabalhadores fazem greve; a produtividade dos dias não é toda igual; e em muitos sectores o trabalho "perdido" num dia de greve pode ser compensado nos dias seguintes.


Para Luís Bento, autor de um estudo segundo o qual cada feriado tem um impacto de 37 milhões de euros sobre a economia, "não é possível" fazer a transposição deste valor para uma greve geral, como a que foi marcada pelas confederações sindicais para esta quinta-feira.


Os efeitos das greves gerais são muito diversificados, até porque variam de um sector de actividade para o outro. A adesão nunca é de 100%, e as greves gerais paralisam sobretudo a função pública e o sector empresarial do Estado.


No sector privado, apesar de muitas pessoas não conseguirem chegar aos postos de trabalho por causa da paragem dos transportes, o que afecta 25 ou 30% do sector privado, quanto mais não seja por atrasos, do ponto de vista produtivo não existem grandes desvantagens, até porque as empresas não pagam os salários das greves.


No sector dos transporte, por exemplo, existem apenas as perdas dos passageiros ocasionais, sendo que os passes já estão pagos e que não haverá gastos com os combustíveis e haverá descontos aos trabalhadores que fazem greve.



Impacto simbólico?


O investigador António Costa Pinto, vai mais longe,  e considera que uma greve geral tem um impacto económico "completamente nulo", defendendo que tem apenas um significado "simbólico" do descontentamento da sociedade. "Um dia de greve geral é completamente nulo em termos de impacto económico, é apenas " simbólico", uma vez que não contrariará em nada as medidas em curso, apenas demonstra descontentamento".


De acordo com o sociólogo, "se se fizer uma análise comparada das greves em Portugal, França, Itália ou Inglaterra, verifica-se que Portugal é um país de fraca conflitualidade social e também que é um país menos desenvolvido", o que quer dizer que, "no caso português, não há nenhuma relação negativa entre a taxa de greves e a diminuição da produtividade".


O investigador disse ainda que "é natural" que exista contestação social, face às medidas de austeridade.
"Se ela não existir, isto quererá dizer que a sociedade portuguesa confirma uma das suas características: a fraca dinâmica da sociedade civil e uma cultura de passividade como elemento dominante. Ou seja, caso não exista, não é porque a sociedade portuguesa, como corpo unido, concorde com a austeridade, é porque tem um escasso capital social e uma escassa dinâmica social".


As greves gerais têm assim muito mais benefícios do que custos e têm um efeito normalizador das relações e tensões sociais. São uma espécie de gritos de alerta que ajudam a pacificar as populações.



Um sinal revolucionário?


Apesar da situação política ser diferente da actual, Jean Jaurès explicava porque era contra as greves gerais, não pela legitimidade da greve em si, mas porque essa deveria apaixonar e preparar esse movimento e nunca servir de disfarce da violência. 


Não estando reunidas estas condições, as greves gerais arriscam-se a ser perigosas utopias que afastam as classes mais desprotegidas dos combates mais realistas com vista à conquista de de melhorias sociais.


No entanto reconhecia que as greves gerais, apesar de impotentes como método revolucionário, só por si são um sinal revolucionário da maior importância por serem um aviso prodigioso para as classes privilegiadas, mais de que um meio de libertação para as classes exploradas.





http://aeiou.expresso.pt/impacto-no-pib-de-um-dia-de-greve-e-impossivel-de-calcular=f689187
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO023537.html

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2061941


terça-feira, 22 de Novembro de 2011

Enquanto a Europa se afunda, a Comissão Europeia "proíbe" a ingestão de àgua!

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O Dr. Andreas Hahn e o Dr. Moritz Hagenmeyer são conselheiros das empresas agro-alimentares sobre as afirmações ligadas à saúde que estas podem fazem em relação aos seus produtos. Foi pedido à Comissão Europeia se os produtores europeus de água engarrafada podiam afirmar que "o consume de regular de quantidades significativas de água permite reduzir o risco de vir a desenvolver uma desidratação".



Ao fim de 3 anos de inquérito, os burocratas de Bruxelas chegaram à conclusão que não existem provas suficientes para afirmar que beber água previne a desidratação. 



Quem tem dificuldade em acreditar numa tal estupidez, pode ler o Regulamento nº 1170/2011 da Comissão do dia 16 de novembro deste ano, assinada por Durão Barroso:
http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2011:299:0001:0003:FR:PDF



Isto significa que a partir de agora, os produtores europeus de água engarrafada estão proibidos de fazer essa afirmação em relação aos seus produtos, com uma pena que pode ir até aos dois anos de prisão.


