segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Devemos ter medo dos fornos a microondas?

O primeiro forno a microondas foi comercializado em 1953 e actualmente raras são as famílias que não têm um na sua cozinha.

Muito cedo, as pessoas interrogaram-se: será que este "estranho" método de aquecimento não será prejudicial para a saúde por utilizar ondas electromagnéticas?

O medo é legítimo, os "sites" anti-microondas numerosos, mas os artigos científicos escassos.





Como funciona?








Nos fornos a microondas o aquecimento dos alimentos é produzido através da oscilação das moléculas de água neles contida por ondas electromagnéticas com uma frequência de 2400MHz.



Este campo magnético é alternado, e sendo as moléculas de água bipolares, estes orientam-nas num ou noutro sentido 2 450 000 000 vezes por segundo, ou seja ao ritmo da frequência da onda.



Como acima de 1 MHz as moléculas de água não conseguem "seguir" a oscilação do campo eléctrico das ondas, estas produzem calor que se transmite às outras camadas do alimento por condução. Por isso é que a distribuição final do aquecimento não é uniforme e depende da quantidade de água desse alimento. O prato giratório contribui para uma repartição do calor mais uniforme.



Os objectos metálicos condutores de electricidade, podem originar à criação de um arco eléctrico e produzir uma descarga eléctrica, e por isso não devem ser colocados nos fornos a microondas.






A "onda" anti-microondas.






O autor mais frequentemente citado para provar os perigos dos fornos a microondas é Hertel. Em co-autoria com Bernard Blanc, publicaram em 1991 no "Journal Franz Weber" (nº19) e mais tarde no "Raum & Zeit" (1992, 3 (2)) o estudo: "Comparative Study of Food Prepared Conventionally and in the Microwave Oven". De assinalar que estas revistas são especializadas em "ciências" alternativas e este estudo não se encontra publicado em qualquer revista científica.


Neste estudo, o sangue dos voluntários que consumiram alimentos cozinhados em fornos a microondas foi analisado As conclusões são no mínimo curiosas. O facto da taxa de hemoglobina diminuir pode fazer algum sentido, por destruição dos glóbulos vermelhos, o que é preocupante. Mesma coisa para a diminuição que se terá verificado com os linfócitos, apesar de uma vez saídos do forno a oscilação das moléculas de água já ter cessado. quanto aos autores terem verificado que tanto o colesterol HDL como LDL tinha diminuido, é difícil de entender.



Aliás, mais tarde, Bernard Blanc, revelou que não concordava com as conclusões de Hertel, e que seriam necessários mais estudos para concluir que os alimentos cozinhados em fornos de microondas seriam prejudiciais para a saúde.




As dúvidas subsistem...


Existem poucos artigos dignos de credibilidade publicados sobre este assunto e todos eles provêm de revistas militantes de medicinas naturais e pseudocientíficas.


Na verdade, após uma pesquisa exaustiva na internet, não foi possível encontrar qualquer estudo randomizado publicado em revistas científicas. Este facto revela, infelizmente, a pouca importância dada ao assunto, mas também sublinha a fraca credibilidade dos militantes anti-microondas cujos estudos não obedecem ás normas cieníficas aceites. Contudo, este tema é suficientemente importante para ser analisado com rigor.




Mitos e ...precauções:




- As fugas de radiação são extremamente raras, a não ser que, por exemplo, que a porta do forno esteja danificada.


- Os portadores de estimuladores cardíacos (pacemaker) não devem permanecer perto de um forno microondas em funcionamento, dado que as ondas electromagnéticas podem interferir com o seu correcto funcionamento.



- Não nos devemos aproximar da janela do forno. Porque a potência das ondas electromagnéticas diminui rapidamente com a distância, convém estar afastado 1 a 2 metros do forno.



- Não está provado que exista qualquer mutagenicidade nos alimentos cozinhados com microondas.



- Não devemos confundir o sabor com a qualidade nutritiva dos alimentos. Se é verdade que muitas vez o sabor dos alimentos cozinhados no forno microonda não tem o mesmo sabor que os cozinhados num forno tradicional, isto não significa que as suas qualidades nutritivas sejam inferiores.



- A cozedura dos alimentos modifica a estrutura das proteínas e pode destruir as substâncias termo lábeis, como as vitaminas, isto acontece quanto mais a temperatura é elevada e o tempo de aquecimento mais prolongado, independentemente de ser no microondas ou num forno tradicional.



- A produção de radicais livres devido á oxidação dos ácidos gordos polisaturados é menor nos fornos microondas dadas as temperaturas atingidas serem habitualmente mais baixas.






http://reocities.com/paris/6773/

http://www.onnouscachetout.com/themes/alimentation/micro-onde.php

http://www.pediatre-online.fr/alimentation/cuisson-au-micro-ondes-efficacite-et-securite/

http://www.cchst.ca/oshanswers/phys_agents/microwave_ovens.html

http://frenzy.chez.com/micro_onde.htm

http://www.herbalhealer.com/microwave.html

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