Perante tal estupidez, as reacções são numerosas. O deputado europeu inglês Roger Helmer declarou: "Isto é de uma estupidez abissal. O Euro está em fogo, a Europa desmorona-se e existem tecnocratas chorudamente pagos para se interrogar sobre as qualidades evidentes da água e tentar proibir-nos o direito de afirmar o que é evidente. Se fosse necessário um exemplo para demonstrar a loucura que representa o projecto europeu, era este".



Esta decisão surreal  lembra uma regulamentação europeia que muitos já esqueceram e que data de 1995. A Comissão Europeia, sempre preocupada com o nosso bem estar, chegou ao cumulo de determinar o ângulo que as bananas e os pepinos deveriam ter ou definir o calibre das cenouras. Foram assim 26 as frutas e legumes cuja forma, tamanho e consistência a serem objecto da (in)tolerância da Comissão, o resto ia para o lixo. O importante é a normalização.





http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/eu/8897662/EU-bans-claim-that-water-can-prevent-dehydration.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Commission_Regulation_%28EC%29_No_2257/94

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sexta-feira, 18 de Novembro de 2011

Os mitos ecológicos

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As organizações ambientais têm todo o interesse em apresentar um ambiente em mau estado para justificar a sua sobrevivência. 

Os políticos têm todo o interesse em alimentar o medo da degradação do planeta para justificar mais impostos e um maior perímetro de acção. 


Cada vez mais, o discurso ecológico está a perder a referência ao Homem e a aumentar a pressão dos lobbies. 

Não se trata aqui de um manifesto anti-ecologista, mas sim de chamar a atenção para o extremismo ecologista elevado pelos seus dogmas ao estatuto de verdadeira religião.








Bjorn Lomborg, durante muitos anos membro de Greenpeace, é professor de estatística na universidade de Aarthus na Dinamarca e com a ajuda dos seus estudantes, decidiu verificar, do ponto de vista estastístico, todas as grandes teorias catastróficas propostas pelos ecologistas. Os resultados são surpreendentes.



- As pessoas alimentam-se cada vez melhor, mesmo nos países pobres, e cada vez se morre menos de fome no mundo apesar do aumento da população.


- A esperança média de vida no mundo era de 30 anos em 1900, hoje é de 67 anos; o que significa que nos países do terceiro mundo as pessoas podem esperar viver mais anos do que a média dos americanos ou ingleses nos anos 40.

- Em quase todos os países do mundo, a miséria recuou nos últimos 50 anos mais do que nos 500 anos precedentes.


- O crescimento económico não tem sido tão maléfico para o ambiente como dizem: a riqueza aumenta a qualidade de vida.


- No planeta nunca faltou, nem há-de faltar, de energia e de recursos naturais, e a poluição tem vindo a diminuir nos países desenvolvidos.


- Por muito preocupante que seja a poluição nas capitais dos países pobres, ela é bastante inferior á que existia em cidades como Londres nos anos 1930-1940.


- Existe um exagero sobre as consequências das marés negras, as 250 000 aves mortas durante o naufrágio do petroleiro Exxon Valdez é inferior ao número de aves mortas diariamente por colisão contra os vidros dos aranha céus nos Estados Unidos. Todos os anos, 70 000 aves morrem por colisão contra as pás eólicas nesse mesmo país.


- A desflorestação na Europa teve o seu máximo na idade média com a destruição de 50 a 70% da floresta original para ser convertida em terras de cultivo ou para queimar. Actualmente, como em França, a superfície florestal tem estado a aumentar. Mesmo nas florestas tropicais, a taxa de desflorestação é de apenas 0,46%.


- Nomear a Amazónia "pulmão do mundo" não passa de um mito, com efeito, se é verdade que as plantas produzem oxigénio através da fotossíntese, quando morrem e se decompõem consomem a mesma quantidade do oxigénio, assim uma floresta em equilíbrio não produz nem consome oxigénio. 


- O aquecimento global ou o buraco do ozono são teorias infundadas, desmentidas por muitos cientistas.


- Quando se fala em extinção de espécies, trata-se em 95% dos casos de insectos, fungos ou bactérias, mas é mais fácil e mediático defender a causa dos elefantes ou baleias do que a de uma formiga ou de um escaravelho.





"A ideia central deste livro é que não devemos deixar para as organizações de defesa do meio ambiente, os lobbies ou órgãos de informação apresentem verdades e prioridades unilaterais. Ao contrário, devemos lutar para a cuidosa verificação democrática do debate sobre o meio ambiente, conhecendo o verdadeiro estado do mundo".


"Se quisermos tomar as melhores decisões para o nosso futuro, não devemos basear as nossas prioridades no medo, mas em factos. Assim, precisamos confrontar os nossos medos; precisamos desafiar a ladainha. A ladainha baseia-se em mitos, embora muitos desses mitos possam ser propagados por pessoas bem-intencionadas e compassivas. É difícil não ter a impressão de que as críticas brandidas por Al Gore não passam de uma expressão do nosso sentimento religioso de culpa".
(Bjorn Lomborg)

quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

A ditadura ecológica

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Depois da ditadura do proletariado e do capital, podemos vir a viver um dia sob a ditadura ecológica. Ela poderá vir a redefinir o nosso modo de vida, os nossos valores humanitários e as nossas concepções das relações sociais. A liberdade individual será posta de parte para dar lugar a uma uniformização global. 



De início é-nos imposta a ideia que o planeta está em perigo. Depois pedem-nos para ser "eco-responsáveis". Por fim os peritos ecológicos, numa missão quase divina, impõem-nos uma adesão incondicional aos seus discursos alarmistas, paralisando os comportamentos da vida quotidiana e transformando-os na obsessão de um universo asséptico. 


O clima na Terra já mudou várias vezes e está de novo a mudar, sem que se tenha estabelecido, de maneira formal, que o comportamento humano seja o responsável por essas mudanças. 


Todos estamos de acordo que é necessário um comportamento responsável perante os recursos naturais, mas o perigo subjacente à normalização excessiva e à ideia de que o Homem está a mais no planeta é uma certa aspiração a uma ditadura mundial, dado que ambiente envolve todas as actividades humanas em qualquer lugar do planeta.


A ecologia exacerbada está-se a tornar numa verdadeira religião. Como ela, está fundada num dogma, ao qual se juntam algumas práticas que vão gerir os comportamentos humanos. 





A eco-ditadura.


Um professor de medicina influente, David Shearman, que foi consultor do IPCC das Nações Unidas pediu para que a democracia para seja substituída por uma eco-ditadura, onde as massas escravizadas são regidas por “elites” e obrigados a seguir uma religião verde.


Nos seus escritos, Shearman, rótula a humanidade de “tumor ecológico maligno” e de “cancro ecológico”, e diz que “o autoritarismo é o estado natural da humanidade”. Para salvar o planeta das mudanças climáticas, pelo qual a humanidade é inequivocamente responsabilizada, diz que é necessária a “liderança de guerreiros de elite” treinados para lutar pelo futuro da terra.”
Parte desta batalha envolve a substituição das religiões tradicionais, como o cristianismo e o islamismo com uma nova religião verde que segundo ele ficaria melhor com um governo autoritário.


O Deus do Shearman é o Deus do Estado, que pune os cidadãos escravos pelos seus delitos, nos seus termos de totalitarismo ecológico.
Ainda mais frio, Shearman defende a criação de centros de reabilitação onde os eco-zumbis são treinados para fazer parte de um exército ecológico de executores.


No seu livro, “O Desafio da Mudança Climática e o Fracasso da Democracia”, escreve que "o processo poderia começar pela construção de uma verdadeira universidade para treinar os eco-guerreiros para lutar contra os inimigos da vida. Temos que ter essa educação com a mesma dedicação que Esparta teve ao treinar seus guerreiros. Como em Esparta, essas elites naturais são especialmente treinadas desde a infância para enfrentar os desafios difíceis do nosso tempo".


E ainda: "o governo, no futuro será baseado num Escritório Supremo da Biosfera. O escritório terá filósofos e ambientalistas especializados. Esses mentores vão governar através de um governo autoritário, com conselhos sobre as políticas de formação com base na sensibilidade ecológica e filosófica. Esses representantes são especialmente treinados para a tarefa".





Delírio ecológico e eugenismo.


Shearman não está sozinho na sua chamada pela supressão da liberdade e para que esta seja substituída por uma tirania verde autoritária. Na verdade, esta é uma causa comum adoptada por uma série de activistas e cientistas influentes no tema das mudanças climáticas.


- O ambientalista finlandês e alarmista do aquecimento global, Pentti Linkola, apelou publicamente para que os cépticos do aquecimento global sejam “reeducados” em eco-campos de concentração e a grande maioria dos seres humanos sejam assassinados. O resto da população deve ser escravizada e controlada pelo Estado e esterilizada à força, os veículos apreendidos e as viagens restringida, mas não para os membros da elite. Linkola quer que os últimos 100 anos de progresso da humanidade sejam “destruídos”.


- James Lovelock, criador da hipótese Gaia, disse ao jornal The Guardian que “a democracia deve ser colocada em espera” para combater o aquecimento global e que “algumas pessoas de autoridade” devem controlar o planeta.


- Este sentimento foi ecoado por Keith Farnish, escritor e ambientalista, que afirmou num livro recente que ele apoia a sabotagem e o terrorismo ambiental como a demolição das barragens e cidades, a fim de devolver o mundo à era agrária. O proeminente alarmista do aquecimento global da NASA, Dr. James Hansen, um aliado do Al Gore aprovou o livro escrito por Farnish.


- John P. Holdren também defende obscenas práticas ditatoriais, eco-fascistas e desumanas em nome do ambiente. No seu livro Ecoscience, Holdren pede que seja criado um "sistema tirânico planetário” para realizar abortos forçados e procedimentos de esterilização forçada, bem como contaminar o abastecimento de água numa tentativa de sacrifício humano.


- Outra figura de destaque no debate sobre mudanças climáticas que exemplifica o sistema de crenças violentas é o Dr. Eric R. Pianka, um biólogo americano da Universidade do Texas em Austin. Durante um discurso para a Academia de Ciências do Texas em 2006, Pianka defendeu a necessidade de exterminar 90% da população mundial colocando o vírus Ebola no ar.





http://www.infowars.com/ipcc-professor-calls-for-elite-warrior-leadership-to-rule-over-eco-dictatorship/

http://www.prisonplanet.com/global-warming-alarmist-calls-for-eco-gulags-to-re-educate-climate-deniers.html

http://www.guardian.co.uk/environment/blog/2010/mar/29/james-lovelock

http://www.prisonplanet.com/nasa-global-warming-alarmist-endorses-book-that-calls-for-mass-genocide.html

http://www.prisonplanet.com/obama-science-advisor-called-for-planetary-regime-to-enforce-totalitarian-population-control-measures.html

http://www.prisonplanet.com/articles/april2006/030406massculling.htm

terça-feira, 15 de Novembro de 2011

Golpes de Estado na Grécia e na Itália

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Golpe de Estado:  tomada inesperada do poder governamental pela força e sem a participação do povo. (Dicionário Houaiss)




A banca no poder, ou o poder da banca.


As substituições de Georges Papandreou por Lucas Papademos e de Berlusconi por Mario Monti foram na realidade dois golpes de estado de um um novo género, sem tiros, sem sangue, orquestrados pelos mercados financeiros.


O método é simples: criar uma enorme pressão sobre as taxas de juros das dívidas dos países visados, o que desencadeia uma enorme instabilidade política e por fim, apresentar um tecnocrata para tomar conta dos destinos do país.


Estes golpes de estado não são perpetrados por um grupo político ou pelas forças armadas. As mudanças de chefias políticas são apresentadas como uma necessidade em consequência da engrenagem da desconfiança dos mercados sobre a capacidade de certos países em pagas as dívidas.


Ultrapassando as instâncias democráticas dos respectivos países, são então instalados no poder pessoas ligadas aos grandes grupos financeiros mundiais. Mario Monti está ligado ao Goldman Sachs, assim como Mario Draghi recentemente eleito presidente do Banco Central Europeu. Lucas Papademos foi governador do Banco da Grécia durante a falsificação da dívida grega pelo Golman Sachs. Todos são membros da Comissão Trilateral ou do clube de Bilderberg.


Actualmente, os lugares-chave do poder na Europa estão nas mãos do Goldman Sachs. Como chegaram a esses cargos? Com que meios e com que fim? Salvar os Estados Unidos à custa dos europeus?



E Portugal?


Em Portugal, daqui por umas semanas ou meses, pode muito bem vir a acontecer o mesmo. Perante a fraca liderança de Passos Coelho e a fraca alternativa política de António José Seguro, e com o crescente agravamento da crise financeira portuguesa, pode vir a ser imposto a Portugal um homem de confiança da banca.


Esse homem poderá ser António Borges. Tem todos os requisitos: para além de ter sido vice-governador do Banco de Portugal, é actualmente director do Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional e sobretudo foi vice-presidente do Conselho de Administração do Banco Goldman Sachs International em Londres, entre 2000 e 2008.

António Borges é membro do clube de Bilderberg, tendo participado nas reuniões de 1997 e de 2002. Também é membro da Comissão Trilateral.


Curiosamente, ou não, decorre neste momento, de 11 a 13 de novembro, a reunião anual da Trilateral para Zona Europeia, é Haia na Holanda.




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sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

Mario Monti tem tudo para suceder a Beslusconi: Goldman Sachs, Trilateral e Bilderberg...

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                                                    MARIO  MONTI



Membro do clube de Bilderberg desde 1988

Ex-membro do comité executivo da Comissão Trilateral

Membro do conselho de vigilância do Goldman Sachs




E ainda membro das seguintes "think tank":


Administrador de Friends of Europe, financiado por 40 grandes empresas, das quais fazem parte: Exxon Mobil, British Petroleum, Cargill, IBM, Intel, Microsoft, Novartis, Pfizer, Sony, Toyota e Volvo. Este lobby é presidido por Etienne Davignon, que também é presidente do grupo de Bilderberg, e beneficia do apoio oficial da União Europeia.



Fondador e presidente de BRUEGEL, financiada por 26 multinacionais, das quais fazem parte: British petroleum, DaimlerChrysler, EADS, Euronext, General Electric, Goldman Sachs, IBM, Nokia, Novartis e Suez.



Membro honorário do Kangaroo group, financiado por 60 multinacionais, entre outras pela Asrazeneca, Dupont, Novartis, Deutsch Bank, Goldman Sachs, Dassault, EADS, Bouygues, L’Oréal, Michelin e Microsoft.


 Ex-membro de Aspen Institute Italia.


Membro da Comissão para a Libertação do Crescimento



 E ainda...


Antigo membro do l’Italian Treasury Committee on Banking Law Reform et du Roll Committee on the Independence of the Bank of England.
  


 Comissário Europeu para os Mercados Interiores e Serviços Financeiros da Comissão Santer entre 1995 e 1999.


Comissário Europeu para a Concorrência na Comissão Prodi entre 1999 e 2004.


Fundador do Paolo Baffi centre for Monetary & Financial Economy em 1985.


Fundador do Innocenzo Gasparini Institute of Economic Research  em 1989.


Presidente da universidade Bocconi em Milão desde 1994, onde leciona economia. 




Mas também...


Administrador de: 


  • Gilardini (1979/1983)


  • Fidis (1982/1988)


  • Fiat (1988/1993)


  • Banco Commerciale Italiana (1983/1994)


  • Rizzoli Editore (1984/1985)


  • IBM Italia (I981/1990)


  • Assicurazzioni Generali (1986/1993)



  • http://gatines.free.fr/monti.html

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    quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

    Papandreou: suicídiu ou assassinato político?

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    História de uma morte anunciada:


    - Georges Paoandreou surpreende os seus parceiros europeus e o seu próprio partido anunciando que o povo grego iria fazer um referendo sobre o acordo da semana anterior: salvamento da Grécia, redução da dívida e condição da ajuda financeira.


    - Georges Papandreou é "convocado" a Cannes por Angela Merkel e Nicolas Sarkozy e refere pela primeira vez que uma das questões do referendo será saber se os gregos desejam permanecer na zona euro. Numa conferência comum, Merkel e Sarkozy evocam a possibilidade da Grécia deixar o euro.


    - Georges Papandreou abandona a ideia de referendo, fala agora de um voto de confiança do parlamento grego. Logo depois anuncia a sua demissão e a criação de um governo de união nacional.



    Suicídio ou crime?


    A questão que se coloca é saber se Georges Papandreou terá cometido um suicídio político para salvar o seu partido e terá ido demasiado longe ao provocar os donos da União Europeia e terá sido vítima de um assassinato político.


    Por vezes, algumas das marionetes colocadas no poder julgam ter a capacidade para mudar e melhorar pequenas coisas que estão mal. Então, emitem opinião, ideais de transformações benéficas, mais justas. Quando isso acontece, são imediatamente eliminadas e substituídas por outras mais dóceis, como aconteceu com Dominique Strauss-Kahn.


    Georges Papandreou é o último representante de uma dinastia política, tanto o seu pai, Andreas, como o seu avô, Georges, foram primeiro ministro. No entanto, "jogava" na mesma equipe das grandes elites financeiras e como tal era também membro do clube de Bilderberg. Tinha conduzido a Grécia à ruína como estabelecido nos planos da banca mundial. Sendo assim, o seu "trabalho" já estava concluido, podendo agora ser continuado por outro, para dar a sensação de mudança ao povo grego.


    Nascido nos Estados Unidos, diplomado nesse país, no London School of Economics e em Havard, tinha tudo para se ter tornado mais tarde primeiro ministro grego e por em prática as medidas drásticas impostas pela União Europeia, BCE e FMI.


    Que lhe terá passado pela cabeça de pedir ao povo grego de se pronunciar sobre o que está a acontecer? Não seria isso um precedente perigo para que outros povos de outros países europeus quisessem fazer o mesmo? Mesmo que se os gregos votassem "mal" era sempre possível fazer mais tarde uma nova votação, até que votassem "bem", como aconteceu com a Irlanda.


    Agora sim, está tudo "normal", e os jornais já podem noticiar: 
    "Sob pressão dos líderes europeus, os dois maiores partidos gregos chegaram a um acordo nesta quinta-feira sobre quem encabeçará o novo governo de coalizão entre governistas e oposição. Confirmando a preferência, o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Lucas Papademos, foi anunciado como primeiro-ministro interino da Grécia, após a renúncia de George Papandreou".



    Papademos: a mudança na continuidade...


    Papademos estudou física no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts nos Estados Unidos durante a década de 70. Posteriormente, fez mestrado em Engenharia Elétrica e doutorado em Economia.

    Papademos esteve diretamente envolvido com a adesão da Grécia à zona do euro, em 2001, e com a transição do dracma para o euro quando era presidente do Banco Central da Grécia, em meados da década de 90.  O economista conquistou grande notoriedade internacional após assumir a vice-presidência do Banco Central Europeu em 2002. Em 2010, deixou o cargo para atuar como conselheiro de Papandreou, embora ainda lecione em universidades americanas.


    Papademos  pertence à Comissão Trilateral




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    quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

    Doseamento sistemático do PSA é inútil

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    O despiste sistemático do cancro da próstata através do doseamento do PSA não melhora a esperança de vida, não reduz de maneira significativa a mortalidade devida a esse cancro, não reduz a mortalidade global e conduz a numerosas mutilações inúteis em homens saudáveis.




    Desde há 20 anos, que o despiste através do doseamento do PSA se tornou, em muitos países, um habito sistemático nos homens acima do 50 anos de idade. Desde então, o número de diagnósticos desse cancro foi multiplicado por três, sem que o envelhecimento da população explique essa "epidemia".


    Ao mesmo tempo, durante esse período, a mortalidade permaneceu praticamente a mesma, apesar dos progressos no tratamento médico. O tratamento hormonal permite que os homens com cancro da próstata venham a viver o tempo suficiente para morrer de uma outra doença qualquer.


    Não esquecer que após os 50 anos de idade, a presença de células cancerosas na próstata é um fenómeno habitual que raramente virá a transformar-se num verdadeiro cancro.



    Dois estudos em larga escala.



    No dia 19 de março de 2001, o New England of Medicine publicava dois artigos sobre a pertinência ou não de um despiste sistemático do cancro da próstata através do doseamento do PSA. Apresentavam resultados contraditórios, mas o estudo que parecia comprovar o interesse do despiste sistemático, após analise, é muito  pouco concludente.


    O primeiro estudo realizou-se nos Estados Unidos em 76 000 homens, metade fazia um doseamento regular do PSA e a outra metade não. Após 10 anos, dos homens que faziam um despiste sistemático, paradoxalmente, houve um aumento da mortalidade por cancro da próstata superior em 10% em relação ao grupo de homens que só ocasionalmente o fazia. Contudo, este resultado paradoxal não foi estatisticamente significativo.


    O segundo estudo realizou-se na Europa em 162 000 homens. Mesmo método: divididos, por tiragem à sorte, em dois grupos, um grupo fazia doseamentos sistemáticos do PSA, o outro não. Após 9 anos, a mortalidade por cancro da próstata foi inferior em 20% no grupo que fazia despiste sistemático. Contudo, este abaixamento do risco relativo de 20% corresponde a um abaixamento do risco absoluto de apenas cerca de 0,1%.


    Estes dois estudos mostram que o doseamento sistemático do PSA apenas trás angustia (na variação dos valores do PSA de um ano para o outro), exames caros, tratamentos agressivos, falsas esperanças e efeitos secundários. Isto sem contar com a frequente incontinência urinária após as cirurgias, para já não falar dos casos de impotência.



    No dia 10 de outubro deste ano, numa carta dirigida ao British Medical Journal, Lenzer e Brownlee, lembram que um grupo de 16 peritos americanos pronunciaram-se pelo fim do despiste sistemático do cancro da próstata através do doseamento do PSA. Segundo eles, este teste apresenta tantos problemas como benefícios e a mortalidade global é a mesma nos que fazem a doseamento e nos que não fazem.



    Nota: O fim do despiste sistemático não invalida, em casos específicos, o despiste individual. Por exemplo, num homem em que o pai morreu de cancro da próstata com 55 anos de idade, o que é extremamente raro, faz todo sentido um despiste através do PSA, apesar de poder ser inútil.




    Convém lembra que 80% dos doentes com níveis elevados do PSA são falsos positivos, isto é, esses valores elevados não correspondem a nenhum cancro. Por outro lado, apesar de cerca de 16% dos homens poderem vir a ter o diagnóstico de cancro da próstata, desses apenas 3% virão a morrer dessa doença.




    http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0810696

    http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0810084

    http://www.bmj.com/content/343/bmj.d6479.extract?etoc

    http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf08/prostate/prostaters.htm

    terça-feira, 8 de Novembro de 2011

    Quando Deus pede o impensável a Abraão: matar o filho

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    Adorado por milhões de cristãos, muçulmanos e judeus, Abraão recebe a ordem de Deus para matar o seu filho, ordem essa que ele aceita. Esse consentimento para o assassinato é perverso e criminal, no entanto, Abraão é visto por estas religiões monoteístas como uma referência de devoção.



    Como conceber que Deus mandaria um pai matar o seu próprio filho, quando qualquer pai daria a sua própria vida para salvar o seu filho? Este mandamento tirânico é simplesmente uma impossibilidade moral, uma vez que refuta todos os códigos morais concebíveis. Se matar o seu próprio filho inocente é "bom", então o que na terra constitui o "mal"?


    Sendo essa ordem doentia, então os 3,5 milhões de seguidores de Abraão deveriam ser classificados de doentes e perversos.






    A versão islâmica do sacrifício de Abraão é ainda mais terrível do que o conto judaico. Alá ordena que Abraão mate o seu filho Ismael, enquanto Satanás pede a Abraão para poupar a vida do menino. .A mãe de Ismael estava presente quando Abraão estava prestes a matar o seu filho, e nada fez para o impedir. Por três vezes Abraão afasta Satanás atirando-lhe pedras.



    Todos os anos no Hajj na Meca, mais precisamente em Mina os peregrinos atiram contra três bétilos (pedras que eram adoradas como divindades nos tempos pré-islâmicos). A maior delas, Jamarat al-Kubra, representa hoje Satanás. O acto tem como simbologia o desejo de se renunciar ao mal e exaltar o Deus único. Mas neste episódio, quem é o "bom" e quem é o "mal"? Aquele que ordena um assassinato ou aquele que implora para que uma vida seja poupada? 




    É essa história nauseante de ódio dos país para com os seus filhos inocentes que é comemorado pelos seguidores das religiões monoteístas. Como pode haver qualquer debate moral quando a resposta é óbvia: adoram um assassino, não um Deus da Vida. Sendo ele todo-poderoso, é moralmente responsável por encorajar o assassinato de inocentes. No entanto, paradoxalmente, tanto a religião judaica, cristã ou muçulmana foram fundadas com base em não matar ninguém em nome de Deus. Não deveria a história de Abraão ter sido contada ao contrário?




    Os seguidores de Abraão dizem que Deus estava a testar-lo. Nesse caso, o teste era obedecer ao comando mais vil de todos sem o por em questão. Na verdade, não seria o Diabo que estaria a testar Abraão, e o teste era ver se este estava preparado para cegamente obedecer a uma ordem e executar o mal supremo, em vez de aceitar a responsabilidade moral e pessoal pelos seus actos.








    Será que Abraão mostra qualquer consideração pelo seu filho? Será que assume a responsabilidade moral? Será que acredita que matar uma criança inocente é um acto "bom"? Ou será que não pensa nas consequências, mas simplesmente obedece como uma maquina programada? Não será isso mesmo que se pede a todos os seguidores de Abraão, portanto da religiões monoteístas: nunca pensar e comportaram-se como autômatos obedientes? Desprezam assim tanto a liberdade? Implicitamente o que as religiões fazem-nos crer é que o livre-arbitro humano é a causa do mal. 




    Dizem que a humanidade nunca deveria ter comida do fruto da Árvore do Conhecimento, mas permanecer absolutamente obediente a Deus, única entidade a definir o bem e mal. Porque razão essas três religiões veem em Abraão uma fonte de inspiração e não um psicopata? Os milhões de cristãos, muçulmanos e judeus, descendentes de Abraão, consideram-no intrinsecamente "bom" por obedecer a qualquer ordem de Deus, sua obediência cega, sem escolha moral, faz dele apenas uma maquina programada. 




    O Abraamismo é o credo da absurda obediência escravizadora a um mestre irracional poderoso. Os adeptos dessas religiões são apenas guiados pelo terror da possível pena infligida por Deus, por desobediência, como as punições infinitas no inferno. Deus faz valer a sua vontade através do  Terror. É um dos seus trunfos. A ser assim, esse Deus tem os mesmos princípios que o diabo. 



    Poderá qualquer pessoa sã e racional imaginar uma religião de amor, compaixão, bondade, perdão e paz que foi fundada na imagem de um pai, de pé sobre seu filho pronto para mergulhar um punhal dentro dele a mando de Deus? Tem de se ter uma mente moralmente doentia para imaginar e aceitar que qualquer religião benevolente poderá ter tais fundamentos, e ser baseada no terror. 





    Tradução e adaptação livre de Octopus de um excerto de um texto publicado em: http://www.armageddonconspiracy.co.uk/









    sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

    Como criar revoluções "espontâneas"

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    Estamos a viver a época das revoltas populares espontâneas. Primeiro foram a revoluções coloridas nos países de Leste, depois a primavera árabe e mais recentemente os movimentos 15 de Outubro e Occupy Wall Street.


    Analisando estas revoltas, chegamos à conclusão que têm muito pouco de espontâneas, que foram planeadas de longa data e que são perigosamente manipuladas pelos Estados Unidos.



    "Em política, nada acontece por acaso, se algo acontecer, você pode apostar que foi planeado dessa maneira". (Roosevelt)



    Nota importante: este texto não pretende, de forma alguma, desacreditar todos aqueles que participaram e apoiam de maneira genuína os movimentos que seguem, destina-se ao contrário a evitar a sua possível manipulação.






    Revoluções coloridas
    Símbolo sérvio do Otpor



    Primeiro, tivemos em 2000 a revolução do 5 de outubro na Sérvia que conduziu à queda de Slobodan Milosevic. As manifestações foram convocadas pelo movimento OTPOR, que quer dizer "Resistência" em sérvio.


    Este movimento irá fundir-se com o partido democrático do novo presidente eleito, Boris Tadic. Alguns militantes, dos quais Ivan Marovic e Srdja Popovic decidem fundar o CANVAS, de que iremos falar mais tarde, destinado a exportar técnicas de não-violência para outros países.




    Em 2003, temos a revolução das rosas na Geórgia, apoiada por um movimento de resistência cívica, o KMARA, que levou à queda de Édouard Chevardnadzé. Curiosamente, ou não, o símbolo deste movimento é o mesmo que o do Otpor.





    No ano seguinte, em 2004, temos a revolução laranja na Ucrânia que colocou no poder Viktor Louchtchenko. Essa revolução foi instigada e apoiada pelo movimento PORA, um movimento cívico da juventude. Mais uma vez, o símbolo é o mesmo. Esta organização foi fundada com a ajuda financeira de George Soros.




    Símbolo do Kelkel

    Em 2005, foi a vez da revolução das tulipas no Quirguistão, apoiada pelo movimento de jovens do Kelkel, também ele financiado por Soros.






    A "primavera árabe"



    Mais tarde, temos a chamada primavera árabe, iniciada no Egipto. Na origem da revolta temos o movimento da juventude 6 de abril. Mesmo símbolo que o das revoluções anteriormente descritas.


    Este movimento foi criado e financiado pelas fundações americanas National Endowment for Democracy (NED),  International Republican Institute (IRI) e  Freedom House (FH).


    O objectivo oculto de todas estas revoluções é fomentar revoltas populares e utilizar esses movimentos de protesto para depor um governo existente que por alguma razão já não serve os interesses americanos, e substitui-lo por outro pro-americano, ou seja um regime fantoche.






    O que é o CANVAS?



    CANVAS (Center for Applied Non Violent Action and Strategies) foi o que resultou do movimento sérvio OTPOR e tem por finalidade por em prática o que foi desenvolvido por esse em termos de movimentos de protesto não-violento.


    Uma estrutura desta dimensão, presente em 40 países, necessita de meios financeiros consideráveis. Oficialmente, CANVAS não recebe dinheiro de nenhum governo, apenas é financiado por ricos filantropos (como George Soros!), que mais não querem do que construir um mundo melhor. 


    A realidade é bem diferente, grande parte do dinheiro provém do International Republican Institute e do Freedom House. O International Republican Institute é uma organização política ligada ao partido Republicano americano financiada pelo governo federal. Trata-se de uma organização de fachada da CIA. O Freedom House tem como objectivo a exportação dos valores americano no mundo, é dirigido por James Woolsey, director da CIA entre 1993 e 1995.


    Nesta condições, é difícil não ver nestas acções, de revoltas "espontâneas", uma manipulação americana nos países onde o VANCAS opera. Este facto nunca é referido nos media como foi o caso em relação às revoltas coloridas ou às primaveras árabes. 




    CANVAS no movimento Occupy Wall Street




    CANVAS e Anonymos (outra organização nebulosa) estão activamente implicados no movimentos Occupy Wal Street. Um dos porta-voz deste movimento é, nada mais nada menos de que Ivan Morovic, líder do CANVAS.


    A maioria dos movimentos de revolta popular espontânea pouco têm de acontecimentos revolucionários, são cuidadosamente preparados de longa. Parece que as pessoas vão simplesmente para rua, mas não passa na grande maioria dos casos do resultado de meses ou anos de preparação. 


    Pode levar muito tempo até se atingir o ponto em nascem manifestações e greves de grande envergadura, mas uma vez iniciadas, em poucas semanas vão desencadear-se verdadeiras revoltas, nas quais a cronologia e a sucessão foi planeada detalhadamente.









    http://www.canvasopedia.org/

    http://www.iri.org/


    http://www.freedomhouse.org/


    http://occupywallst.org/